Conhecido por sua astúcia inigualável e sua predileção por trapaças, o deus nórdico Loki ultrapassa todos os limites ao tentar enganar mais uma vez seu pai, o todo-poderoso Odin.
Contudo, o castigo que recebe não corresponde às suas expectativas. Ag...
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Música: Joji- Like you do
Perdido em tristeza Elas não me amam como você Aqueles arrepios que eu conhecia Eles não eram nada sem você E todos os outros Eles não importam agora Você é aquela que eu não posso perder You're the one I can't lose Ninguém me ama como você No one loves me like you do
Ninguém me ama como você No one loves me like you do
Assim que o som do segundo tiro ecoa pela praia, corro em direção à pequena casa, o corpo agindo antes mesmo da mente, e só me dou conta do que estou fazendo quando me vejo arrombando a porta com todas as minhas forças.
A madeira cede sob minhas mãos e se parte ao meio, como se soubesse que resistir é inútil. O impacto reverbera pelos meus braços, sobe pelos ombros e explode no peito. Algo dentro de mim se alinha. Estou exatamente onde preciso estar.
O cheiro me atinge primeiro: pólvora, medo, sangue recente. O ar aqui dentro é diferente, pesado, sujo, quase impossível de respirar. Meus olhos já a procuram antes mesmo de eu querer, varrendo cada canto como se pudessem encontrá-la pelo instinto.
Por um segundo travo ao ver a sala que Anna sempre manteve tão limpa e bem cuidada reduzida ao mais puro caos. A mesa quebrada, a pequena TV jogada no chão, cadeiras caídas como se ela tivesse fugido de alguém às pressas. Meu estômago se revira.
Dou mais alguns passos, sentindo meu coração imortal bater mais rápido do que qualquer coração mortal jamais bateu. Um tremor percorre meu corpo, seguido por um calafrio gelado, quando noto um pequeno rastro de sangue levando até a cozinha.
— Não… — minha voz mal sai.
Assim que entro no pequeno cômodo favorito de Anna, travo. Meu corpo inteiro paralisa ao vê-la caída no chão, com as costas pressionadas contra a geladeira, enquanto um maldito homem de costas para mim está sobre ela, tentando atirar mais uma vez em sua direção.
Eu sei que ele já atirou. Eu sei porque o vestido dela está coberto de sangue no ventre.
Minha Anna não percebe minha presença de tão aterrorizada que está. O jeito como protege a barriga com as mãos me paralisa por dentro, como se alguém tivesse arrancado meu coração e o esmagado sem piedade. Ela está fraca. Fraca demais.
Seu corpo treme inteiro, encostado na parede, os olhos arregalados presos na arma apontada para ela. Cada respiração dela é curta, dolorida, como se estivesse sendo sufocada pelo próprio medo.
Vejo a mão do filho da puta tremer ao tentar erguer a arma outra vez. Os dedos dele falham por um segundo, e esse gesto mínimo decide tudo.