capítulo 3

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Abri os olhos lentamente tentando me acostumar com a claridade. Enquanto isso, havia um calor enlouquecedor como se estivesse dentro de uma fogueira, quando consegui abrir os olhos, me arrependi amargamente. Depois que vi ao meu redor me recordei das cenas que havia ocorrido no avião. O pânico, o tremor. Eu estava apavorada, o avião estava pegando fogo, e havia muitos corpos mortos na minha frente, do meu lado, atrás. Eu admito, estava assustada.

Quando caiu a fixa de fato, sai balançando pessoa por pessoa, mas com o objetivo de encontrar o rapaz do trânsito. Muitos corpos depois, avistei-o, ele estava com o rosto lavado de sangue, por um momento eu travei. Sim, eu era médica e não, não fazia ideia o porquê havia ficado naquele estado. Ele foi se mexendo aos poucos e aquela sensação ruim havia passado. Corri até ele, quando ele abriu os olhos eu o abracei e chorei, sim, eu estava apavorada.

- O que houve Joana? - disse colocando a mão na testa e vendo muito sangue.
- O avião, ele caiu- Disse entre um soluço e outro.

Ele me abraçou...

- Calma, vai ficar tudo bem, você mesma disse isso, não foi?- ele indagou querendo me passar confiança
- Falei antes disso tudo, olha ao seu redor moço do trânsito, muita gente morta. O avião pegou fogo, como vamos sair daqui? - disse um pouco alterada pelo nervosismo.

Ele começou a rir oque me deixou nervosa e confusa.

- QUAL O SEU PROBLEMA? - Gritei
- Fernando!
- Ãn? - Nao tinha entendido
- Meu nome, não precisa mais me chamar de moço do trânsito, me chamo Fernando.
- Ata, ótima hora pra apresentações.
- E agora? O que vamos fazer?
- Vamos ver se tem mais alguem vivo e vê se conseguimos salvar alguma coisa entre esses destroços, depois pensaremos melhor quando estivermos calmos.

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12 sobreviventes, sim, de tantos e tantos passageiros sobraram 12 pessoas vivas. Não conseguimos salvar muita coisa, porém conseguimos salvar minha maleta de primeiro socorros, oque seria muito útil e uma mala com roupas femininas e masculinas, não conseguimos salvar nenhum alimento, nem uma garrafa de água. "Estamos perdidos" pensei comigo, Fernando colocou a mão no meu ombro como se lesse meu pensamento e aquele toque me passou conforto.

- Ok, calma gente, temos que pensar, vamos por passo a passo. Quem vota a favor de sairmos daqui e procurar água e comida em árvores frutíferas levanta a mão! - Disse Fernando como um bom líder

9 pessoas levantaram a mão.

- Ótimo! Muito bom, não vamos obrigar ninguém a nada, se quem não levantou a mão quiser ficar, podem ficar.
- Não, tudo bem, nós vamos! - disse um rapaz ruivo, magro e com sardas no rosto
- Ótimo!- Eu disse ao lado de Fernando- Vamos nos apresentar? Eu sei que nao é o melhor momento, porém, é necessário sabermos o nome pra caso precise. Eu me chamo Joana!
- Fernando!
- Paulo! - Disse um homem um pouco gordo, moreno com os cabelos arrepiados
- Laura! - disse uma loira que aparentava ter uns 20 anos de idade.
- João! - Disse o ruivo
- Marcos! - um moreno musculoso
- Felipe! - Um rapaz bem cuidado, aparentava uns 23 anos de idade.
- Mariana! - Uma morena de cabelos curtos
- Maria! - Disse uma mulher que aparentava uns 30 anos
- Jefferson! - Era loiro e bonito, tinha os olhos claros, quase acinzentado
- Bruno! - Ele aparentava ser simpático
- Andreia! - Essa tinha uma cara de quem come e não gosta.
- Ok, quem aqui esta machucado? Eu sou médica e tenho aqui meu kit primeiro socorros, vamos fazer uma fila que eu vou cuidar se cada curativo antes de partimos!

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- Ótimo! Agora que estão todos bem cuidados, vamos falar sobre outro ponto importante: Temos que nos unir galera, não sabemos quando vai chegar o socorro e não da pra ficar por aqui, logo esses corpos irão apodrecer e temos que tentar nos salvar de qualquer jeito! Hoje nossa missão é achar um lugar pra ficar e orar pra que fique tudo bem, ok?
Ok! - disseram uníssono

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