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Toc. Toc. Toc.
Abri os olhos com um sobressalto, como se fosse um crime dormir. Por um segundo, fiquei imóvel recobrando a consciência. Estava soterrada sob uma montanha de mantas que pareciam ter ganhado vida própria, prendendo meus membros em um casulo de lã.
Levantei meus braços e empurrei aquilo tudo de mim. Assim que consegui emergir pra superfície, o choque da mudança de temperatura castigou a ponta do meu nariz, era como estar no País Do Gelo. Criei coragem, enviada de Rikudou, e procurei as pantufas encostando os pés na madeira frívola. Puxei uma das mantas e me arrastei até a porta.
A madeira foi rangido até o limite da abertura. Franzi o cenho, as sobrancelhas se contraindo em duas fendas de pura confusão. Não tinha ninguém ali. Exceto por um... Presente?
Dobrei os joelhos devagar, me agachando sem desviar os olhos do objeto, como se ele pudesse desaparecer se eu piscasse. Era uma caixa de um preto absoluto, fosca, amarrada por uma fita de cetim vermelho sangue. Tinham feito um laço perfeito.
Perfeito demais para as mãos da Akatsuki.
Jashin... quem deixou isso aqui?
Recolhi o presente, sentindo o peso discreto contra a palma da mão, e voltei para a segurança do meu ninho de cobertas.
S/N: Eu não acredito que um deles realmente fez isso...
Um sorriso se formou antes que eu pudesse segurar. E minhas mãos desfizeram o laço o mais rápido ainda, desvendando o que eu já considerava um milagre de Natal.
S/N: Hã?
Cabia uma roupa ali, se ajeitasse bem, um sapato, mas não era nada disso. Repousando sobre um leito de seda negra, estava um pequeno frasco de vidro.
S/N: Um esmalte?
Era de um vermelho profundo, magnético, lá dentro boiava partículas de glitter que pareciam uma galáxia. Minha ansiedade não me fez perceber que também havia um bilhete junto.
S/N: "Achei que combinaria com você".
O sorriso bobo voltou a estampar meu rosto. Não tinha nenhuma assinatura. Nada.
S/N: Rikudou, como eu vou saber quem fez essa fofura pra mim?
Fofura...
Fofo...
S/N: Senpai!
Levantei da cama num impulso e corri pro banheiro. Precisava me arrumar. Com urgência. Só não entendo por quê ele não escreveu seu nome... Ou por quê não esperou eu abrir a porta.
Será que ele ficou com vergonha?
S/N: Será?
A dúvida me fez até esquecer o frio, terminei de me arrumar e fui logo passar o esmalte. Iria demorar tempo demais para secar, usei um jutsu de fogo fraco para acelerar o processo.
Quando terminei, ergui as mãos.
S/N: Ficou lindo!
Vesti meu manto e fui em direção da porta. Mas parei.
S/N: Espera... Por que não fazer uma surpresa?
Abri a gaveta da cômoda e vesti minhas luvas.
S/N: Agora sim.
Parti finalmente para o meu destino, mas parei outra vez no meio do corredor.
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Aquele Na Akatsuki
FanfictieAtenção: Conteúdo maduro, Não é indicado para menores de 18 anos 🔞 Uma historinha na nossa amada Akatsuki com todos aqueles gostosos, aqui vamos passar rodo em geral e no final com quem será que vamos ficar ? Essa fanfic é inspirada no anime Narut...
