One Last Chance - The Beginning (Part 01 and 02)

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Ciudad del México,20 de junho de 2004

Maite estava terminando de gravar uma das músicas extras que fariam parte, no futuro, de seu mais novo CD, quando o seu produtor, Matheo, entrou no estúdio e pediu para ela dar uma pausa, pois precisavam conversar.

— Já estou aqui, Theo, o que deseja conversar? - ela sentou-se de frente para o produtor e tomou um gole de água, enquanto esperava que ele falasse algo.

— Só estou afim de saber se você e a Anahi já estão com tudo pronto para viajarem amanhã. - May respirou aliviada, achava ela que o produtor queria falar algo mais sério.

— Se eu bem conheço a Any, ela deve esta com tudo pronto desde o dia em que a convidei. - ambos sorriram. - Quanto as minhas coisas, minha mãe e Mani devem tá arrumando tudo.

— Você explora muito a Normani, May. A garota é sua bailarina e não sua dama de companhia. - Maite sorriu exageradamente com o comentário de Matheo, ambos eram muito amigos e o bom humor do rapaz fazia com que May não ficasse com vontade de matar a todos quando algo não estava dando certo para ela.

— Corrigindo você, a Mani é minha melhor amiga, que por consequência dança comigo, eu não a exploro, ela ajuda minha mãe por que quer. - deu de ombros.

— Ok, já não está mais aqui quem falou. — levantou as mãos em sinal de rendição. — quem tanto vai te acompanhar?

— acho que dessa vez somente Any, Normani e você. Meus pais, pelo que a Dona Maite falou-me, não irão pois ela tem que revisar todo o conteúdo de um livro para lançá-lo o mais rápido possível, e o papai como você deve saber, está resolvendo alguns pepinos da produtora, então sem chance dele ir.

— então quer dizer que a beldade fará a sua primeira tournée sem a companhia dos papais? — Maite assentiu, sim ela viajaria pela primeira vez desacompanhada dos pais, ela não estava muito contente com isso, mesmo aos dezenove anos, ela preferia ter a companhia de sua mãe em tudo que de importante que ela fosse fazer, mas infelizmente dessa vez não era possível. — Isso é bom pra você, significa mais que tudo que você está se tornando uma mulher mais responsável e que seus pais já confiam suficientemente em você a ponto de deixar você ir para o outro lado do planeta sem a companhia deles.

— grandes coisa, não vou ter tempo para nada, do hotel para o local do show e de lá para o hotel.

— talvez não, talvez a sua agenda esteja menos lotada dessa vez.

— tanto faz. — sorriu e levantou-se. — Agora se não se importa, eu vou terminar de gravar aquela música, porque quero o resto da minha tarde livre com a Mani, por algum motivo ela está pensando que não a quero mais como amiga e somente a quero como bailarina.

— o motivo se chama ciúmes, você tem dado mais atenção para a Any do que para a Mani nos últimos meses.

Londres, 30 de junho de 2004

Maite, Normani, Anahi e toda a equipe responsável pela Tournée estavam em Londres há uma semana, nesse tempo May fez apenas dois shows e participou de duas ou três entrevistas em rádio locais. Hoje elas estavam de folga e May decidiu chamar a melhor amiga e Anahi para saírem um pouco, se distrair, Any havia dito que não estava afim de sair do quarto antes das três da tarde, então May fora a procura de sua melhor amiga.

— Mani? Posso entrar? — se fosse alguns dias antes, May entraria sem perguntar, mas hoje não, ela não sabe se Mani está de bom humor, já que as duas brigaram nos ensaios para o último show e a negra não apareceu para dançar e desde então as duas não tem se falado. — Normani, eu sei que você está aí, deixa eu entrar.

— calma, estava me vestindo. — disse sorridente para a morena, enquanto a mesma adentrava no quarto. — o que trás aqui, antes das 10 da manhã?

— dormiu com alguém? — Mani rolou os olhos e negou. — certo, vim te chamar pra gente sair.

Mani: porque você não chama a Anahi? - May rolou os olhos, não queria brigar com Normani, na verdade ela queria de uma vez por todas que isso acabasse.

— mais que Porra, Mani! Eu quero sair com você e não com a Any, eu quero conversar com a minha melhor amiga, quero passar um tempo com ela e fazer com que ela perceba que eu não vou abandoná-la ou coisa do tipo. Poxa Mani, somos amigas desde que nascemos, será que isso não conta nada?

— claro que conta. E eu só acho que tá acontecendo algo entre você e a Any que nenhuma das duas deram conta ainda, e quando derem, eu tenho medo que a loira acabe te machucando, May, apenas isso. — sorriu e May a puxou para si, abraçando-a fortemente. — vamos logo, antes que o Matheo apareça aqui e diz que você tem ensaios. — Maite assentiu e as duas saíram do quarto e foram para o passeio. - quero comprar algumas coisinhas pra mim.

— certo, mas vamos almoçar primeiro, preciso te confessar algo. — Normani assentiu e as duas seguiram pelas ruas de Londres em busca do restaurante favorito de May. Chegando ao local elas fizeram seus pedidos. Normani deu uma breve olhada na decoração do restaurante enquanto esperava que May criasse coragem para falar seja lá o que ela tinha para falar.

— ok, eu já esperei demais. Vamos lá, desembucha, Perroni.

— você estava certa sobre o que disse hoje no seu quarto. — Normani a olhou confusa, ela dissera tanta coisa, como May queria que ela soubesse do que se tratava. — sobre a Any, Baby.

— eu falei bastante coisas sobre a Anahi, mas creio que seja o fato de que está rolando algo além da amizade entre vocês.

— exato, Mani. Eu tô gostando dela mais do que amiga. — abaixou a cabeça, May sempre estivera em relações com pessoas do sexo oposto, mas nunca dissera que não teria coragem de ficar com uma mulher, e bem, ela sabe que sofrerá preconceito das pessoas caso ela se envolva com uma pessoa do mesmo sexo e principalmente, sabe que seus fãs talvez não a apoiem, mas ela não manda em seus sentimentos e nos últimos dias ela tem percebido que o que ela sente por Anahi vai além da amizade.

— você acha que ela sente o mesmo por você? Ou pelo menos que ela possa sentir isso?

— eu não sei, Manibear e eu tô com medo, medo de falar com ela e ela não sentir o mesmo, medo da reação dela, você sabe que a sociedade não aceita muito bem lésbicas e gays, não sabe?

— E como sei, May. Eu tenho sorte dos meus pais terem ficado ao meu lado e me apoiarem em tudo

— outra coisa que me dá medo, Mani. Meus pais são católicos e não aceitam isso, a igreja não aceita isso.

— eu sei, Boo. Apenas tente não pensar muito sobre os contras, e pense bem, converse com a Anahi e se caso ela te magoar, te tratar com indiferença depois de você confessar tudo, eu acabo com ela. - May sorriu, e apertou gentilmente a mão de Mani. - não demore muito a fazer isso, vai ser melhor pra ti.


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