Cap. 37

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Antes de começar a história eu queria me desculpar com vocês.  Eu sei que já ficou chato a minha demora, só que estou com muitos problemas.  Tenho que ir ao médico todo tempo,  tem minha escola e minha vida que virou de cabeça para baixo.  Eu não sei se é melhor eu postar pequenos cap.  Todos os dias, ou ficar um tempo sem postar e quando publicar vim tudo de uma só vez. A história tomou um rumo totalmente diferente do que eu imaginava, eu não sabia que iria chegar tão longe a ponto de registrar ela oficialmente.  Eu não imaginava que iria me apegar tanto a vocês, muito menos que muitos se tornariam pessoas que eu já não consigo viver sem. Então é isso.  MIL vezes mil desculpas gente.

XX

Minha cabeça lateja e sinto lágrimas escorrerem pelos meus olhos.  Eu estava preparada para perder mais alguém?  Eu podia me dar ao luxo de simplesmente largar Cauã desse jeito correndo o risco dele nem se quer querer mais olhar para mim ? Não.  Mas também não sabia se eu podia continuar enganando meus sentimentos. 

-- Acabou - sinto essas palavras arderem na minha garganta.

Ele levanta a cabeça, segura meu rosto entre suas mãos e me dá um beijo calmo.

-- Vamos tentar uma última vez- ele fala quase em uma súplica.

-- O que eu fiz pra te merecer? Acho que eu ganhei na loteria - Disse tentando colocar um pouco de ânimo na minha voz.

-- Vamos dar uma volta? - ele fala me pegando no colo e em seguida me colocando em seu ombro como se eu fosse uma simples pena que não tivesse peso algum.

Eu rio da situação e bato em suas costas como protesto, ele me solta e me coloca no chão. Olho pra ele séria e quando vamos nos beijar um carro para e começa a buzinar na nossa frente. Me assusto e olho pra dentro do carro pra ver quem era.

--Tinha que ser você - falo e reviro os olhos. Era ele. Daniel.

Cauã me puxa pra calçada e me beija,  foi um beijo acelerado e cheio de vontade. Olho pro carro e dou cotoco e começo a rir. Ele dá a partida e logo em seguida vamos ao parque.

-- Quero ir pra casa, já está escurecendo.

-- desculpa esfarrapada. Mas vou te levar mesmo assim - sorrio de canto e ele nota a minha tristeza -Não fica assim, eu já te perdoei. 

--Mas eu não...

-- isso sim é um verdadeiro problema- ele falou totalmente sem ânimo na voz.

Ele para de andar e começa a olhar para um ponto fixo. Tento olhar na mesma direção e ele torna a falar.

-- é... Será que dá pra você seguir sozinha?  Tenho que resolver umas coisas...

-- O que você está me escondendo? -pergunto cruzando os braços e acabo cedendo ao seu pedido.

Caminho devagar enquanto cantarolo uma música qualquer.
De repente dou de cara com alguém.

-- Que bom te ver novamente - sua voz grossa e rouca não me confundia. 

Era ele. O cara dos meus pesadelos, eu estava totalmente apavorada com tudo aquilo, não sentia minhas pernas e minha respiração estava acelerada.

-- Você não mudou nada, minha linda.- ele falou tocando em meu rosto 

-- Não me toca se não eu grito - falo empurrando ele que acaba caindo na lama.

-- Você me paga sua cretina- ele vem pra cima de mim e eu grito por socorro. 

Minutos depois acordo em casa, toco em minha cabeça e sinto um arranhão na testa. Meu pai abre a porta lentamente e me sento na cama.

    O que aconteceu?- perguntamos ao mesmo tempo e ele ri.

Conflitos De Uma Marrenta Onde histórias criam vida. Descubra agora