Capítulo 19 - parte final

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PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS

Usem o absorvente de maracujá!

Carlos Eduardo

Nunca me senti tão impotente em minha vida como agora. Como isso é possível? Por que o filho de uma cadela do delegado não fez a porra do trabalho dele direito? Por quer o desgraçado do antigo promotor não relatou sobre essa pessoa? Que inferno! Nessas horas queria voltar a ser policial pra matar e mandar esse bando de incompetentes para a puta que pariu! Estou tão irritado que esqueço que o promotor está a minha frente.

- Tenha calma Carlos Eduardo pois o esse caso foi reaberto. Fica tranquilo - ele tenta me acalmar mas isso é impossível!

- Como me acalmar cara? Isso é uma porra do caralho - digo passando a mão desesperadamente em meus cabelos. Coço a nuca de nervoso pensando no que fazer.

- Mantenha a calma cara senão você não terá cabeça pra cuidar da minha irmã - Só dele falar da minha pimentinha que eu me acalmo na hora. Caramba! Estou apaixonado mesmo!

- Verdade! Preciso me manter calmo por ela. Cara, eu sou apaixonado pela sua irmã. A Alexia me faz perder o ar.

- Eu sei que você a ama pois percebi isso quando deu o soco na cara do advogadozinho. Irmão, você quase matou o cara - Diz gargalhando - O cara ficou todo vermelho e ainda estava sangrando no meio da sala e nos olhando com cara de idiota. - Diz chorando de tanto rir.

- Dei mesmo! Ele que venha fazer graça novamente com a minha pimentinha que ele morre. Imbecil! - Digo com raiva - Aposto que se ele mexesse com a sua garota não ficaria assim, com esse risinho na boca - Mal termino de falar e o cara já fechou a cara na hora.

Não pode falar de concorrência que já virou homem mesmo. Até estufou o peito.

- Não mesmo. Eu já teria matado o cara na pancada. Eu só queria que a Raissa percebesse isso mas fiz merda e estraguei tudo - Suspira e se mexe desconfortavelmente na cadeira. É outro com problemas no coração. Essa porra de amor é uma merda!

Conversamos por mais vinte minutos, falando sobre o Arthur e como ele fugiu da cadeia. O promotor tem as suas supeitas e eu me manifestei em ajudá-lo em encontrar o filho da puta que quase matou a minha pimentinha. Após a conversa, volto ao meu apartamento, com o objetivo de tomar um banho rápido e voltar logo ao hospital para ficar com a minha pimentinha.

No chuveiro, meus pensamentos são para o meu pesseguinho que me deixa louco de tesão. Lembro-me dela aqui em meu apartamento e no meu chuveiro e a saudade aperta. Também me lembro da forma que a tratei no hospital, quando ela havia desmaiado. Necessito fazer alguma coisa para me redimir com a minha garotinha, para corrigir o meu erro. Então me lembro de uma floricultura e já arquiteto, em minha mente, o meu plano "Reconquistando o Pesseguinho". Sim, esse é o nome do meu plano. Não riam de mim pois estou desesperado em consertar a cagada que cometi.

Após duas horas, estou entrando em seu quarto e vejo minha menina dormindo tranquila. Me aproximo dela e lhe dou um beijo na testa e acacicio seu rosto.

- Eu te amo pimentinha - sussuro em seu ouvido e ela se mexe em seu leito, virando seu corpo de lado e ficando de frente para mim, deixando seu pescoço exposto. Caralho! Esse pescoço me deixa louco e já começo a ficar duro como uma rocha.

Tentando me controlar e não foder com tudo, me afasto da Alexia usando todo o meu autocontrole senão eu acordaria com o meu pau em sua boca. Sim, eu sou tarado, viciado e completamente louco por essa garotinha.

Faço tudo o que planejei no quarto da minha pimentinha, imaginando o seu rosto quando ver tudo o que preparei pra ela. Então percebo que esqueci de minha carteira e meu celular no carro e eu saio em disparada do quarto para buscá-los, junto com o buquê que tambêm esqueci na recepção do hospital.

Chefe CretinoOnde histórias criam vida. Descubra agora