AQUELE NA AKATSUKI

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Oiie, espero do fundo do coração que esteja bem. Pegue um chá, café ou água, vá em um lugar calmo e sossegado e aproveite a leitura 💖

Aproveitem mesmo, é O Final ;)





Eu não entendi por que senti aquilo.

Foi como se algo dentro de mim se acendesse de repente, um calor intenso e reconfortante que se espalhou pelo meu corpo.

Fui sorrindo, devagar no início, até sentir meus lábios se abrirem por completo, formando um sorriso de orelha a orelha.

Era como um sopro de vida… um alívio tão profundo que quase doía.

E talvez ali naquele momento, eu tenha me tornado novamente a Kawahashi S/N da Akatsuki.

Ou somente... a querida de Itachi.

Sem pensar, me levantei e corri na direção dele. O mundo ao meu redor perdeu o foco. Quando meus braços o envolveram, tudo que importava era o calor do seu corpo contra o meu. O cesto de morangos que ele carregava se espatifou no chão, espalhando as frutas pela grama úmida, mas eu não me importei nem por um segundo. Comecei a rir. Era um riso de alívio, de reencontro, e, no fundo, de gratidão silenciosa por ele estar ali, vivo.

S/N: Você tá vivo...- minha voz saiu entre um suspiro e o som da minha risada.

As mãos dele se fecharam com suavidade na minha roupa, como se ele tivesse medo de me soltar, e ele respirou fundo.

Itachi: Eu disse que eu esperaria por você...

Me afastei apenas o suficiente para vê-lo por inteiro. Meus olhos devoraram cada detalhe: a pele saudável, o olhar calmo, a expressão quase serena. Ele estava bem… mais do que bem.

S/N: Os seus morangos...

Me agachei instintivamente, recolhendo as frutas uma a uma. Ele se abaixou também. Eu ainda sorria como se tivesse acabado de ganhar na loteria, como se aquele momento fosse um presente que eu nunca tivesse ousado pedir. Quando chegamos ao último morango, nossas mãos se encontraram, um toque breve, mas tão carregado que me fez prender a respiração.

Segurei primeiro, mas ele envolveu minha mão. Sorri nervosa e recuei, deixando que ele pegasse.

Ele deu aquele sorriso discreto, quase imperceptível, que tinha o poder de fazer meu coração disparar e minha mente se perder. Colocou o morango no cesto, mas não desviou o olhar de mim, e eu não consegui desviar o meu dele.

Eu não sei o que ele estava sentindo. Nem mesmo o que eu estava sentindo.

Mas nos encaravamos com curiosidade, como se fosse a primeira vez, e ele estava perto, tão perto que eu sentia sua respiração quente roçar meu rosto.

A tensão... a saudade... Todo um conjunto de coisas que eu não soube explicar, de repente me fizeram aproximar meu rosto do dele.

E ele fez o mesmo. Olhou pra minha boca, olhou pros meus olhos, como se estivesse a ponto de tocar em algo sagrado.

Mas o que senti não foram seus lábios. Algo caiu do céu. Depois outra gota. E, de repente, uma enxurrada.

Sorri sem me afastar muito, olhando ao redor e vendo a chuva grossa bater no chão com velocidade. Ele também sorriu e, num gesto rápido, se levantou e segurou minha mão.

Começamos a correr pela clareira, mas meu corpo se encharcava de água morna.

Avistei uma pequena casa à frente e fomos direto pra lá. Subimos na varanda ofegantes pela pequena corrida.

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