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- Clarke?! - chamou Raven pela segunda vez, Clarke pareceu despertar de seu devaneio e olhou para sua parceira - O que está acontecendo? Desde que chegou você está estranha - Raven sabia que algo estava acontecendo com a amiga, era raro Clarke parecer desatenta no local de trabalho -
- Nada, só tive uma péssima noite - respondeu lembrando que não havia dormido direito, ela passou a noite e madrugada tentando imaginar por que sua casa foi invadida se nada havia sido levado -
- Você está com uma cara péssima mesmo - implicou mesmo sabendo que era mentira, Clarke nem nos seus piores momentos conseguia parecer desprovida de beleza -
- Reyes, Griffin - as duas garotas olharam para o rapaz que havia parado diante da mesa das detetives - Capitão Griffin aguardar vocês duas em sua sala - Raven e Clarke levantaram-se imediatamente e seguiram para a sala do Capitão -
Clarke abriu a porta da sala e as duas garotas entraram, Raven franziu a testa reconhecendo as duas pessoas que estavam naquela sala junto ao seu superior, apesar de ter várias perguntas ela não fez nenhuma. Clarke olhou para a mulher mais velha já imaginando o que seria.
- Detetive Griffin, Detetive Reyes - cumprimentou a advogada levantando de sua cadeira - Eu sou a advogada da Sra. Johansson e creio que precisamos conversar - a senhora na casa de seus quarenta e poucos anos ainda permanecia sentada segurando um lenço para enxugar suas lágrimas -
- Acredito que já estamos cientes do depoimento da Sra. Johansson - respondeu Raven olhando para Octavia e depois para a mulher. Jake e Clarke apenas observavam a cena -
- Detetive Reyes, acredite, você gostará de ouvir o que a Sra. Johansson tem para falar - respondeu Jake. Raven não sabia o que esperar - Sra. Johansson? - a mulher levou o lenço ao olho e depois o deixou sobre suas pernas, suas mãos estavam trêmulas e ela parecia não ser capaz de olhar para ninguém naquela sala -
- Eu matei o detetive Collins - confessou. Clarke fechou os olhos por alguns segundos não acreditando que Lexa havia feito aquilo. Raven tinha uma expressão desconfiada enquanto olhava para Octavia, e Jake parecia aliviado pelo o caso ter sido resolvido - Eu estava -
- Sra. Johansson - alertou Octavia se aproximando de sua cliente e pegando em sua mão, como se quisesse impedi-la de dizer algo - As justificativas são apenas para o tribunal - aconselhou e a mulher mordeu sua língua para não falar -
- Você vai ter que nos acompanhar, precisamos registrar toda sua confissão - respondeu Clarke em um tom nada surpreso, o que deixou Raven confusa, se perguntando se apenas ela estava achando aquilo absurdo -
Raven e Clarke lideraram o caminho enquanto Octavia e Judy estavam a alguns passos atrás das detetives. Octavia sussurrava algumas coisas para sua cliente, deixando bem claro que ela falasse tudo sem dar muito detalhes, senão ela iria se perder na sua própria confissão.
As detetives andavam lado a lado, mas sem falar nada, Raven ainda estava tentando entender como aquilo fazia sentido e Clarke tinha certeza de que se olhasse para trás e visse o estado da Sra. Johansson ela iria atrás de Lexa e prendê-la. Clarke chegou a sala onde coletava depoimentos de suspeitos e testemunhas, tirou seu gravador do bolso do blazer e pôs sobre a mesa metálica da sala vazia. Judy sentou na cadeira ao lado de sua advogada e Clarke e Raven sentaram diante das duas mulheres. Normalmente o suspeito estaria algemado, mas Clarke achou que não haveria necessidade naquela situação.
- Então Sra. Johansson, estou louca para ouvir com riqueza de detalhes como uma mulher aos seus quarenta e sete anos, corretora de imóveis, mãe de dois filhos com um belo futuro pela frente matou sem piedade alguma seu vizinho - disse Raven mostrando o quão desconfiada estava, Clarke suspirou e olhou para Judy que parecia apavorada. Octavia odiava momentos como aquele, quando seu trabalho batia de frente com o de sua namorada -
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Burn With You
Fiksi PenggemarEla sabia quando parar, sabia a hora exata de dizer adeus, sabia que não iria acabar bem, sabia quando seguir em frente, mas "saber" não significava querer, e por mais que ela soubesse que não teria cura para a condição na qual se encontrava ela não...
