-- o que faz aqui?
Perguntei ao ser que se encontrava em meu quarto, para falar a verdade não sei bem se posso chamar aquilo de ser.
-- O que foi? Achou que podia roubar o meu homem e sair por isso mesmo? Não se faça de sonsa garota - falou enquanto andava em minha direção
-- saia daqui - ordenei e ela apenas rio. - não roubei nada de ninguém.
-- é muito cara de pau, você não se enxerga não?
-- olha quem fala, já mandei sair daqui, SAIA ! - ordenei e apenas rio debochadamente de mim.
-- Haha acha que manda em mim?
-- eu não acho nada, só quero que saia do meu quarto.
-- bom... vejamos, o que temos aqui- falou observando meu quarto- ah, achei- pegou um porta retrato da minha mãe.
-- SOLTA ISSO, SUA VADIAZINHA DE MERDA. - gritei indo em direção a ela. Foi em vão. Assim que me aproximei ela apenas jogou o porta retrato no chão.
-- oops, mas... fiz o que me pediu, soltei - e voltou a rir debochadamente. Um ódio subiu em minha cabeça e corri em direção a ela que já não estava mais no mesmo local onde havia jogado a foto.
-- EU TE ODEIO, SAI DAQUI.
-- nossa, para que todo esse estresse, órfã de mãe?
-- Cala essa boca, ou eu mesma irei até ai calar.
-- veremos.
-- o que vai fazer? - olhei para ela que já estava perto do guarda roupa
-- um favor para você, amada. - meu coração estava querendo sair pela boca, se ela encontrasse a caixa lá dentro certamente cortaria tudo.- ótimo, com certeza o destino está me favorecendo - disse enquanto balançava uma tesoura que tinha achado dentro do armário.
-- o que vai fazer, sua maluca? - corro e pego um resto do vidro e jogo nela, porém ela desvia com sucesso.
-- calma, estou lhe fazendo um favor, para que viver no passado? Vamos nos livrar dessas coisas velhas- disse remexendo nas minhas coisas.
-- Não mexe aí, Lexi, por favor, eu te imploro - disse quase chorando, se ela achasse minha caixa com o vestido da minha mãe ela iria cortar tudo
--hm, que caixa é essa? - droga, ela achou.
-- NÃO É NADA QUE TE INTERESSE - grito e corro o mais rápido, como meu quarto é uma zorra tropeço em algo e caio no não na frente da Lexi e ela ri da minha situação
-- será que você não aprende? Seu lugar é aí : no chão, aos meus pés. - dessa vez sou mais esperta e puxo seu pé fazendo- a cair ao meu lado
-- sua vaca, olha só o que você fez- olho para seu braço e está sangrando muito, a tesoura havia cortado intensamente, um ferimento daquele não seria possível esconder. Isso significa que estou em uma grande encrenca.
-- Meu Deus, Lexi, não foi minha intenção, mas você mereceu, se tivesse saído do meu quarto como mandei nada disso teria acontecido
-- se tivesse ficado longe do meu caminho isso nunca teria acontecido - ela diz já se levantando apenas com um braço e na outra mão a mesma tesoura. Ela puxa novamente a caixa e joga tudo o que havia dentro no chão. - Hm interessante, que vestido é esse? É de casamento?
-- LARGA ISSO GAROTA, VOCÊ ESTÁ FERIDA E NÃO CANSA DAS SUAS MALDADES? SOLTA ISSO AGORA- Digo tentando arrancar o vestido da mão dela, apesar de seu machucado ela não desiste. Não. Ela conseguiu. - EU TE ODEIO SAI DAQUI, SAI!
-- ora, ora, veja só o que você fez- a cascavel fala ironicamente- rasgou o vestido da mamãezinha hahaha. O quê? Achou que ia se casar com essa porcaria? Não acredito, a órfã tá chorando - sim, a essa altura do campeonato eu já estava aos prantos- oh, a órfã achou que ao menos iria se casar? Ainda tinha esperança? só espero que não sonhasse que esse alguém que você se casaria fosse o MEU homem - Lexi praguejou dando ênfase na palavra " Meu".
-- cala essa boca imunda, sua cobra, você não sabe nada, exatamente nada sobre mim, só sabe meu primeiro nome e já acha que me conhece? Já passou da hora de ir embora daqui, não é bem vinda e nunca foi, e consequentemente nunca será, seu fedor já deve ter infestado toda a casa, a vizinhança já não deve estar suportando seu cheiro de gente podre, só tenho pena de você, aliás, nem meu ódio pessoas como você merece, porque até para ser minha inimiga tem que ter capacidade- falo em um tom alto mas não tão alto, pois até minha cabeça já estava latejando, pude ver o ódio em seu rosto, seu braço todo ferido estava sujando todo o quarto de tanto sangue, ela puxa a tesoura e vem para cima de mim, como não estou com nenhum ferimento (só por dentro) sou mais rápida e desvio fazendo com que ela dê de cara na parede, seguro- a e faço ela soltar a tesoura, puxo sua cabeça para trás e ela solta um grito
-- não se meta comigo, garota - ela solta seu veneno- não sabe do que sou capaz
-- e você não sabe do que EU sou capaz - dito isso eu a solto
-- você vai me pagar caro por tudo - fala fitando-me
-- Que comece a guerra
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Conflitos De Uma Marrenta
Teen FictionKatherine Forbes é uma menina que perdeu sua mãe aos 15 anos e desde então passou a ter um relacionamento mais severo com seu pai. A garota possui uma amizade que acredita não conseguir viver sem, mas um novo sentimento brota em seu peito, será uma...
