Conhecido por sua astúcia inigualável e sua predileção por trapaças, o deus nórdico Loki ultrapassa todos os limites ao tentar enganar mais uma vez seu pai, o todo-poderoso Odin.
Contudo, o castigo que recebe não corresponde às suas expectativas. Ag...
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Cada palavra sai junto com pequenos suspiros, como se o ar estivesse acabando dentro dela.
— Não fala assim… não se despede… — murmuro, segurando sua mão contra meu peito, sentindo o sangue dela manchar minha roupa. — Você vai viver, ouviu? Vai viver.
Os olhos dela se fecham devagar.
— Anna… — chamo, sacudindo-a levemente. — Não dorme agora… olha pra mim… por favor…
Mas o corpo dela pesa em meus braços, e o silêncio que se forma é mais cruel do que qualquer grito.
— Anna. — chamo pelo nome dela, mas ela não responde. Meu peito aperta. — Não faz isso comigo, por favor. — grito seu nome outra vez, a voz falhando enquanto um líquido quente e salgado escorre pelos meus olhos sem que eu consiga conter.
Seguro seu rosto entre minhas mãos trêmulas, tentando forçá-la a me olhar, tentando encontrar qualquer sinal de vida naquele corpo mole em meus braços.
— Odin! — berro o nome do meu pai em puro desespero, sentindo minha garganta arder. — Odin!
Ele finalmente aparece. Nunca o vi assim. Seus olhos, normalmente duros como o aço de Asgard, agora estão tomados por uma tristeza pesada enquanto encara a mulher caída contra o meu peito.
— A cure… eu não consigo… — minha voz sai quebrada. — Mas você pode. Salve ela. — imploro, puxando-a mais para perto, como se isso pudesse protegê-la da própria morte.
O medo cresce dentro de mim de um jeito que nunca senti antes. Nunca implorei nada a ninguém. Nunca me ajoelhei para nada. Mas agora mal consigo respirar.
É como se meu coração estivesse sendo arrancado de dentro do peito e espetado sem cessar. Cada segundo que passa sem que ela acorde é uma punhalada nova.
— Você sabe que não posso mudar o destino dos mortais assim. — Odin começa a dizer, com a voz pesada.
— Você pode, e você vai. — corto sua fala, não pedindo mais, mas exigindo, o olhar ardendo de fúria e pânico.
— Tudo tem um preço, Loki. — ele me lembra, firme, como se recitasse suas próprias leis.
— Me diga o seu preço. — aproximo meu rosto do dele, os olhos ardendo. — Eu faço qualquer coisa… qualquer coisa… mas faça ela ficar bem. — digo, sem parar de acariciar o rosto do meu único amor, sentindo sua pele fria sob meus dedos.