Pra Se Esquecer De Mim

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Oiie, espero do fundo do coração que esteja bem. Pegue um chá, café ou água, vá em um lugar calmo e sossegado e aproveite a leitura 💖





Eu não preciso de muita coisa.
Eu só preciso dele.

Minhas coisas me prende a um tempo antigo. Tempo que eu não quero mais lembrar. Porque um novo tempo está vindo. Uma nova história, pronta pra ser contada.

Encarei com um sorriso a única bolsa que consegui encher. Era a mesma que trouxe minhas coisas quando cheguei aqui. Deixei ela encostada no canto do quarto e saí, indo até a cozinha. Aproveitei o silêncio e a ausência de todos pra preparar uma marmita. Algo simples. Mas suficiente pra nós dois, se sentimos fome no caminho.

Pensando agora... ele nem me disse pra onde vamos.

Mas não importa.
Nessa madrugada, sairemos juntos pelo mundo.

Terminei a marmita, e comi um sanduíche, a ansiedade me deixava faminta. Depois voltei pro meu quarto, deixei a marmita sobre a cama... e fui até a porta dele.

Mas antes que eu pudesse bater, uma outra porta do corredor se abriu.

Era Kakuzu... Com uma caixa nas mãos.

Caminhei até ele antes que conseguisse fechar a porta do quarto.

S/N: Kakuzu?

Meus olhos desceram para a caixa... Não era uma caixa de coisas pra se jogar fora. Era uma caixa de mudanças.

S/N: O que é isso?- apontei pra ela.

Kakuzu: A última caixa que eu tenho que levar daqui.

Ele desviou o olhar e puxou a porta até fechar com firmeza. Caminhou pelo corredor, eu o segui.

S/N: Como assim, última caixa?

Kakuzu: Eu estou indo embora.

As palavras dele não foram ditas com raiva. Nem tristeza. Foram ditas como um fato. Um ponto final. Mas ainda assim, senti como se algo tivesse se rompido dentro de mim, de forma súbita, invisível e irreversível.

S/N: Você vai... embora...?- perguntei, quase em sussurro.

Kakuzu: Você deveria fazer o mesmo. Essa organização faliu. Não posso ficar aqui enquanto a tanto dinheiro circulando por aí. E mesmo no inferno, o dinheiro tem importância.

Chegamos à porta da frente. Ele colocou a caixa no chão por um momento e me olhou.

Kakuzu: Se cuida, ratinha. De verdade. Você é preciosa. E se tem alguém que vai ficar com sua cabeça um dia, serei eu.

Dei um riso, misturado com um suspiro, e levei o olhar pro chão.

Doía mais do que eu esperava.

Ele então estendeu a mão.

Kakuzu: Se não se importa... entregue isso a Pain.

Olhei pra sua mão.

Era o seu anel.

O único elo que havia entre todos nós.

Levei minhas mãos até ele com uma lentidão estranha, uma hesitação que não vinha do medo, mas do luto. Segurei o anel com firmeza e levantei os olhos de novo.

Kakuzu: Até algum dia, S/N.

Ele saiu pela porta. Levando consigo um pedaço da minha história. Continuei olhando pra ele até que seu corpo sumisse na escuridão da noite.

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