Capítulo 15

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# SEM REVISÃO#

Carlos Eduardo

Ex-Marido?

Que porra é essa de ex-marido?

Como assim a minha menina já foi casada? Isso não é possível! Ela precisa me contar isso direito porque não estou entendendo mais nada.

Mas como a Alexia, aos 26 anos, já foi casada?

Olho para Alexia tentando procurar por uma brecha de mentira mas não há nada pois seus olhos, além de marejados de tanto chorar, estão sendo sinceros. Merda! Mas como ela se casou? Por que ela cometeu esse erro grave? Tantas perguntas mas sem a porra da resposta.

Sou acordado dos meus pensamentos com a Alexia contando seus segredos. Ela está tremendo muito de nervoso e eu estou assustada com ela. Será que terei de levá-la ao hospital? Peovavelmente sim!

- Quando tinha quinza anos, meu pais foram assaltados e mortos num assalto em uma deteeminada cidade do interior paulista - Ela suspira e continua se abrindo para mim - Meu pai era uma pessoa muito influente pois ele tinha uma empresa ligada a informática e segurança. Ele era o dono da Alvarenga & Costa Security - O que? Ela é a filha do Marcelo Alvarenga? Não acredito! Que mundo pequeno!

- Você é filha do Marcelo Alvarenga?

- Sim, eu sou. Por que a pergunta Du? - Ela diz de forma triste. Ela me chamou de Du? Só a minha irmã me chamava assim. Bateu a saudade dela agora que suspiro alto.

- Você me chamou de Du?

- Sim, o chamei mas por que a pergunta? Você não gostou? Me desculpa se não gostou - Ela funga.

- É que a Anna, minha irmãzinha, me chama assim. Eu gostei quando me chamou de Du, isso me vez como voltar pra casa Alexia - Digo olhando em seus olhos verdes lindos e apaixonantes, e me recordo da minha lindinha nesse momento...

- Du, cade voxê? DUUUUUUUUUUUU! APALECE! NAO QUELO BLINCAR DE ESCONDE - Grita minha ruivinha de olhos verdes. Anninha, com cinco aninhos, era espertinha e tinha língua presa, mas mesmo assim a amamos demais essa garotinha.

- ESTOU NO PIANO PIPOQUINHA. DESÇA A ESCADA DEVAGAR PARA VC NAO SE MACHUCAR. - grito para ela me ouvir. Ela nasceu com só cinquebta por cento da audição no ouvido direito. Ela brinca sozinha e tem problemas para de relacionar com as outras crianças de sua idade.

Ouço passinhos apressados vindo em minha direção e vejo a porta ser aberta por um serzinho de cabelos ruivos e olhinhos grandes e verdes. Essa pipoquinha é identica a minha mãe.

- Duuuuuuu. Tava com xaudade - diz em abraçando.

- Eu também pipoquinha, mas você estou muito triste

- Puquê? - Diz com os olhinhos arregalados.

- Porque você desceu as escadas correndo e eu pedi para não fazer isso pois poderia fazer dodói pipoquinha. Ela arregala mais os olhos e engole seco. Droga!

- Pedão! A Anna não vai faxê mais isso puque Du tá tiste com a Ana - Fala com os olhinhos marejados. Merda! Não queria que ela ficasse mal pois ela é a minha princesinha ruivinha. Como a Anninha diz, ela é a princesa do seu filme favorito, Ariel da Pequena Sereia.

- Du não está triste com você princesa mas eu não quero que vc se machuque - digo olhando em seus olhos e bem devagar para ela entender o que estou dizendo.

- Jula que não tá babo comigo?

- Juro princesa - Mal digo essas palavras e ela se joga em meu colo. Então ela se solta e me pede uma coisa que já era um hábito.

Chefe CretinoOnde histórias criam vida. Descubra agora