Depois de termos ido à minha sala pegar a minha pasta, íamos a descer as escadas quando no 4º andar o telemóvel do Ricardo tocou. Ele tirou-lhe do bolso da calça e desligou a chamada: "-Porquê que não atendeste?" "-Não é importante!" ...
- Continuamos a descer... No 2º andar o telemóvel dele voltou a tocar, ele nem se deu ao trabalho de olhar para ver quem era, por e simplesmente ignorou. "-Mas porquê que não atendes" "-Eu já disse que não é importante." - Segurou-me na mão e continuamos a descer...
- Já fiquei com uma pulga atrás da orelha. Mulher quando encasqueta com algo, não é à toa e que eu me lembre, a minha intuição nunca me falhou. Mas não fiz caso, o dia dele já tinha sido agitado o suficiente..
Saímos da universidade, dirigimo-nos ao carro e entramos. Ricardo sentou-se obviamente no lugar do condutor, pôs o telemóvel na pasta dele e atirou-a para trás, eu sentei-me no banco de trás, Sérgio estava sentado no lugar do acompanhante, pusemo-nos à estrada, rumo à minha casa.
A minha casa não fica assim tão longe da universidade, de carro são para aí uns 20 minutos ou um pouco mais. No caminho, o telemóvel dele voltou a tocar, eu ia tirá-lo da pasta para entregar-lhe e ele disse receoso: "Não mexas no meu telemóvel!"
- "Mas eu só ia tirá-lo da pasta para entregar-to!" - Respondi-lhe calmamente...
- "Não é preciso! Eu sei que a chamada não é importante.."
Eu: Mas quem te garante?! Pode ser a tua mãe, o teu pai ou outra pessoa com quem tenhas que falar (...) - "Eu estava mesmo com muita vontade de perguntar-lhe quem era a pessoa "não importante" que lhe estava a ligar assim tão insistentemente, mas preferi fingir que não me ralava... Não quis parecer muito controladora."
Ele: Nera, por favor... Não me apetece atender apenas, ok?!
Eu: Epah... Ok.
- Pairou aquele silêncio constrangedor durante o tempo que faltava até chegarmos à minha casa. Depois de poucos minutos, chegamos. Eu perguntei ao Sérgio se queria descer e entrar para tomar alguma coisa ou ir à casa de banho, ele perguntou se demoraríamos muito, eu disse que não então ele preferiu esperar por nós no carro...
- Peguei na minha pasta, desci do carro e avancei para a minha casa, Ricardo veio atrás de mim, segurou-me pela mão, pediu que eu esperasse e disse: O quê que se passa, Nerine? Estás chateada por eu não ter atendido algumas chamadas?
Eu: "Não estou chateada." Puxei a minha mão e continuei a andar... Abri a porta de casa e logo que entrei, o Júpiter saltou-me para cima todo feliz e a abanar a cauda, segurei-o no colo enquanto lhe fazia festinhas: Lindo menino! Não tiraste nada do lugar?! Vamos lá ver ...
- Fiquei muito feliz por ter visto que posso sair de casa descansada, ele tinha feito cocó e xixi no jornal que eu deixei no chão justamente para essa finalidade.... "És um bobi muito esperto!" - Disse eu toda babada enquanto lhe fazia mais festinhas ainda.
Ricardo entrou e dirigiu-se à despensa para pegar as coisas do Jupy. Saiu de lá com uma marmita cheia de ração, o leite dele e as tigelas de água e comida. Pôs tudo numa cesta e disse: "Vamos?!"
- "Podes ir na frente, eu já venho, vou só tirar essas jeans e pôr uma roupa mais arejada porque o sol já começou a abrir..." Ele saiu, eu e o Jupy fomos para o meu quarto, atirei a minha pasta para a cama, tirei rapidamente as calças e a blusa, abri o meu guarda-roupas, tirei um vestido vermelho, de alças, comprido até aos tornozelos mas que é de um tecido muito leve e arejado. Peguei numa bolsa pequenina, pus um perfume, batom, toalhitas, a minha carteira e o telemóvel. Agarrei no Júpiter e dirigi-me à sala. Apaguei as luzes, saí, fechei a porta, tranquei-a com a chave e guardei a chave na minha bolsa. Fui até ao carro. Sérgio tinha passado para o banco de trás, sentei-me no lugar do acompanhante, Júpiter ficou no banco de trás também. Agora partiremos rumo à casa do Sérgio, que é um pouco longe e Já eram 11 horas e alguns minutos.
Pusemo-nos à estrada... O Ricardo parecia estar bem mais animado, começou a tocar "Want to want me" do Jason Derulo, ele pôs a música super alta, abriu os vidros do carro e começou a cantar que nem um louco... Foi muito engraçado! Chegou na parte do coro e ele começou a cantar enquanto olhava para mim, fiquei toda ruborizada... Por mais que ele seja complicado e me chateie com coisas tão ínfimas, em contrapartida ele também tem o dom de me fazer ceder com coisas bem pequenas. Basta ele sorrir, que eu já fico toda mole e derretida..
Começou a tocar "Earned it" do TheWeeknd (ele gosta muito dessa música) e cantou-a toda, enquanto conduzia segurava na minha mão, acariciando-a com o polegar, olhava para mim e sorria ... "Wow.. Ele é lindo mesmo!!" Pensei eu enquanto contemplava aquele sorriso.
Sérgio: Vocês assim querem obrigar um gajo a segurar vela, né?!(Risos)
Eu: É o Ricardo, tem muito desse hábito...
Ricardo: Namora também com o Júpiter, estás à espera de quê?! (Rimos os três)...
- O resto da viagem foi uma delícia .. Deu para sair da tensão que pairava sobre nós devido ao que tinha acontecido na universidade. Descontraímos bastante.. Chegamos por fim à casa do Sérgio...
Ricardo: "Wi, Não te esqueças de fazer aquele mambo, ya?"
(Eu fiquei sem perceber...)
Sérgio: "Ya, fica tranquilo. Assim que eu tiver resolvido, dou-te um holla"
Eu: Sérgio, assim vais mesmo andar aquele caminho todo do teu portão até a tua casa, a pé? (Risos)
Ricardo: Ele já está habituado...
Sérgio: Ya, um gajo já está acostumado. Você se acostuma querendo ou não!
Eu: Hahahaha, ok então.. - Logo a seguir, ele despediu-se de nós, desceu do carro e foi-se embora.
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Um amor premeditado
Romantik"Um amor premeditado" é o título de um drama/romance erótico que conta a história de amor vivida por dois jovens amantes(Ricardo Bettencurt e Nera Marine. Eles se conhecem na universidade (não especificada ainda) quando ela entrou para o 1º ano de...
