Acordei assustado, eu não estava em meus quarto, olhei para o lado e vi Harry dormindo na outra cama o que me acalmou já que não estava em um lugar estranho.
Poucos raios de sol entravam através das cortinas, me pus em pé e fui até a janela, parecia que havia tido uma tempestade de neve e tudo lá fora estava coberto da cor branca, era lindo.
- Harry! Acorde! – Toquei seu ombro para que ele acordasse.
- Oh, o que foi? – ele disse ainda com os olhos fechados. – Me deixe dormir.
- Harry está nevando, vamos lá fora! – Mexi mais uma vez em seu ombro.
- Neve? – Harry abriu seus olhos e eles brilhava. – Tipo, neve mesmo?
- Ahn... é né. – Falei com um olhar estranho mas em tom de brincadeira.
- Oh! – Harry parecia surpreso mas logo sua expressão mudou para uma de completo tédio. – Eu não quero sair.
- Bom você não tem que querer, eu vou ao meu quarto trocar de roupa e quando voltar te ver vestido também.
Ele apenas revirou os olhos e eu saí.
Quando voltei o quarto estava vazio e as gavetas da cômoda estavam abertas mas ainda haviam roupas nela o que me fez ficar menos preocupado.
- Harry?
- Que foi mamãe? – Harry saiu do banheiro e o mesmo estava com um moletom roxo e tinha em sua cabeça uma touca de ursinho. – O que? – Perguntou quando viu meu olhar sobre ele.
- O que é isso em sua cabeça? – Perguntei rindo.
- É minha touca, não quero que caía neve no meu cabelo, ué. – Falou como se fosse normal usar uma touca de ursinho no dia-a-dia.
- Oh, claro, como eu não pensei nisso. – Falei sendo irônico e ele revirou os olhos.
- Sabe isso é uma mania muito feia – Me referi a ele estar sempre revirando os olhos.
- Eu vou desistir de sairmos daqui se você continuar falando.
Levantei as mãos em rendição e abri a porta para que ele saísse.
Quando chegamos fora do hospital havia alguns pacientes brincando na neve e todos voltaram o olhar para nós, ignorei e continuei a andar com Harry, seu olhar era de entusiasmo mas ele parecia se conter para não se jogar na neve fofinha e branca.
- Oh isso me lembra o Olaf! – Ele apontou para um dos pacientes que estava fazendo um boneco de neve.
- O que é um Olaf?
- A sabe, aquele do filme – Ele tentou explicar. – "Olá pessoal, eu sou Olaf e eu gosto de abraços quentinhos! " – Harry disse com uma voz fofa e pôs seus dois dedos indicadores em suas covinhas, o que isso me fez rir. – Impossível não conhecer.
- Na verdade eu conheço, queria ver se você iria imita-lo. – Eu ri e ele fez cara de bravo – Isso deveria ser gravado.
- Cale a boca, Tomlinson.
- Oh venha cá Olaf, me de um abraço quentinho! – Eu disse abrindo os braços e o vi saindo correndo e rindo.
Oh, aquela risada era extremamente preciosa.
Ouvi um "AI" e só consegui ver Harry caindo e escorregando de costas em um morrinho.
- Harry você está bem? – Gritei preocupado e quando consegui o ver ele tinha um sorriso no rosto.
- Louis você tem que fazer isso! – Ele disse apontando para onde caiu e eu fiquei assustado. – O que? Está com medo bebê?
- Não sou eu o bebê dessa relação – Sussurrei para mim mesmo e me sentei fazendo impulso para escorregar pelo morrinho. – Eu não tenho medo de nada.
- Oh, claro! – Ele disse e se deitou na neve.
- Então Harry, você quer me contar o que aconteceu ontem? – Eu falei e pude ver seu sorriso e covinhas desaparecerem.
- Você não iria entender. – Ele falou bem baixinho.
- Eu posso tentar... – Meu olhar estava no céu, para que ele não se sentisse nervoso em me contar.
- São as vozes Louis! – Ele disse e eu não me contive e foquei meu olhar nele. – Elas mandam eu fazer coisas horríveis e eu não sei como controlar! Mas eu não tenho esquizofrenia! Eu juro! Eu procurei muito sobre isso e elas vem raramente por isso não tenho esquizofrenia já que nessa situação elas vem constantemente.
- Harry primeiramente você não tem que jurar que não tem certa doença, e depois, você pode falar com um médico daqui sobre isso!
- Não! – Ele olhou para mim com medo. – Ele vai achar que sou louco, não quero ir para um manicômio!
- Você não ira, eu não vou deixar isso acontecer! – Lhe dei conforto. – Você pode falar com ele, ele não vai dar conclusões precipitadas!
Ele pensou um pouco mais logo cedeu.
- Louis me leve para o quarto! – Ele não tinha nenhuma expressão.
- Harry podemos brincar mais na neve!
- LOUIS EU QUERO IR PARA O QUARTO. – Ele gritou e eu não sabia o que fazer. – LOUIS!
- Tudo bem vamos! – Ele andava na minha frente e quando chegamos ao quarto do mesmo ele apenas disse que não queria que eu dormisse lá e foi tomar banho, esperei por ele, tinha medo de ele fazer algo.
Mas ele saiu do banho e se deitou na cama, sem falar nada, apenas dormiu.
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Lembrem sempre da explicação sobre TPB
Tô sendo mt boazinha e lançando os caps mais rápido, me amem.
(Qualquer erro me avisem!)
Contemplem HS de touca, vontade de morder, eoein.
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Borderline - Larry Stylinson
FanficEu quero começar isso com uma pergunta. Que remédio tomamos quando a dor é na alma? Na qual Harry tem Transtorno de Personalidade Bordeline e Louis trabalha em uma clínica de reabilitação.
