Conhecido por sua astúcia inigualável e sua predileção por trapaças, o deus nórdico Loki ultrapassa todos os limites ao tentar enganar mais uma vez seu pai, o todo-poderoso Odin.
Contudo, o castigo que recebe não corresponde às suas expectativas. Ag...
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— Anna! — Sakura segura minha cintura com força enquanto fico sem reação.
Sinto o toque dela como se fosse o único fio me mantendo de pé. Meus joelhos já estavam cedendo, e se ela não tivesse me segurado, com certeza eu teria desabado no chão. Um enjoo súbito vem, como se o mundo tivesse virado de cabeça para baixo.
— Meu Deus, Sakura, será...
— Espera, sente aqui. — Ela me senta no que parece ser uma das cadeiras que tenho na loja. — A farmácia é no outro lado da rua, vamos fazer o teste.
Fico ali, escutando o som apressado dos passos dela se afastando pela calçada. Consigo ouvir o barulho da porta da loja se fechando e, depois, o som distante do movimento da rua. Parece que todos os outros ruídos ficaram abafados. O tempo passa devagar, e cada segundo pesa como se fosse um minuto inteiro.
Ela vai me deixando aqui em estado de choque. O que parece ser só cinco minutos parece quinze horas. Quando ela volta e me ajuda a ir no banheiro fazer os três testes, sinto minhas mãos tremerem.
Só o barulho dos plásticos sendo abertos já me deixa nervosa. O cheiro característico dos testes e o toque gelado dos objetos nas minhas mãos deixam tudo ainda mais real. Tento respirar fundo, mas meu peito parece preso, como se tivesse uma pedra dentro dele.
Faço em modo automático e saio do banheiro com ela, nos sentamos nas cadeiras enquanto ela me conta que colocou os três testes em cima da mesa que está entre nós. Passam minutos, e a cada instante fico mais nervosa.
Sinto o silêncio entre a gente ficando cada vez mais pesado. Ouço o som leve dos dedos dela batucando na madeira da mesa, provavelmente de ansiedade também. Tento me distrair contando as batidas, mas até isso me deixa mais aflita.
— Oh, meu Deus — minha amiga solta, com a voz embargada, me deixando ainda mais nervosa. Meu coração dispara como se fosse explodir.
— O que, Sakura? Me diz! — Quase berro, a ansiedade me rasgando por dentro.
— Amiga... você está grávida! — A voz dela sai trêmula, mas com uma pontinha de felicidade que me faz congelar.
Uma mistura de medo, incredulidade e pânico me domina. Meus músculos travam, minha respiração falha e, por um instante, parece que o mundo inteiro fica mudo ao meu redor. Não enxergo, mas sinto o ar pesado, o silêncio carregado. É como se o chão sumisse e eu caísse num vazio sem fim, onde nem os sons conseguem me alcançar.
É como se o escuro que sempre foi meu abrigo agora me engolisse de verdade. Sinto o peso da notícia me esmagando, tomando conta de cada espaço dentro de mim.
— Meu Deus... — Levo as mãos à boca como se isso pudesse segurar o desespero que ameaça me engolir.
— Anna... a gente pode fazer um exame de sangue — Sakura tenta soar calma, mas minha cabeça já está longe, girando.