CAPITULO 2: O teste

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     Os sóis de Nether começam a se pôr no horizonte, e a aerocamionete chega ao seu destino, à beira de um penhasco, Tegiz e Grico descem primeiro do veículo e começam a espreguiçar os braços e pernas, cansados por ficarem na mesma posição por um longo tempo. Nais sai do veículo logo depois deles e diz ao seus aprendizes:

     – Será aqui que vou testá-los.

     – No topo desse penhasco? – pergunta Grico.

     – Não, lá embaixo. – responde Nais apontando para a beira do penhasco.

     Tegiz e Grico se aproximam um pouco mais da beira do penhasco e ficam maravilhados com o que veem. Uma bela paisagem, uma grande floresta, com árvores grandes e verdes, parecendo que a terra está coberta por um colossal carpete verde, não conseguindo entender como não perceberam tão magnífica paisagem.

     – Nossa! – exclama Tegiz, fascinando com a vista exuberante floresta a baixo deles.

     – Não se iludam! – avisa Nais, se aproximando de Tegiz e Grico. – A paisagem pode ser linda, mais possui terríveis animais e plantas mortais, um lugar muito difícil de sobreviver sozinho. – Nais mostra um sorriso por debaixo da barba. – E será lá que irão ser testados.

     – Como é que é? – fala Tegiz confuso, vendo o seu mestre se dirigir para a caçamba do veículo. – Quer que tentemos sobreviver lá? – Tegiz aponta com o polegar para a floresta.

     – Mas não acabou de dizer que o lugar é perigoso? – complementa Grico, apontando com a mão aberta a floresta.

     – A ideia é essa. – responde Nais tranquilo, enquanto tira da caçamba a mochila e as arma de Tegiz e Grico. – Se sobreviverem a essa mata sobreviveram ao meu treinamento. A não ser, é claro, que queiram desistir. – Nais se aproxima de seus aprendizes segurando as arma em uma mão e as mochilas em outra.

     Embora estejam preocupados, o comentário de Nais fere o orgulho dos dois irmãos, Tegiz e Grico pegam as mochilas e as armas, com bastante indelicadeza. Enquanto Tegiz e Grico colocam suas mochilas nas costas, Tegiz pergunta:

     – Tudo bem, o que vamos ter que fazer?

     Nais deu um leve sorriso, ele pega uma pedra no chão e com seu dedo indicador ele começa a queimar a pedra por onde seu dedo passa, formando um desenho de uma estrela de cinco pontas. Nais mostra o desenho na pedra aos dois irmão e pergunta:

     – Estão vendo o desenho nessa pedra?

     Tegiz e Grico confirmam que sim com a cabeça. Nais estica o braço esquerdo com a mão fechada, enquanto com a outra mão segura a pedra. Uma fumaça negra começa a rodear o braço esquerdo de Nais, a fumaça se aglutina e uma ave preta aparece pousada no braço de Nais, deixando Nais e Grico surpresos e impressionados.

     Nais entrega a pedra a ave preta, que a pega com uma das patas e voa carregando-a. A ave voa até o meio da floresta e larga a pedra em meio as árvores, logo depois a ave preta desaparece, como poeira sendo carregada pelo vento.

     – Aquilo não era um animal de verdade. – explica Nais com um olhar sério e os braços cruzados. – Aquilo era um zoonculo, um animal criado com magia, não está vivo de verdade pois depende de mim para existir e só cumpri o que eu quero que faça. Podemos considerar como uma marionete mágica de animal.

     – Legal! – exclama Grico com um sorriso que mistura espanto e interesse.

     – Por que mandou que ele joga-se a pedra na floresta? – pergunta Tegiz um pouco confuso.

Os Elementais - A Batalha pelos Elementos.Onde histórias criam vida. Descubra agora