~CAPITULO 6~
*After New Year*
"As we grow up, we realise it is less important to have lots of friends, and more important to have real ones"
Durante o nosso tempo de vida, estamos sempre a mudar, mesmo que não o percebamos. Normalmente apenas nos apercebemos que mudamos, muito tempo depois de mudarmos - mas também não mudamos da noite para o dia. É um progresso. Um progresso que demora algum tempo. Assim como tudo na vida - tudo tem um progresso, tudo demora tempo. Quando era criança, a minha mãe costumava dizer-me que o tempo era a chave, que o tempo era um dos bens mais preciosos porém também um dos mais complicados. Se pensarmos bem, o tempo é como o oceano: só conseguimos segurar um pouco nas nossas mãos. Assim como a água que cai das nossas mãos para a a areia, o tempo cai das nossas mãos e simplesmente desaparece, passa a simples memórias. Lembro-me de dizer à minha mãe que tinha tempo - e na altura tinha. Na altura tinha bastante tempo, nem sequer tinha começado a secundária. O que é certo é que esse tempo acabou.
Por vezes as coisas não correm como queremos mas tudo acontece por uma razão certo? A vida é feita de altos e baixos, escolhas e memórias. O governo "diz" que somos legais ao dezoito anos porém eles fazem-nos fazer uma escolha muito importante aos quinze anos: que curso queres seguir? E esse é o princípio de tudo. Essa é a primeira grande escolha que fazemos na nossa vida - a escolha entre qual a prenda de natal que queremos deixou de ser tão importante, talvez até insignificante.
Ross: Hope, estás viva aí dentro?—ouço-o o chamar do outro lado da porta.
Viro-me de costas e desligo a água, levantando-me devagarinho da banheira. Perdi completamente a noção do tempo - aí está novamente o tempo.
Eu: sim, ainda estou viva—respondo enquanto pego numa toalha para me secar.
Ross: pensei que tinhas morrido. Já estás aí à quase uma hora—ele informa-me fazendo-me revirar os olhos.
Eu: não tens razão de queixa, fazes pior!—digo de volta enquanto me visto.
Ouço silêncio do outro lado da porta e sei que ele sabe que eu estou certa. Um sorriso toma conta da minha face - gosto de estar certa, assim como toda a gente.
Abro a porta da casa de banho assim que me acabo de vestir e vejo o Ross deitado na cama de cabela para baixo - o cabelo dele quase a bater no chão enquanto ele aponta o comando para a televisão, mudando o canal.
Eu: depois diz que te dói a cabeça—reviro os olhos enquanto abano a cabeça.
Cruzo os braços e encosto-me contra a moldura da porta enquanto o Ross se senta direito na cama. Ele tem a mania de se deitar de cabeça para baixo enquanto vê televisão - honestamente não percebo porque ou como é que ele consegue sequer ver televisão assim, de pernas para o ar - depois ele acaba por se queixar de dores cabeça. Já lhe expliquei mil vezes o porquê, infelizmente ele não me ouve.
Ross: a Rydel ligou-te, disse que estaria aqui em pouco tempo e que tem algo importante para falar contigo—ele avisou-me atirando o comando para trás de si - outra coisa que ele faz que eu ainda não percebo, ele simplesmente atira o comando e depois queixa-se que não o encontra.
Eu: ela disse sobre o que era?—perguntei desencostando-me e caminhando até á cama para me sentar ao lado dele.
Ross: nope—ele respondeu carregando no 'p'—mas ela parecia um bocado chateada.
Sento-me na cama e encolho os ombros - nos último meses a Rydel tem estado um pouco diferente, acho que ela começa a ser um bocado possessiva sobre o Ellington. Isso e,também, tornou-se um pouco como aquelas raparigas "gossip" da televisão - claro que ela não é exatamente como as da TV, ela simplesmente comenta tudo o que vê, especialmente o que a incomoda. Agora com o ano novo - que foi ontem - ela tem estado mais calma mas aparentemente ela está de volta à gossip.
Concluí que os rapazes iriam querer ficar a dormir o dia inteiro considerando que ontem- ou seja, hoje ficaram a pé até às cinco da manhã. Eu e o Ross viemos embora mais cedo que eles mas como apanhamos trânsito, só chegamos ao hotel por volta das quatro e um quarto da manhã.
No momento em que me deito na cama, alguém bate à porta. Olho para o Ross ao mesmo tempo que ele olha para mim e dou-lhe um sorriso de "por favor". Depois de revirar os olhos, ele levanta-se e caminha até à porta enquanto eu me sento na cama.
