O silêncio dominou a maioria da conversa, não que eles não tivessem assunto, mas agora ambos procuravam resposta, eles de uma forma estranha estavam de lados opostos. O fogo circulava pela existência deles, um carregava a vida e outro carregava a morte.
— Obrigada pelo Jantar, ou pela pizza.
— Sinto muito pelo que você está passando. — Aurora apenas sorriu e se levantou do sofá para ir embora, ele a acompanhou até a porta. — O que foi? — Ravi perguntou ao observar o sorriso genuíno dela.
— Sabe, é estranho. — Aurora se virou para Ravi — como eu te conheci e depois a gente não se afastou mais. Quem ajudaria uma pessoa que aparece pelada do nada em sua casa?
— Acredito que alguém é genuinamente bom.
— Estranhamente senti sua falta quando cheguei e não te vi sentado no sofá tomando café. Parece que faz uma eternidade que te conheço e que essa é a nossa rotina.
Aurora brincava com as chaves de casa como um tique nervoso, iria sair pela porta e em breve eles não iriam se ver, poderiam se tornar dois desconhecidos, apenas pessoas que vieram pro mesmo lugar de avião, por que isso a incomodava? Ele perto incomoda e longe dava saudades, ela tinha realmente virado uma música.
Ravi estava sorrindo, nunca gostou tanto de poder ler a mente humana quando desejasse, Aurora estava tão nervosa que não foi difícil saber o que pensava em sua mente.
Suavemente Ravi um passo em sua direção, sua mão deslizou lentamente pelo rosto dela, ela fechou seus olhos e seu corpo vibrou pelo contato.
— Você tem uma mente muito inquieta e curiosa também — Seus rostos se aproximaram, apenas milímetros de distância, suas respirações se misturavam — Existe um motivo para estarmos tão próximo, estamos destinados a ser um do outro — Ravi roçou seus lábios quentes sobre o dela — Você sente o mesmo que eu?
Os olhos de Aurora encontraram o dele, havia um brilho em seus olhos, o calor de seu corpo era hipnotizando.
Como um salto em queda livre, eles se entregaram a um beijo quente, uma dança de línguas, lábios e dentes. As costas de Aurora bateram contra a porta de madeira antiga quando Ravi a tirou do ar, aquela urgência que tinham, pareciam estarem prestes a se devorar.
Os lábios dele correram seu pescoço, a cada beijo molhado ela sentia um calor que devorando suas entranhas. Uma tortura.
— Me diga o que quer — um sussurro rouco saiu dos lábios de Ravi.
Ravi sabia o que ela desejava, apenas queria brincar assim como um predador brinca com sua presa antes de devorar, a língua de Ravi tocou a pele, saboreando seu gosto doce e o calor de sua pele, um gemido baixo veio de garganta de Aurora quase involuntário — não é uma resposta.
Ele carregou Aurora até o sofá, tirou sua blusa. Abriu seu cinto e tirou sua calça.
Havia apenas uma névoa de desejo que pairava sobre a mente de Aurora. Desejava provar, tocar, engolir. Sua boca encheu de água, antes que ela o atacasse com sua boca sedenta de desejo, ele apenas a jogou para trás no sofá.
Ravi tirava cada uma de suas peças de roupas lentamente, admirava cada parte de seu corpo. Suas mãos percorreram as curvas suaves da cintura dela, depositava leve beijos a cada centímetro de pele, arrancando gemidos manhosos de Aurora. Era o que desejava a tempos, saborear cada parte de seu corpo, era como provar uma fruta proibida.
— Por favor — Ela implorou quando os lábios de Ravi tocaram seu sexo, ele segurou suas coxas apertando sua pele suave, beijou a parte interna de sua coxa. Sua língua deslizava pela cavidade úmida, Aurora jogou sua pelve contra o rosto dele. Ele a olhava se contorcendo sobre seu toque gentil e calmo, mas ela precisava de mais que isso. — Por favor. — ela implorou novamente.
Ele subiu seus lábios pelo corpo dela saboreando cada momento, cada gemido, cada suspiro de prazer poderia fazer aquilo por horas.
— Você me quer? — Ravi sussurrou, apenas desejava que ela o sentisse por inteiro, Aurora mordeu seus lábios o encarando, seus olhos estavam marejados de tesão. Ele se posicionou entre as pernas dela e em um movimento deslizou lentamente, degustando cada segundo daquela sensação.
Um gemido baixo saiu dos lábios de Aurora, suas mãos percorriam os cabelos vermelhos de Ravi, ela se encontrou com aquela sensação maravilhosa.
Os gemidos que escapavam dos lábios dela o deixavam entorpecido. O desejo de Ravi só aumentava, seus movimentos se tornaram selvagens e feroz.
— Por favor — Aurora disse entre gemidos altos, Ravi jogava seu corpo contra o dela, o barulho a deixava cada segundo mais excitada, ela cravou as unhas nas costas.
— Olhe para mim. — Ravi ordenou Aurora abriu seus olhos, eles brilhavam de prazer, seus lábios entreaberto e seus gemidos, aquilo era um deleite para Ravi.
Os gemidos dela mostravam o quão próximo estava do clímax — se entregue para mim, me deixe te sentir — essas palavras a atiraram direito em um orgasmo intenso, fazendo seu corpo todo parecer apertado.
Ravi olhava para ela, seus olhos pareciam mais vivos que nunca. Ela era dele e eles eram perfeitos juntos. Após alguns movimentos intensos ele atingiu seu clímax.
Eles se deitaram lado a lado, Aurora virou para ele, Ravi beijou sua testa — isso foi incrível. — ele sussurrou para ela, tirava as mechas de cabelo que estava no rosto de Aurora colada de suor.
— Sim.
Eles apenas se olhavam, eles se contemplavam, Ravi deslizava os dedos pelos cabelos desgrenhados de Auroras. Não conseguia se lembrar de um momento mais feliz em sua existência? Pode ser que sim, mas ele não conseguia se lembrar.
Ele envolveu ela em seus braços, aquela sensação poderia ser eterna, o mundo poderia acabar naquele momento e não faria diferença nenhuma.
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Contos Eróticos
Fantastik[CONTOS ERÓTICOS] [TERCEIRO POST] EU TENHO UM SEGREDO... Pela terceira tentativa, um livro de contos para adultos, vamos torcer pra se manter no ar.
