Dix-Huit

324 30 53
                                        


Enquanto Harry acompanhava Louis e Liam pelas ruas ele percebia os olhares das pessoas sobre si, muitos o olhavam de cima a baixo como se ouve-se algo de errado com suas roupas ou seu rosto.

- O que há de errado com os garotos de hoje em dia? – A voz masculina chegou até os ouvidos de Harry fazendo-o parar e olhar de onde ela veio. Dois homens o olhavam de forma terrível, como se Harry tivesse matado alguém. – Ele está nos olhando, que nojo.

Aquelas palavras chegaram em Harry como tiros fazendo seu estomago embrulhar, o barulho das pessoas ao seu redor parecia o deixar surdo e era como se ele estivesse em uma caixa que estava ficando cada vez menor o deixando sem ar.

- Por que está nos olhando, bichinha? – Era o outro homem que falava, ambos pareciam já ter mais de trinta anos. – Acha que queremos algo com um garoto que chupa outros por aí? Vá embora antes que eu tenha que te dar uma surra. Talvez assim você volte a ser homem.

Louis percebeu que Harry não estava mais o acompanhando e quando olhou para trás viu o garoto com lagrimas ardentes descendo seu rosto e com expressão de dor, ele se abaixava lentamente como se algo estivesse o sufocando.

Louis correu em sua direção e foi seguido por Liam.

- Harry, você está bem? - Louis perguntou se abaixando meio desesperado e tirando as mãos do menor de seu rosto. – O que aconteceu?

- Louis, o que está acontecendo? - Liam podia ouvir a respiração descompassada de Harry.

- Eu não sei, acho que ele está tendo uma crise de pânico - Louis pode ouvir a risada de dois homens que os olhavam. – Hey, vocês! Sabem o que aconteceu com ele?

- Nós só estávamos o avisando que se ele não voltasse a agir feito um homem nós iriamos dar uma surra, talvez assim ele volta a ser um. – Eles riram mais alto fazendo Harry colocar as mãos em seus ouvidos e apertar o local fortemente tentando fazer o barulho parar. – Olha só pra essa roupa rosa, eu tenho nojo do que esse mundo ta virando!-

As palavras do homem fizeram Louis sentir uma raiva que nunca havia sentido antes, ele podia sentir seu sangue esfriando junto com seu coração e quando se deu conta seu punho já entrava em contado com o maxilar de um dos homens. Quando o cara caiu Louis se pôs em cima dele distribuindo mais e mais socos sobre o rosto do homem até ser retirado de cima dele por pessoas desconhecidas.

- Eu que tenho nojo de você, que provavelmente tem a vida baseada em trair a pobre mulher com alguma prostituta, reclamar dos políticos e ainda por cima ofender as pessoas pela roupa, sexualidade e cor e depois ir a igreja pedir perdão. – Louis cuspia as palavras. – Sabe a cruz que tens no peito? Você não da honra a ela. Lembre-se de tira-la antes de queimar no inferno.

- L-Loui-is – Louis ouviu a voz instável de Harry ainda sentado no chão e aquilo o fez cair na real. Saiu dos braços das pessoas que o seguravam e ignorou o homem cheio de sangue que tentava se levar, foi até Harry o ajudando a levantar. – Podemos ir ao banheiro? – Louis concordou e entrou em um restaurante seguindo para o banheiro.

Chegando lá Harry correu para uma das cabines e a trancou, abaixando a tampa da privada e se sentando ali esperando que sua respiração voltasse ao normal.

- Harry, você está bem? – Depois de lavar suas mãos machucadas foi até a porta da cabine e se encostou nela.

- Por que todos estavam olhando pra mim Louis? O que há de errado comigo? Eu estou feio? Gordo? Meu cabelo não está bom? É pelo fato de eu ser gay? - Harry destrancou a porta, continuando sentado, e viu Louis entrar e se sentar no chão em sua frente.

- Harry Styles, não há nada de errado em você, você é lindo, não é nem um pouquinho gordo e eu tenho uma queda por seus cabelos que são lindos, se quer saber. - Louis tirou as mãos de Harry de seu rosto e fez seus olhares se conectarem. - Você é diferente e isso não é ruim, ser gay não é algo ruim, tenho certeza que muitas pessoas por aí queriam sair pelas ruas vestidas de ursinhos rosas como você.

