Athena routledge, olhos verdes e cabelos castanhos morando dês dos seus quinze anos com seu melhor amigo Barry, expulsa de casa após uma crise de raiva cansada de todo o trauma que o "castelo" poderia causar
A princesa pogue que a anos não era mais...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eu mataria ela.
E sabia que esse era o mesmo exato pensamento de Rafe.
Não estava mais com raiva de Kiara ou de qualquer um dos Pogues, um mes tinha sido o suficiente para que eu entendesse que algumas coisas não estavam no controle de ninguém, e apenas escolhemos lados opostos em uma guerra por ouro.
E felizmente, o meu lado era o vencedor.
Mas agora, eu com certeza, iria estrangular a Carerra assim que a visse novamente.
Mesmo que eu conseguisse pensar em todos os motivos que ela tinha para atirar Rafe água abaixo.
Ela ainda assim tinha me deixado ali, mesmo que eu tenha passado um mês com ela em uma ilha deserta.
- eu vou matar ela - Rafe diz, com o maxilar marcado pela raiva, suas mãos passaram novamente pela camiseta de botões que vestia e torcia parte do pano, tirando a água molhada.
- não, você não vai - digo óbvia, me sentando em um dos muitos bancos do pier, analisando algumas pessoas que passavam e erguendo as sobrancelhas quando alguns olhavam demais o fato de estarmos completamente molhados
- tá de sacanagem? Você tá parecendo um patinho molhado - o loiro pontuou, me encarando de cima a baixo e revirei os olhos.
- Acha que ela tem motivos para confiar em nós dois juntos? - retruquei, por que de fato não tinha, e certamente eu não entraria no mesmo barco se fosse ela na mesma situação.
Acontece que meu instinto sobrevivência falaria mais alto, diferente dela, não iria querer irritar pessoas que já declarou não terem receio em matar, principalmente com elas sendo minha carona para casa.
Eu pouco me importaria com meus amigos que ainda estavam aqui, e era isso que fazia com que Kiara e eu não nos déssemos bem.
Eu queria sobreviver, ela queria salvar a todos.
- ela parecia confiar em você - o Cameron volta a reclamar, passando as mãos pelos cabelos curtos.
- confia, com os dois pés atrás, ou devo te lembrar que eu menti durante semanas para eles? - tombei a cabeça para o lado, apenas observando seu surto, sabendo que nesses momentos ele raramente conseguia pensar com alguma clareza.
- tá, tanto faz - jogou os braços, ficando a minha frente no banco, mesmo que ainda continuasse em pé olhando em volta. - precisamos achar um jeito de sair dessa droga de ilha.
É no exato momento em que tento pensar em um plano que novamente o barulho dos sinos faz com que por instinto eu olhe em direção ao som.
Encarando a igreja no topo de uma montanha, parecia quase abandonada e foquei meus olhos nela, na ilusão de conseguir ver e entender o que estava acontecendo.