As roupas de Harry baseavam-se em calças pretas as vezes com alguns rasgos, sueters e grandes moletons que diferentes das calças tinham cores claras e as vezes estampadas com figuras engraçadas, algumas no caso me fizeram ter um pequeno ataque de riso.
Havia uma caixinha preta com um pequeno cadeado dourado que a trancava e isso me deixou extremamente curioso mas obviamente eu não podia mexer nas coisas do garoto e ali nem mesmo tinha alguma chave.
Arrumei tudo nas gavetas da cômoda branca. O quarto estava realmente limpo e Harry continuava a dormir. Me senti na obrigação de arrumar suas cobertas sobre seu corpo quando as mesmas desceram um pouco.
Já eram sete da noite, peguei minha prancheta e coloquei um certinho nas atividades cumpridas, olhei mais uma vez para o garoto aconchegado aos cobertores e travesseiros, um "boa noite" saiu tímido por meus lábios, eu sabia que ele não iria ouvir, as palavras apenas saíram.
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Quando cheguei ao meu quarto, que era no último andar onde nenhum paciente tinha acesso, tirei meus sapatos jogando-os ao lado da minha cama, fui me despindo até chegar completamente nu no banheiro, uma brisa gelada veio da janela aberta e tocou minha pele me causando um arrepio bom. Liguei o chuveiro e o som da água caindo preencheu o cômodo me fazendo agora ter um sentimento de estar relaxando. A banheira estava cheia e me coloquei dentro da mesma, a água quente fez com que meus músculos relaxassem e então me deitei por inteiro na água.
O dia de hoje passava por minha cabeça, Harry parecia ser um ótimo garoto, é extremamente triste saber que um garoto tão cheio de vida, quer morrer.
Coloquei metas em minha mente, de fazer aquele garoto sentir vontade de viver novamente, fazer ele saber lidar com sua "doença", mostrar a ele o quão o mundo pode ser bom. Não deixarei acontecer com ele o que aconteceu com minha irmã.
Ao lembrar de Lottie todas as tristezas voltaram a me assombrar, as imagens daquela noite passaram como flashs, eu tinha prometido a mim mesmo que aquilo não me afetaria mas as vezes as lembranças chegam como tiros e eu não sou a prova de balas.
Coloquei meu corpo todo por baixo d'água e fiquei um tempo lá, até ter necessidade de oxigênio.
Depois de algum tempo no banho, saí me secando e colocando logo um grande moletom preto e uma calça de moletom, me senti extremamente confortável. Arrumei alguns travesseiros e peguei uma grande quantidade de cobertores no armário, entrei em baixo dos mesmo e peguei meu celular começando a vasculhar minhas redes sociais e respondendo algumas mensagens, foi um segunda extremamente cansativa então logo peguei no sono, enquanto o pensamento de realmente conhecer Harry rodeava minha cabeça.
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Leves raios de sol tímidos iluminavam o quarto, esfreguei meus olhos com as costas das mãos e olhei para o lado, tendo a visão do meu relógio acima da minha escrivaninha, o despertador ainda não havia tocado, eram sete da manhã então aproveitei para tomar um banho rápido, vestir minhas roupas e colocar meu jaleco.
Desci as escadas do hospital me direcionando ao refeitório, alguns pacientes estavam lá, muitos "bom dia" foram direcionados a mim e isso me deixava feliz, eu adorava o carinho que recebia de cada um.
Ao invés de fazer um bandeja de café da manhã para mim fiz uma para Harry, já que não tenho costume de comer de manhã. Suco de laranja, café, alguns biscoitos,sanduíches e frutas já estavam sobre a bandeja, eu não sabia o que Harry gostava então decidi colocar tudo que podia.
- Bom dia Lou! - A agradável voz de Luke soou. Ele era um paciente, esta melhorando e era ótimo em desenhos, era de se impressionar.
- Bom dia Luke. - Sorri. - Como está?
- Oh, um pouco triste, me falaram sobre você estar tendo um paciente particular. - Um biquinho fofo se formou em seus lábios.
- É sim, sinto muito! Mas eu não vou parar de participar das coisas com vocês, as fogueiras, piqueniques, cinemas sempre aconteceram.
- Isso é extremamente bom Lou! - Luke disse batendo algumas palminhas. - Eu estou indo comer, tenha um bom dia L.
- Você também Lukey! - Sorri.
Luke tinha ido para sua mesa com alguns garotos e garotas e eu apenas comecei a me concentrar em levar a bandeja até o quarto de Harry sem derrubar nada.
Com alguns tropeços pelo caminho consegui levar a bandeja com apenas um pouquinho de suco derrubado, mesmo assim ainda me sentia um pouco decepcionado.
Em uma breve tentativa de bater na porta não obtive nenhum resposta então abri a mesma e logo ouvi o barulho do chuveiro. Coloquei a bandeja sobre a escrivaninha e olhei para cama encontrando algumas roupas e faixa um pouco suja que eu havia colocado ontem. Terei de fazer novamente, suspirei.
Eu estava esperando a algum tempo sentado na cama extra que provavelmente era minha, a demora no banho já estava me soando estranho então levantei-me indo em direção da porta do banheiro, quando ia abrir ela já estavam vindo em minha direção fazendo com que desse um impacto com meu rosto.
Soltei um grande gemido de dor e saltei para trás colocando a mão no lugar recém machucado.
- O que? QUEM É VOCÊ? - Uma voz soou estridente.
- Oh, me desculpe, eu sou Louis. - Ainda tinha minhas mãos tampando meu rosto.
- Ta, mas QUEM É VOCÊ?
- Sou seu enfermeiro particular, oh deus. - Tirei a mão do meu rosto e pude ver o garoto com uma de seus calças pretas e uma regata branca, seus cabelos enrolados estavam molhados e pingando.
- Eu não quero um enfermeiro pessoal, não sou uma criança. - O garoto mais novo disse franzindo o senho.
- Sem mim não saberá limpar isto. - Apontei para seu braço que sangrava um pouco por estar sem o curativo.
- Ah não, droga! - Ele disse preocupado indo até a cama e pegando a faixa suja. - Estava coçando muito!
- Espera! - Peguei as coisas no banheiro e sentei-me ao lado dele estendendo-lhe a mão para que ele me desse o braço.
Ele pareceu pensar um pouco mais logo cedeu, fiz o mesmo curativo que no dia anterior.
- Ahn, eu coloquei um pomada então não coçará mais.
Ele apenas abaixou a cabeça.
- Entãooo, qual seu nome? - Tentei puxar um assunto.
- Se você já sabe, então por que pergunta?
Olhei surpreso para ele, nenhum paciente era grosso comigo, todos era legais e convidativos.
- Me desculpe, novamente. - Aquilo pode ter me abalado um pouco, olhei para baixo meio vazio. - Eu peguei café para você, não sabia do que gostava então trouxe bastante coisa.
- Quando você ira?
- Oh, onde?
- Embora. - O menor olhou para mim e eu realmente não sabia o que fazer.
- E- eu, voltarei mais tarde para te passar suas atividades que começam amanhã. - Me levantei e fui em direção a porta. - É.. nada esquece.
]0 H
ACHEM O BTS
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Borderline - Larry Stylinson
FanfictionEu quero começar isso com uma pergunta. Que remédio tomamos quando a dor é na alma? Na qual Harry tem Transtorno de Personalidade Bordeline e Louis trabalha em uma clínica de reabilitação.
