No meio da manhã, nublada devido à chuva de ontem, Tegiz e Grico chegam a cidade de Mapic. Uma cidade grande, com séculos de idade, construídas ao pé do monte Mapic, a montanha que deu nome à cidade, cujas a construções novas, altas e modernas se mesclavam as casas e construções históricas e rústicas. Hoje a cidade está alvoroçada, pois muitos visitantes de fora da cidade estão vindo para a grande festa que ocorrera em Mapic, dentro de três dias será comemorada a fundação da cidade. Fundada a mil e quinhentos anos como um interposto, hoje ela cresceu e se tornou uma grande cidade, uma das mais importantes do reino de Sarie, um dos muitos reinos e nações de Nether, o reino em que Tegiz e Grico nasceram e estão.
Tegiz passou a noite em claro dirigindo a aerocamionete de seu mestre Naistin, que se sacrificou para que ele e seu irmão Grico pudessem fugir. Seu irmão Grico está dormindo, nocauteado por Tegiz, a única forma que encontrou para coloca-lo dentro da aerocamionete. Tegiz olha para o céu e percebe o grande número de aerocarros no céu, parecendo um grande enxame de insetos que se movem de forma organizada.
Mesmo existindo grande espaço no céu para os aerocarros, eles possuem uma legislação de transito para eles, que eles chamam de transito celeste. Em cidades os aerocarros que estão acima de trezentos metros podem dirigir de cem a duzentos quilômetros por hora, os que ficam no solo têm velocidade máxima de quarenta quilômetros por hora. Devido a essa legislação, Tegiz não pode dirigir mais rápido, uma vez que a aerocamionete de seu mestre não atinge altas altitudes, uma vez que é um modelo antigo, fabricado antes das super propulsões.
Em frente a um hotel, de pouco requinte, Tegiz estaciona a aerocamionete. Ele abre o porta-luvas e tira de dentro um saco com as economias que ele, seu irmão e seu mestre juntaram durante seis meses. Ao lembrar que essas economias pertencem ao seu mestre, Tegiz fica um pouco apreensivo em usá-las, mas no fim ele ignora seus sentimentos, pega o saco de dinheiro e coloca-o no bolso interno do seu colete. Ele fecha o porta-luvas e começa a mexer em Grico para acordá-lo.
– Grico! Grico! Acorde! – fala Tegiz a seu irmão nocauteado.
Grico acorda assustado, olhando ao redor, tentando entender onde está e o que aconteceu, além de sentir uma dor de cabeça forte. Ele olha para seu irmão e pergunta, enquanto massageia a nuca dolorida:
– O que aconteceu Tegiz? Onde estamos? E por que minha cabeça tá doendo?
– Estamos em Mapic. Me desculpe Grico, mas tive que nocauteá-lo. Você estava histérico e tive que fazer algo.
Como resposta, Grico dá um soco na boca de seu irmão, Tegiz cobre automaticamente a boca com as mãos devido a dor.
– Por que fez isso? – pergunta Tegiz, tirando a mão da boca, massageando o lado em que seu irmão acertou.
– Isso é por ter me nocauteado! – responde Grico bravo. – Agora estamos quites.
– Que seja!
Tegiz respirou fundo e deu de ombros, ele está muito cansado e não está com vontade de iniciar uma briga com seu irmão. Até porque ele entende a raiva e o motivo do seu irmão ter lhe dado um soco, e se estivesse na mesma situação faria o mesmo que ele.
– O que faremos agora? – pergunta Grico um pouco mais calmo.
– Por hora vamos procurar um lugar para dormir, depois pensamos no que fazer. – responde Tegiz saindo da aerocamionete. Uma vez fora, Tegiz põem a cabeça para dentro da janela do veículo. – Espere aqui, que vou ver se aqui tem lugar para dormir.
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Os Elementais - A Batalha pelos Elementos.
FantasíaA era negra acabou. Graças aos Cinco Grandes Arcanos, Nether está finalmente em paz, uma paz que durou 4000 anos. Nesses 4000 anos a tecnologia de Nether se desenvolveu e esteve em equilíbrio com a magia. Zinteck, um tirano com um braço e uma perna...
