CAPITULO 6: O duelo

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     Tegiz acorda, com os olhos ainda meio fechados. Ele olha ao redor e percebe que ás luzes estão apagadas, a única fonte de luz vem da televisão que seu irmão Grico está assistindo, num volume bem baixo. Limpando os olhos com a mãos, Tegiz se senta na cama e pergunta um pouco sonolento:

      – Oi Grico, que horas são?

      – Já acordou Tegiz. – responde Grico apertando um botão do controle remoto da televisão para saber o horário. – Já são sete da noite.

      – Estava muito cansado. – diz Tegiz se espreguiçando, estrelando alguns ossos no processo.

      De repente se escuta três batidas na porta.

      – Quem é? – pergunta Tegiz.

      A voz de Dorik responde:

– Jantar!

      Grico aperta um outro botão no controle remoto e deixa a televisão no mudo, aperta o interruptor ao lado da porta, acendendo a luz do quarto, abre a porta e vê Dorik segurando uma bandeja com dois pratos de bife acompanhado de legumes refogados e batatas fritas. Além dos pratos, dois copos de vidro e duas garrafas fechadas de plástico de quinhentos mililitros de refrigerante fechadas.

      – A janta de vocês. – fala novamente Dorik seco ao ver Grico.

      – Obrigado Dorik. – responde Grico retirando a bandeja das mãos de Dorik e colocando em cima da sua cama vazia.

      Tegiz se levanta da cama e tira de um dos seus bolsos um Lik de bronze e entrega para Dorik.

      No momento em que Tegiz pousa a moeda na mão de Dorik, a porta no quarto ao lado de Tegiz e Grico se escancara. A cabeça de um jovem de capelos um pouco longos, tingidos de loiro nas pontas aparece do quarto, bravo e gritando:

      – Achei você! Eu disse especificamente que queria uma omelete e ...

      O jovem para de esbravejar ao ver o rosto de Tegiz. Tegiz também reconhece o jovem do outro quarto. É o mesmo rapaz que lutou com ele usando um tridente como arma, que o desafio está tarde para um duelo. É Cibra.

      Cibra retorna para seu quarto e sai para o corredor logo depois, com o tridente em mãos, apontando as três pontas da arma, de forma ameaçadora para Tegiz.

      – Que bom que nos encontramos de novo Tegiz. – fala Cibra com um sorriso cínico no rosto. – Saque sua espada e lute comigo! Estou ansioso para encravar Nastri em seu corpo.

      – Nastri? – pergunta Tegiz.

      – Meu tridente. – responde Cibra.

      – Vocês já se conhecem? – fala Dorik de forma bem desinteressada pelo que está acontecendo, voltando o olhar de Tegiz para Cibra.

      Preocupado com o barulho fora do quarto, Grico põem a cabeça para fora do quarto e se assusta ao ver Cibra apontando o tridente para seu irmão.

      – O que você faz aqui? – pergunta Grico.

      – Sou eu que devo fazer essa pergunta. – responde Cibra. – O que vocês dois fazem aqui?

      – Acho que o mesmo que você, passando a noite. – responde Dorik com sarcasmo.

      Cibra ignora o comentário sarcástico de Dorik e continua segurando firme o Nastri, apontado para Tegiz.

      – Isso não importa! – responde Cibra. – Vamos continuar o nosso duelo!

      – Grico pegue a Klantris! – diz Tegiz ao seu irmão.

Os Elementais - A Batalha pelos Elementos.Onde histórias criam vida. Descubra agora