Segunda como o primeiro dia,
Domingo como o último
e nessa ordem confusa
a sexta-feira nos conforta para que
acabe o mês.
Nessa quarta me tranco no quarto
para ter a última chance de eu
querer um trago.
Mesmo que a fumaça no ar continue
a sede me consome e sumir
não quero, o futuro mais incerto
assim se fez.
Um dia após o outro,
um dia de cada vez.
Mais vontades ,
menos confortos,
um simples "não" lotado de adornos
onde a mente engana,
cheio de contornos, polidez.
Um dia após o outro,
um dia de cada vez.
De 24 horas vividas quero todas as outras
as quais perdi.
O tempo que não volta,
tempo-rei, tempo-rei!
Talvez as canções fossem muito trágicas
e o mundo não mais as aceitou
pois as pedras rolam,
Crianças choram
e todos precisam de amor mesmo
pouco, que seja ouro de tolo
pois o tempo e o vento levam
a mágoa, trágica, transforma a canção
pouco a pouco em oração.
16h
17h
Agora após a rotina de trabalho
não consigo parar de pensar o quão gelada está,
longe do copo para seguir e não voltar
assim o fez,
vivendo um dia após o outro,
um dia de cada vez.
FELIPE DURÁN THEDIM
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Sangue Dourado
PoesíaO livro reune poesias feitas por Felipe Durán Thedim sobre a vida na cidade de Dourados localizada no estado do Mato Grosso do Sul que abraça quem vem de todos os cantos do país tanto para estudo como a trabalho.
