Lyz Mayara
Entramos no restaurante e a recepcionista mostrou pra gente aonde era a nossa mesa. Sentamos na mesa calados e olhamos o cardápio, nunca vi umas coisas tão gostosas e caras ao mesmo tempo, misericórdia. Decidi pegar um Risoto de camarão.
Lyz: vc ta olhando para o cardápio com uma cara estranha, o'que foi?— ri.
Ret: só tem coisa estranha aqui, que porra é Cassoulet?— coloquei a mão na boca pra abafar a risada.— para de rir, é sério o negócio aqui.
Lyz: gosta de camarão?— ele concordou.— então vem comigo no Risoto de camarão.
Pedimos os pratos e o garçom foi embora. Ficamos um momento olhando um para o outro sem saber o'que fazer.
Ret: então, voltando ao assunto de dentro do carro. Eu tenho uma coisa pra confessar...— que?— bom, não sei como falar isso pra você direito.— ai meu Deus, será que ele ta morrendo? Deus é mais, ta repreendido.— mas eu sinto que eu devo essa explicação do por que de tudo isso. Bom, quando eu me afastei de você, foi pelo motivo que eu estava sentindo algo a mais por você.— pera, oi?— e eu me afastei por esse motivo, tentei ficar com a atribulada— ri.— pra tentar te tirar da cabeça, enloqueci por conta disso.
Tô passada, ai meu Deus, e agora? O'que eu falo? Foi uma coisa muito do nada, não imaginava isso. Socorro tô sem palavras.
Lyz: ta legal, você me deixou sem palavras agora.— encarei ele.— quando foi que isso começou?
Ret: na viagem... quando estavamos deitados falando sobre o nossos sonhos.— gente, como eu não percebi isso?
Lyz: olha, foi uma coisa muito do nada, fiquei muito surpresa, não vou mentir, mas assim, levamos vida diferentes e eu sempre pensava nisso quando me envolvia com você.— respirei fundo.— acredito que se você tivesse me contado o'que tava sentindo, a gente sentava e iamos conversar e buscar meios de resolver isso, não precisava desse redemoinho todo. Mas já aconteceu, e não temos como mudar. Enfim, eu também não sei como contar isso, mas eu também estou começando a ter um sentimento por você. Quando se afastamos, fiquei convicta a te esquecer, já que você já estava com outra pessoa, mas era praticamente impossível com o Jv e o Gh, os bichos sempre me informava coisas que acontecia com você.
Ret: você tá falando sério?— sorri concordando.— porra... me pegou de surpresa, nem eu esperava isso, seloco.
Terminamos de comer e ele pagou, saímos do restaurante e ele abriu a porta pra mim.
Ret: entra ai, tenho uma surpresa pra você.— sentei no banco e fiquei esperando ele.
Ele entrou dentro do carro com uma sacola da Hermes, socorro essa bolsa é cara demais.
Lyz: socorro, não! Eu não posso aceitar isso.— disse negando com a cabeça.— é muito caro menino.
Ret: aceita! A vendedora lá falou que esse dai é o que mais sai da loja.— peguei a sacola.— se caso você não gostar da cor, a gente vai lá trocar.
Abri a sacolinha e vi uma bolsa marrom claro bem linda, eu amei demais.
Lyz: muito linda! Muito obrigado.— encarei ele.— de verdade.
Ret: esse presente é meio que um pedido de desculpas, agora a minha gata vai andar estilosa, mais do que já é.— travei com o "minha gata", não esperava.
Ele me puxou pra um beijo, um beijo bem caloroso e cheio de saudade. Confesso que eu também estava com saudades, aprofundei mais o beijo e soltei nossas bocas para poder respirar, voltamos ao beijo e eu dei três selinhos nele.
Lyz: temos que ir! Se não a polícia aparece.— dei um selinho nele novamente e me ajeitei no banco do passageiro.
Ret: vambora gatonaa!— ligou o som e colocou "vírus love" do Caio Luccas.— eu ando só pensando em você. Eu ando só pensando na gente...— sorri e comecei a cantar junto com ele.
Chegamos na entrada do morro e ele abaixou o vidro e liberaram ele, subimos e vi que ele fez um caminho diferente... ele não está indo pra minha casa.
Lyz: aonde você está indo?— olhei pra ele.— não é pra minha casa, Ret.
Ret: relaxa, estamos indo pra minha casa.— olhou pra mim e sorriu.
Lyz: e tem o'que de tão importante na sua casa?— perguntei indignada.
Ret: nada, não posso te levar pra minha casa?— me olhou sorrindo— vamos aproveitar juntinhos agora.
Lyz: meu Deus— gargalhei— você é engraçado.
Chegamos na sua casa. Ele abriu sua porta do carro e saiu, quando eu ia abrir a porta, ele abriu para mim, desci do carro e agradeci ele. Entramos dentro de sua casa e eu fui sentando no sofá.
Lyz: tô com vontade de comer pizza.— deitei no sofá.— e açaí. Nossa, tô parecendo grávida.
Ret: vou pedir depois.— bateu na minha coxa.— e repreede esse negócio de grávida.
Lyz: ihh, não quer ter filhos não?— cruzei os braços.
Ret: sim, mas não por agora, isso é papo de futuro, um pouco distante.— concordei.
Lyz: enfim, se eu for ficar aqui mesmo, eu tinha que passar em casa né?— levantei— preciso pegar minhas coisas.
Ret: te levo depois.— disse baixo e veio beijar meu pescoço.— quero aproveitar com você.
Levei minha cabeça para trás e arfei. Ele sorriu com meu barulho e puxou meu cabelo, sorri e passei minha mão no seu abdômen por cima da camiseta.
Lyz: para!— disse baixo— preciso tomar banho.
Ret: ih, qual foi?— me olhou confuso— quebrou o clima todinho.
Ri e levantei.
Lyz: bora lá, depois do meu banho podemos fazer tudo.— pisquei pra ele e ele sorriu.
Ele pegou as chaves e saímos da sua casa, ele bateu na minha bunda e eu olhei pra ele o repreendendo. Entramos dentro do carro, em direção a minha casa, ele me fez umas perguntas lá sobre umas coisas aleatórias.
Lyz: fica aqui, é rapidinho, só vou pegar as coisas.— sai do carro e fechei a porta.
Entrei dentro de casa e subi correndo para o meu quarto, entrei e fui para o closet pegar meu pijama, tenho um aqui muito sexy, vai ser ele, peguei e peguei outro, porque sabia que ele não ia durar muito, peguei um perfume, desodorante, creme, pente de cabelo, maquiagem e coloquei dentro de uma bolsa que eu tinha, tirei meus saltos e coloquei um chinelo e desci, fechei a casa e fui até o carro.
Lyz: prontinho!— bati a porta.— agora sim podemos ir.
Ret: só faltou levar a casa.— riu.— vambora gatona.
Deu partida no carro e conversamos até chegar em sua casa, entramos e eu subi direto.
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Bjss
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simplesmente nós.
FanfictionLyz tem 23 anos e leva uma vida dividida. Os pais dela moram longe, nos Estados Unidos, mas ela preferiu ficar no Brasil. Ela mora em um bairro comum, mas sobe o Morro do Alemão todo dia para trabalhar como cabeleireira. Ret tem 29 anos e é quem ma...