- Então o que há de errado comigo? - Harry choramingava e Louis queria cuidar daquele ser paras sempre o protegendo do terrível mundo.

- A unica coisa errada aqui é a vida daquele, não dê ouvidos a pessoas como ele, eles não tem coração e não conhecem a felicidade, são como monstros. - Louis confortou o menor fazendo carinho em sua perna. - Apenas esqueça.

Harry concordou e colocou seus braços em volta do pescoço de Louis o trazendo para um abraço e Louis logo o aconchegou meio desengonçado por estar mais abaixo de Harry.

Quando seus corpos se afastaram Louis se levantou e quando ia abrir a porta da cabine foi interrompido pela voz de Harry. - Louis! Espera.

- O que? - Louis se virou e logo sentiu os lábios carnudos de Harry tocarem os seus de forma tímida, mas ainda sim com desejo.

Suas costas bateram contra a porta fazendo um barulho e ambos riram mas voltaram a se beijar com um pouco mais de desejo. As mãos de Louis foram devagar até a cintura de Harry onde adentraram suas roupas fazendo-o sentir a pele gélida do garoto. Já as mãos de Harry estavam nos cabelos de Louis fazendo seus dedos se perderem entre os fios lisos e castanhos do mais velho.

Louis queria que aquilo durasse para sempre, que a sensação de Harry em seus braços fosse eterna e o gosto de seus lábios rosados se congelassem ali mas, a voz conhecida de Liam se fez presente fazendo os dois congelarem e arregalarem seus olhos.

- Louis? Harry?

- Hey, Liam, estamos na segunda cabine eu estou tendo u-uma conversa com Harry. - Louis falou mantendo sua voz firme.

- Oh, okay vocês estão bem? Eu posso esperar. - Nenhum barulho foi ouvido depois das palavras de Liam e Louis revirou os olhos porque aquilo insinuava que o amigo ainda estava ali.

- Liam? - Um "uhn" de resposta chegou a Louis e Harry tentou segurar a risada. - É uma conversa de médico pra paciente, sabe? É particular e eu provavelmente vou ter que passar ela pro Dr. Ben então...

- Oh, me desculpe! E-eu espero vocês lá fora! - Liam saiu do banheiro depressa e Louis soltou o ar.

Harry havia se afastado um pouco durante o acontecimento, mas se aproximou novamente e Louis observou suas bochechas brancas ganharem tom rosado. Aquilo foi como um soco na cara de Tomlinson, ele não deveria sentir atração por Harry, o garoto era mais novo, tinha um transtorno, não que isso importasse, mas era seu paciente.

Louis poderia ser demitido ou pior, poderia ser até preso. Aquele pensamento rodeou sua cabeça, mas quando os lábios de Harry tocarem sua bochecha em um beijinho minucioso e tímido ele se focou somente no garoto.

- Sinto muito por suas mãos, Louis. - Harry o olhou triste e se afastou de Louis que ainda estava encostado na porta impedindo a passagem.

Quando ele percebeu logo se desencostou da porta dando passagem a Harry e quando o mesmo saiu ele esfregou suas mãos em seu rosto e arrumou seus cabelos.

Eles decidiram ir embora depois daquilo já que estava ficando tarde, mas antes Liam os obrigou a passar no Drive-Tour do McDonald's comprando lanches e sobremesas para todos. O caminho de volta para a clínica foi quieto e estranhamente confortável já que eles se entupiam de hambúrgueres e sorvete.

Já na clínica Louis decidiu que dormiria em seu quarto, sua cabeça estava cheia e ele precisava de um tempo, um tempo de tudo. 

-- 

Eu demorei? demorei. 

perdoa.

(INFO)

Algumas das minhas ffs vão entrar em Hiatus novamente E NÃO não será Bordeline porque eu quero acabar essa gracinha sem demoras. 

Álias pra que gosta dos capopeiro quero dizer que vou lançar um fanfic do BTS bem surubangtan com a participação do GOT7, Jay Park e outros. Eu já tenho ela quase terminada mas só vou postar depois que Bordeline acabar pq se não, não dou conta hduihasui

Era só isso, espero que tenham gostado do cap. 

ATL

F.

Borderline - Larry StylinsonOnde histórias criam vida. Descubra agora