Capítulo 22

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O sol ja esta se pondo e eu e Joana começamos a preparar nossa espécie de cabana.

- Esta ficando fera nisso em? - eu disse quebrando o silêncio.

- Nem me fala, acho que vou largar medicina e virar engenheira civil especializada em cabanas. - Eu ri.

- Boba mesmo!

- Nossa, como assim? Boba? - ela olhou pro lado esquerdo do peito de novo - ta vendo espírito como ele está me tratando? Como pode uma coisa dessa? Daqui a pouco vou conversar com Deus e falar sobre isso que ele anda fazendo comigo. - Ri de novo.

- Desculpe realeza!
- Desculpado!

- To falando com Espírito Santo.

- Foi mal! - ela disse ficando vermelha e eu ri.

- Que fofa você corando!

- Para vai! - ela disse tímida.

- Ta bom, vamos terminar isso logo antes que escureça, aaahhh!!! E temos que fazer uma fogueira. - disse saindo e pegando umas folhas secas e gravetos que estavam por lá.

- É verdade ! - concordou e continuou empilhando folhas pra fazer o teto da nossa cabana. - Fe, como será que ta o pessoal? - ela disse com uma carinha de preocupada.

- Creio que bem. Eles estão como Deus quer que eles esteja. Então eu creio que melhor impossível.

- Você e suas palavras sabias.

- JESUSSSS, ELA É TÃO DOCE QUE TA ME DANDO DIABEEEETESSS - Gritei olhando pro céu fazendo graça e ela caiu na gargalhada.

- Bobo mesmo! - Disse se aproximando e dando um peteleco na minha orelha.

- Ai! Doeu! Você vai ver - disse e sai correndo atras dela.

- Saaaaii Fernandoo!!!! - ela gritava e ria ao mesmo tempo.

Nunca vi uma mulher correr tanto. Quando agarrei ela, joguei dentro do rio, nao aguentei aquela cena, eu ri muito, ela estava irritadissima.

- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISS... MEU DEUS, FERNANDO, SOCORRO, TO AFUNDANDO! - Me desesperei.

- ME DA A SUA MÃO!- Gritei na beira do rio enquanto ela afundava.

- SOCORRO FERNANDO ! - Ela ja estava em lágrimas.

Foi quando peguei um graveto que ela agarrou.

- No três! - disse.

- VAI LOGO! - ela estava desesperada.

- Um ... Doiss..

- TRÊS ! - ela me puxou com tudo pra dentro da água.

Ela estava vermelha de tanto rir.

- Como assim? - agora eu que estava bravo e sem entender nada.

- 8 anos de teatro serviram para alguma coisa! - ela disse rindo e saindo toda enxarcada do rio.

- Ok, me rendo! - Disse levantado as mãos e rindo da situação.

Sorte nossa que antes disso eu ja tinha acendido a fogueira e ficamos la, em silêncio, aprenciando o barulho da natureza, o barulho do rio, o barulho dos galhos sendo queimados aos poucos e aprenciando a presença do Pai e um do outro.

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