Eish tão velhinho! ahah
Um amor perfeitamente imperfeitoEstava sozinha no mundo até ter a bela ideia de construí-lo.Peguei no meu velho bloco de desenho e comecei a rabiscar, não parei até estar perfeitamente imperfeito. Era assim que o desejava, alguém simples, não importava a cor dos olhos desde que estes fossem sinceros. A sua altura também não importava desde que quando me abraçasse fizesse sentir-me em casa.Ofereci-lhe as minhas lágrimas, alguns fios de cabelo, o meu sorriso e o melhor de mim.Ensinei-o a falar e a andar, de tudo queria protegê-lo, mas todos sabemos que é impossível, temos apenas de amortecer as quedas de vez enquanto.Ele não dizia coisas românticas, nem me oferecia flores ou jóias, muitas vezes esquecia-se das datas importantes. Era isso que me fazia amá-lo cada vez mais, ser alguém verdadeiro com defeitos, que lutava a meu lado contra o que havia para nos afastar e pensava em todas as boas razões para ficarmos juntos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Escrevo, logo existo
PoetryPoesia e textos soltos escritos por mim. Podem ser alegres ou felizes mas na sua maioria são dramáticos. Todos os direitos reservados a Ana Rita Martinho #ApenasEscreva #JustWriteIt #Primeiras
