Cap. 34

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Ele pede passagem para explorar minha boca e eu me afasto dele colocando a mão da cabeça sem entender o que eu tinha acabado de fazer.
Como pude fazer isso com Cauã?
Com que cara irei olhar para ele agora? Minha cabeça lateja.

-- Vai dizer que não sentiu nada ?! - ele pergunta com sua cara de paisagem

-- senti... - um sorriso de canto surge na sua boca - senti raiva por você não ter o mínimo de consideração por mim, como se você só pensa em si mesmo. - falo e saiu deixando ele ali.

Volto para casa e meu pai me espera sentado em um dos sofás olhando para a porta

-- Onde estava, mocinha?

-- Pai, por que eu sou tão idiota? por que só faço burrice?

-- Que história é essa? Você fez o que dessa vez ? - pergunta me ajeitando minha cabeça em sua perna.

-- Fiz algo que Cauã nunca irá me perdoar.

-- Seja lá o que for, se você disser a verdade e explicar que não foi a intenção magoa-lo, ele irá entender.

-- Obrigada

-- Pelo que ?

-- Por me aturar todos esses anos - falo e ele começa a rir - mesmo eu sendo assim, eu me importo com o senhor.

-- sua mãe estaria orgulhosa de ver a linda mulher que você está se tornando. Agora vá para seu quarto, coloque uma música agitada e coma o que quiser. Não esqueça de tomar seu remédio. - começo a tossir, e minha cabeça dói.

-- Haha vou fazer isso mesmo, aliás hoje tenho que aproveitar o dia.

Vou para meu quarto e faço exatamente o que meu pai disse, tomo meus remédios, um para tosse e outro para dor de cabeça. Ligo meu computador e coloco para tocar "Work " da Rihanna

(Desfrute dessa alegria comigo)

Começo a dançar e pular, já estava ficando cansada e decido deitar um pouco. Já estava sem fôlego e meu celular toca. Desligo a música e atendo.

Ligação On

Cauã- Oi, como você tá? Posso ir aí ? Estou morrendo de saudades.

- Oi, er... Não... eu.. eu te ligo mais tarde - falo rápido e desligo o celular na cara dele

Ligação Off

Fico pensando no que eu fiz e no que meu pai me disse. Decido que irei contar, talvez outro dia, não terei que contar hoje, afundo meu rosto no travesseiro para abafar meus gritos, meu pai entra desesperado com um pedaço de madeira e eu começo a rir da situação.

-- O que aconteceu ? De onde tirou isso? - falo apontando para a madeira

-- Eu que te pergunto. Por que gritou?

-- A idéia de abafar os gritos no travesseiro não deu certo né?

--Pode ter certeza que não - ele fala e começamos a rir

--Pode ir, estou bem - ele sai e deixa a porta um pouco aberta.

Começo a tacar objetos com a intenção de fechar a porta de uma vez, não dá certo e decido tomar toda a coragem que tenho para me levantar e fechar a porta antes que eu destruísse meu quarto. Estava ansiosa com as férias que ainda demorariam para vir, mas já fazia planos.
Tomo um banho para aliviar a tensão e logo em seguida visto uma blusa que mais parecia um vestido, ela era cinza, tinha mangas compridas e ia até meu joelho. Coloco meias por conta do frio e decido assistir minhas séries.
Já era tarde da noite e estava cansada de não fazer nada, aquilo me manteve ocupada, estava mais preocupada com a cor do meu cabelo que estava saindo do que com qualquer outro problema da vida. Vou até uma caixa onde guardava minhas economias e pego tudo o que tinha dentro. Coloco uma roupa e vou para o salão. Vocês devem estar pensando :
Tanta coisa pra ela resolver e ela vai pintar o cabelo dela. Sim eu vou

Já estava perto quando uma tonta joga café quente em cima da minha jaqueta

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Já estava perto quando uma tonta joga café quente em cima da minha jaqueta. Na boa, eu fico pensando o que se passa na cabeça da pessoa pra sair por aí tomando café quente enquanto anda.

-- SUA TONTA. OLHA POR ONDE ANDA.

Conflitos De Uma Marrenta Onde histórias criam vida. Descubra agora