Assim que o Ross abre a porta a Rydel basicamente corre para dentro do quarto e olha à volta de tudo até me encontrar e correr - se podemos chegar aquilo de correr - mas antes que ela possa falar, o Ross interrompe.
Ross: geez, Rydel, também é bom ver-te. Sim, passamos bem a noite. Nah, passar pelo tráfico foi bem. Ah, sim, podes entrar. Que rude da minha parte não te convidar a entrar—ele diz sarcasticamente enquanto fecha a porta.
Rydel: não é tempo de sarcasmos, Ross, isto é importante—ela avisa apontando o dedo ao irmão.
Ross: importante em que ponto?—ele perguntou erguendo uma sobrancelha enquanto cruza os braços—ele tem algum comida especial aqui? Viste uma rapariga a dar olhares ao Ellington? Perdeste-te? Perdes-te o Ellington outra vez? Porque se perdeste aposto que ele estava na casa de banho como da última vez.
Rydel: não. Isto não tem nada a ver com o Ellington ou comida. Mas tem a ver com uma rapariga!—ela disse enquanto se sentava ao meu lado.
Vejo o Ross revirar os olhos enquanto caminha para uma cadeira perto da porta da casa de banho. Ele senta-se na cadeira e cruza as pernas, depois, simplesmente olha para nós.
Desvio o olhar dele e concentro-me na Rydel. Ergo uma sobrancelha e suporto os meus braços na cama, esperando que ela continue.
Rydel: okay, lembras-te daquela rapariga que conhecemos na Australia? Aquela que se fez nossa amiga e tudo?—ela perguntou e eu olho para o tecto, pensando em que rapariga ela possa estar a falar.
Um nome finalmente aparece na minha cabeça. Summer. Então a história é a seguindo: quando os R5 estavam em tour na Australia decidi visita-los e explorar Melbourne, uma cidade perto de Sydney, com eles. O que aconteceu é que o Riker foi contra uma rapariga - a Summer. No ínicio ela parecia simpática mas depois a verdade veio á tona - ela começou a perguntar quando voltaríamos, para onde íamos e no dia em que viajamos ela perguntou se podia vir connosco. Foi aí que o Rocky colocou a ideia dela nos poder estar a usar - e com essa vieram muitas mais verdades que preferia não contar. Basicamente, essa é a história, deixamos de falar com ela. Simplesmente, paramos sem lhe dar explicações. Um bocado rude certo? Bem, ela confirmou com uma amiga que estava apenas a usar-nos - ela só não esperava que o Ryland fosse ouvir.
Eu: a Summer? O que é que ela tem?—perguntei olhando para o Ross antes de voltar a olhar para a Rydel.
Ele parecia bem concentrado na nossa conversa - e eu sei porquê. A menção do nome dela ainda me dá arrepios até ao dia de hoje.
Rydel: ela está aqui— ela disse fazendo o meu coração saltar.
Olho para o Ross e ele olha para mim. Engolo em seco e, naquele momento, não faço a minima ideia do que dizer. Ela está aqui a fazer o que?
Eu: ela esta aqui a fazer o que?— perguntei devagarinho olhando entre o Ross e a Rydel.
Rydel: não faço ideia mas ela já sabe que estamos aqui - vi-a a falar com o Riker— ela informa-me olhando para o Ross— tu vais ficar longe dela— ela avisa apontando o dedo para o irmão que põe as mãos no ar em defesa— e tu vais ajudar-me— ela diz olhando para mim.
Eu: ajudar-te como?
**
Olá olá!
Então a escola começou e agora só vou poder publicar aos fins de semana... DESCULPEM :(
Em outras noticias, curiosos para saber quem é a Summer? Como é que ela é? Que parte é que ela entra na história? Porque é que a Hope não quer falar dela? Porque é que a Rydel disse ao Ross para ficar longe dela? Porque é que a Summer iria logo falar com o Riker? Porque é que ela estaria lá?
Ugh, muitas perguntas. Algumas terão resposta no próximo capitulo.
LOVE YOU ALL AND THANK YOU FOR WAITING.
I LOVE YOUUUUUUUUUUUUUU
-Lidia,xxxxxxxxxxxxxxxxx
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Best Wish (Best Secret Sequela)
FanfictionO amor supera tudo. A Hope e o Ross são a prova disso. Eles já enfrentaram os demónios que os outros lhes trouxeram mas agora vão ter de enfrentar o seu próprio caminho - medo, conquista, felicidade, tristeza, lutas, pedidos e, obviamente, desejos...