the reunion

317 49 9
                                        

02 - o reencontro.

Com certeza, eu estava sofrendo todo o meu karma por tudo que eu já fiz na vida

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


Com certeza, eu estava sofrendo todo o meu karma por tudo que eu já fiz na vida.

Em uma ordem cronológica rápida dos fatos, em poucas horas eu estava perdida em uma ilha deserta durante um mês, com pessoas que não eram as minhas favoritas no mundo.

Mas ao menos, eu não estava sozinha.

E então, quando achávamos que tudo ficaria bem e voltaríamos para casa ao encontrar um avião que aceitou nos resgatar, descobrimos também que o piloto trabalha para alguém que não quer o nosso melhor.

O que me fez constatar que não trabalhava para os Cameron.

E quando descobrimos isso, fez com que o avião - que já não era um dos melhores - também perdesse o controle, fazendo a gente ter outro acidente envolvendo água e uma ilha.

Pelo menos agora estávamos em barbados e não em uma deserta.

Eu não era o tipo de pessoa que ajudava as outras por livre e espontânea vontade, mas ainda assim, aqui estava eu, presa sendo levada para Deus sabe onde junto com Kiara por que decidi que ajudaria ela a salvar o piloto.

Que se não fosse por nós, estaria morto entre as engrenagens do seu péssimo avião, eu não me importaria, mas a um mês prometi que tentaria ser uma pessoa melhor.

E olha onde ser uma pessoa melhor me trazia, para uma camionete, 4 homens armados até os dentes e Kiara, que encarava tudo com um ódio que até me faria pensar que ela faria algo, se não fosse uma idiota.

- isso é culpa sua - murmuro para a morena que vira a cabeça em minha direção com as sobrancelhas erguidas.

- queria que eu deixasse ele morrer? - questionou, como se aquilo fosse a pior coisa do mundo.

Depois de toda essa caçada ao tesouro dos últimos meses, eu não conseguia nem mesmo me lembrar quantos cadáveres já estavam acumulando em minha conta.

- pelo menos nós estaríamos a salvo - digo como se fosse óbvio, encostando a cabeça no apoio, me incomodando com as minhas mãos amarradas - em alguns momentos, precisamos pensar só na nossa própria pele.

Ela não consegue responder nada, não quando a caminhonete para na frente de uma enorme mansão, do tipo que até quem viveu no mundo dos kook como ela, ficaria impressionada.

Era enorme, e um exército de capangas para todos os lados, vestindo roupas idênticas aos que estavam com a gente e tão armados quanto.

Uma verdadeira fortaleza, fazendo a casa de ward ser brincadeira de criança perto de tudo isso.

A casa inteira tinha relíquias, enquadradas e estampadas para que qualquer um pudesse ver e admirar, tudo era demais.

- leve elas para o quarto cinco - uma senhora de pele morena diz para um dos soldados que pega nos nossos braços sem delicadeza nenhuma e nos arrasta para o quarto.

Revenge | Rafe CameronHistórias para pegar e não largar. Descubra agora