Carlos Eduardo
Olho assustado e com raiva para a figura que está à minha frente. Cerro os meus punhos e me controlo para não sufocar essa criatura, que me observa com olhar vitorioso.
- Como assim o que eu estou fazendo aqui? Seu pai me chamou Carlinhos - a pessoa diz. Odeio que me chamem assim.
- Carlinhos o caralho. Quem você pensa que é? Já destruiu a minha vida por causa dos seus interesses e agora veio terminar o serviço sua vagabunda? - praticamente grito - vá embora sua desgraçada.
Quando pego em seu braço e quase a jogo pelo jardim, aparece o asqueroso do meu pai intervindo na discussão.
- Não Carlos Eduardo! Ela fica! Eu a convidei e quero que você a respeite - Fala o desgraçado. Ele só pode estar brincando com a minha cara - Vamos conversar em outro lugar senão chamaremos a atenção - Fala irritado.
Então vamos para o jardim, o jardim da dona Clarissa, minha mãe, mas ele nunca mais foi o mesmo após a sua morte. Ele não floresce mais da mesma maneira como antes agora só algumas flores vingam mas as rosas amarelas, que eram as suas favoritas, morreram um mês depois da sua morte e nunca mais floresceram. Já na segurança de um lugar para não sermos ouvidos, começo com a minha revolta.
- Como assim o senhor chamou essa vagabunda - aponto para a cadela que está ao lado do imbecil - para esse jantar? Eu sabia que tinha alguma coisa errada e nem sei o porque de estar nessa casa - Falo passando as mãos em meu rosto e depois coço a nuca de nervoso.
- Meu querido - Ela diz se aproximando e eu me afasto - precisamos conversar. Eu sei que eu errei e preciso do seu perd... - Ela começa a suplicar e eu a interrompo.
- Cala a merda da sua boca sua cadela - Digo apontando o dedo na sua cara - Você não necessita meu perdão mas sim do meu dinheiro e do meu cartão de crédito, assim como um carro novo, uma mansão. Ou seja, da porra de uma vida confortável. Se você quiser tudo isso, peça ao imprestável que está ao seu lado.
- Carlos Eduardo Andrade eu exijo que me respeite - ele diz mas eu o ignoro. Ele não é ninguém pra mim. Depois de hoje, ele morreu completamente.
- Não é isso Edu - Fala forçando um choro que não cai uma maldita lágrima. Ela é tão ruim que nem a merda da lágrima não gosta dela - Por favor! Eu te amo meu amor - fala agarrando meu braço com força e se ajoelhando na minha frente. Eu bufo com a cena ridícula que a pistoleira está fazendo. Puxo meu braço com força de seu aperto fazendo-a cair no chão.
- Filho! - Sai em socorro a vadia que está caída e chorando. Ele a abraça e a deixa chorar em seu ombro. Cena patética - Não a deixe aqui no chão. Venha ajudá-la.
- Eu? Pra que? Essa vagabunda não me engana. Se o senhor está com dó por que não pega essa desgraçada para você então novamente? Melhor, fica com ela mesmo pois vocês se merecem. São tudo farinha do mesmo saco - Falo irritado - Não sei o que vim fazer nessa merda de jantar. Vou chamar a Alexia e vamos embora dessa bosta. Eu fui muito idiota e não sei o porque aceitei esse convite de jantar já sabendo que o senhor me odeia e é alguém desprezível. Quero distância de você, ou melhor, de todos vocês.
- Alexia? Quem é essa vagabunda? - Ela pergunta irritada.
- Dobra a merda da sua língua pra falar da minha noiva pois ela não é como você. Ela tem caráter coisa que você não tem. Ela é humilde mas acho que você esqueceu essa tal de humildade, coisa que você não conhece, dentro do útero da sua mãe quando você nasceu. Não sei como perdi dois anos da minha vida contigo Olivia porque você é uma cadela fria e sem coração. Acho que estava bêbado e louco, mas graças a Deus acordei para vida - digo me afastando - Se você se aproximar de mim ou da minha noiva - digo olhando para os dois - eu juro por Deus que farei questão de mandá-los para o inferno.
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Chefe Cretino
Roman d'amourLIVRO ALTAMENTE PROIBIDO PARA OS MENORES DE 18 ANOS! Você tem um chefe cretino em seu ambiente de trabalho? A Alexia Alvarenga tem e ele se chama Carlos Eduardo Andrade. Eles se conheceram no ambiente de trabalho quando este foi conhecer os funcioná...
