Thomas é seu nome. Não sei porque ele está aqui, quando se mudou ou como ele está. Eu quero fugir para não ter mais que olhar para os seus olhos que já me causaram um medo enorme. Não conseguia mais segurar as lágrimas e eu soluçava.
- Me tira daqui. - disse me afastando mais do garoto que agora se sentia assustado e com uma aparência levemente triste e indo ao encontro de Shawn. Seus braços me envolveram em um abraço e eu enterrei meu rosto em seu peito. -Por favor. Me tira daqui agora. - continuei começando a ficar mais desesperada.
- Tudo bem. Vamos embora. - disse a Madison.
Começamos a nos afastar e eu percebi que ele estava vindo atrás de nós. Comecei a andar mais rápido e Johnson percebeu. Ele parou e foi falar com Thomas. Dava para ver que o Johnson estava meio apreensivo, eles conversaram por alguns instantes até que Thomas tira um papel de seu bolso e o entrega para Jack. Ele se vira e vem até nós, que já estávamos dentro do carro.
Quando estamos todos realmente dentro do carro, eu começo a chorar mais e mais e eu não conseguia mais parar.
- D-Desculpa gente. - eu disse gaguejando. - Me desculpa, eu não queria...
- Você não precisa se desculpar, Maya. Tá tudo bem. - Madison disse me abraçando. Nos soltamos e eu sorrio de leve, mas com algumas lágrimas ainda escorrendo.
- Eu acho melhor vocês avisarem os meninos. Eu preciso falar com todos eles. Explicar melhor essa história. -disse.
- Você não precisa fazer isso se não quiser. - disse Shawn. Sorrio.
- Ele me deu o número dele. Caso você queira entrar em contato. - ele disse estendendo um pedaço de papel e eu peguei agradecendo.
Saímos dali em instantes e chegamos rapidamente à casa dos meninos. Ao chegarmos, percebi que todos os outros já haviam chegado. Saí rapidamente do carro e abracei meu namorado. Ele me deu um beijo em minha bochecha e me acalmou. Quando ele me soltou, abracei meu primo, os outros meninos e Mahogany. Entramos em casa e Nash me deu seu moletom, já que eu ainda estava de biquíni. Sentei em uma poltrona no meio da sala enquanto os outros se sentavam, uns no chão e outros nos sofás.
- Primeiro, eu quero pedir desculpas.
- Você não tem que fazer isso. Você não tem culpa de nada! - Mahogany disse.
- É verdade. - alguns concordaram.
- Obrigada gente. Mas então, continuando, muita gente não sabe. Mas eu tinha um irmão. O nome dele era Thomas. Quando ele tinha mais ou menos 17 anos, ele começou a se viciar em drogas e bebidas e etc. Ele costumava chegar em casa de madrugada e meus pais começavam a gritar com ele.Eu tinha apenas 9 anos, e eu não entendia quase nada do que estava acontecendo.
" Algumas vezes, ele chegava em casa transtornado e me batia, deixando marcar escuras na minha pele. Meus pais começaram a desconfiar um pouco, e quando descobriram, expulsaram ele de casa."
Suas feições estavam em uma mistura de choque, dúvida e surpresa. Somente JC sabia daquela história, nem mesmo Nash sabia.
"Eu estava aliviada, mas com medo também. Eu sabia que alguma coisa pior estava por vir, mas não sabia que seria tão ruim assim. Passaram-se 2 anos, estava perto da época de Natal, e como sempre minha família iria para a casa de nossa tia em Nova Iorque. Mas, por alguma razão que eu não me lembro, não viajamos.
Era de madrugada quando eu comecei a sentir o cheiro de queimado. Meu pai estava gritando por mim e meu irmão. Conseguimos sair de casa ilesos, até que a minha mãe lembrou do nosso cachorro. Conseguíamos ouvir os latidos e ela rapidamente entrou em casa. Ela demorou muito para voltar e eu fui atrás dela. A fumaça já fazia com que a minha visão piorasse e eu não conseguia respirar. Gritava o nome de minha mãe, mas em vão. Quando eu finalmente fiquei sem ar, desmaiei. E depois descobri que meu pai havia me socorrido."
As lágrimas já desciam pelo meu rosto novamente. Eu não conseguia segurar.
-E-ele matou a minha mãe. -disse aos prantos e soluçando novamente.
Os meninos se levantaram a vieram me abraçar. Pude ver que alguns deles deixaram umas lágrimas escaparem e deslizarem por seus rostos. Nash me deu um beijo em minha bochecha e sentou-se ao meu lado.
-Você não pode se encontrar com esse cara! Não depois do que ele fez!- Shawn disse.
- Se encontrar? Como assim? - Carter perguntou.
- Se ele vier atrás de você, a gente mata ele! - Taylor falou e alguns meninos concordaram, o que me fez rir um pouco.
- Calma, eu ainda não sei o que eu viu fazer. Mas pra alguns que não sabem, nós fomos embora da praia porque eu tive um ataque de pânico. A razão foi que eu encontrei meu irmão, 6 anos depois. Eu ainda não me esqueci do que ele fez, e não posso perdoá-lo. Mas eu quero saber seus motivos e como ele tem ficado.
- Se você for, nós vamos com você! -Cameron disse.
- Obrigada, mas agora eu acho que eu vou descansar um pouco. Se alguém puder fazer o favor de ligar pra ele pra mim...
- Eu posso. -Johnson disse. Sorri.
Levantei da poltrona com meus dedos entrelaçados com os de Nash. Me despedi do pessoal com um aceno e subi as escadas junto com meu namorado.
Entrei em meu quarto, peguei meu pijama e troquei de roupa. Nash entrou e deitamos em minha cama. Ele me abraçou e dormimos de conchinha.
Depois do ocorrido, não consegui ter sonhos, mas sim pesadelos. Um principalmente não parava de ocorrer, e esse pesadelo, era Thomas.
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oi amores, como estão?
Capítulo meio pequeno mas eu prometo compensar no próximo. O que acharam do Thomas? Gostaram do capítulo?
beijos
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Since the beginning
Teen FictionUma amizade de infância sempre será amizade, ou terão alguns empecilhos? - Essa é a pergunta que Maya faz todos os dias de sua vida. No meio de paixões, brigas, confusões e amizade, Maya terá que decidir o rumo de seu coração.
