DEZENOVE

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Tinha pipoca na mesa, eu estava morrendo de fome, e comi algumas assistindo a um filme de romance idiota e longe de Alex, olho para ele e decido que irei fazer amizade até conseguir fugir

-Tem vizinhos aqui? -Pergunto levando umas pipocas a boca, pego a vasilha a minhas pernas e começo a comê-las

-Não perto, fica há uns dez quilômetros, uma vila. Já aqui é só nós -Sorri e me encara

-Por que me sequestrou? -Pergunto -Por que se apaixonou por mim? -Ele respira fundo e encara

-Eu... Eu te achei a garota mais linda, mais forte e porra! Não precisa que eu te diga isso, você sabe que é, muitas precisam que os caras digam e você... Você não! -Seguro algumas lágrimas

-Você não me ama, você é obcecado e isso me machuca -Deixo claro e seus olhos brilham

-Eu sei... Eu sei que é um vacilo, mas não consigo te deixar ir, quase coloquei a mão naquela maçaneta para te deixar ir, não consegui -Olha para os lados -Você tem que ser minha

-Não! Isso é uma obsessão! -Exclamo -Isso é maluquice, é uma forma estúpida de me manter com você -Cai uma lágrima -Quando fugi eu estava segura! E hoje... Hoje não estou mais!

-Ao meu lado sim

-Mas você é o meu problema -Grito -Você -Ele se aproxima e já me encolho

-Hey, não vou te machucar, não mais -Abraça-me, mas repúdio -Mandei buscar nossa filha -Arregalo os olhos e o encaro nervosa

-Deixa ela, prefiro que... O que fizer comigo seja longe dela -Ele sorri em forma aconchegante, mas não consegue me deixar menos nervosa

-Não vou fazer nada -Fala calmo -E quero minha família -Dar ênfase em "minha"

-Não somos sua família põe isso na cabeça -Já estava cansada daquela situação

-Já para seu quarto! Se tenho que te tratar como uma criança, tratarei -Olho eles por alguns segundos -Agora! -Grita e corro para "meu quarto"

***
Outro maldito dia, faz três dias aqui, saio do quarto quando ele não está em casa, sempre me certifico antes. Deve estar dando um trabalho pegar Lili, tomara que não consiga, quero ela longe de maus tratos, ele não me pertuba mais, e esses dias me deixaram um pouco mais tranquila

-Mamãe -Escuto uma voz doce na porta e imediatamente olho, engulo seco e pulo da cama para lhe abraçar

-Quem te trouxe meu anjo? -Vejo-a com uma mochila

-Papai Alex me trouxe -Papai Alex? -E comprou roupinhas -Carrego-a até a cama e lhe sento

-Como ele conseguiu te trazer? -Ela sorri alegre -Como meu amor?

-Isso eu te respondo querida -O vejo sentar numa cadeira perto da cama, faz carinho no rosto da minha filha -Eu consegui um papel que me dava "direitos" de trazer minha filha até aqui -Faz aspas na palavra "direitos"

-Você falsificou documentos? -Perplexa! Era isso que eu estava -Não devia ter feito isso -Abraço ainda mais Elisa

-Mamãe! Ele é meu papai. Não repreenda ele -Olho em seus pequenos olhos claros -Escute aqui seu papai é Carlos

-Não! -Grita -Elisa vai para sala, vou ter uma conversinha com sua mãe -A pequena corre e já fico com medo de sua reação -Querendo ou não, ela é minha filha

-Não é! Seu monstro -Levanto -E para de ficar confundindo a cabeça da menina -Dessa vez ele quem levanta

-O caralho! Ela tem que saber a verdade, que é minha filha

Carlos
Três dias, três malditos dias que a procuro, saí com a arma e não o encontrei, andei por tantos lugares e de nada adiantou, o andamento com a polícia é lento, eles bem que se esforçam mas não dar nada certo, não temos provas, além da placa que eu decorei e o carro nem conseguiram localizar

-Merda! -Grito no sofá do apartamento de Mandy e escondo meu rosto com as mãos, não durmo há três dias

-Eu ando tentando também, mas isso é impossível -Senta no sofá, dar para ver que minha irmã também está preocupada, ouço a porta ser aberta com tudo e Ysadora entra puxando os dois filhos

-Ele levou Elisa. Pelo amor de Deus façam alguma coisa! -Chorava e implorava

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Hi peoples?! Como estão? Nosso vilão tá exagerando?

Recomeçando Uma VidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora