Huit

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Eu me encontrava do lado de fora da sala do Dr. Drew, e eu estava começando a ficar impaciente já que Harry estava lá a provavelmente 40 minutos.

Ele tinha me prometido que iria falar com um médico sobre as "vozes" e estava cumprindo essa promessa o que me deixava menos preocupado, mas mesmo assim eu estava impaciente e talvez preocupado, depois de três copos de café tomados por mim Harry saiu e disse que iria para o quarto tomar um banho e depois terminar suas tarefas diárias e eu concordei com um sorriso.

- Oi Louis, você estava um pouco sumido desse andar. – Dr. Drew falou e me esticou a mão para que eu apertasse eu o fiz. – É bom te ver.

- É bom te ver também Dr, eu estou sendo enfermeiro particular do Sr. Styles e ele não vem muito nessa ala. – Entrei em sua sala e me sentei em frente ao senhor que tinha uma barba rala branca e uma expressão gentil.

- Bom, ele virá um pouco mais para cá. De começo quero vê-lo uma vez na semana e depois irei fazer de mês em mês. – Concordei. – Harry disse que você pediu para que ele viesse e isso foi ótimo de sua parte porque ele precisa de certa ajuda.

- Eu tenho que me preocupar? – Perguntei meio ansioso. – Não quero que aconteça de novo o que eu vi acontecer quando as "vozes" começam...

- Olha Louis, Harry realmente não tem esquizofrenia, isso é nítido, mas como eu posso lhe explicar. Nosso cérebro está sempre preparado para usar nossa fraqueza, Harry se isola muito do mundo então ele criou o seu próprio, a defesa dele pode ser qualquer uma e ele irá usar isso quando algo tentar se aproximar – Concordei novamente, talvez a defesa de Harry seja ser grosso com todos. – Ele tem TPB, não é? – Fiz que sim com a cabeça. – Isso quer dizer que sua mudança de humor é extremamente repentina e isso pode afetar tudo, até seu sistema imunológico, o que faz com que ele fique doente muito fácil. Mas esse não é o ponto.

- Qual é então doutor? - Eu me sentia uma mãe levando meu primeiro filho ao médico.

- Você precisa fazer com que Harry saia desse mundinho, ele precisa formar algo como uma armadura, seus sentimentos são extremamente frágeis, peça permissão para Srt, Adália e o leve para passeios fora da clínica, ele precisa de um hobbie ou algo do tipo, ele não pode estar com a mente vazia porque isso faz com que as vozes venham, suicídio é a primeira coisa que é pensada por ele! Ele não quer morrer, ele quer matar o que está destruindo ele.

- Oh Deus, acho que entendi. – Dr. Drew riu.

- Cuide dele Louis, meu único pedido médico é que não o dê calmantes quando ele não precisar, só em caso extremo.

- Okay, sem calmantes, obrigado Dr, eu estava muito preocupado com isso, nunca cuidei de alguém como Harry.

- É preciso ter paciência Louis, isso é a base. – Sorri concordando e apertei sua mão, depois de nos despedirmos eu saí de sua sala e peguei meu celular que apitava mostrando que tinha uma mensagem.

"Olá querido, vamos jantar hoje? No lugar de sempre?

Sinto saudades bebê.

Xx"

"Claro mãe, as oito eu estarei lá.

Também sinto saudades!

<3 Xx"

- HARRY! – Gritei brincando e o vi dar um pulo na cama com o susto. – Oi.

- Oh mer... – Ele colocou uma mão no coração. – Que susto.

Eu caí na risada e pude ver ele não conter o sorriso.

- Louis, eu posso te pedir algo. – Me sentei na cama e assenti. – Um piano.

- Um piano? –Perguntei em tom de questionamento. – Quer que eu te dê um piano.

Ele fez que sim com a cabeça, porque ele acha que coisas assim são tão normais?

- Verei o que posso fazer. – Fui até a janela enorme e olhei a neve caindo. – Sabe, podemos ir tomar chocolate quente!

- Sim, seria ótimo se você trouxesse. – Ele falou dando de ombros.

- Sou enfermeiro, não empregado. Vamos até o refeitório!

- Não. – Ele disse sério.

- Harry Edward Styles, você não tem escolha, levante e vamos. – Eu disse sério, quem ele acha que é.

- Que merda Louis.

- Palavrões também não são permitidos, como eu já disse centena de vezes. – Agora eu e ele revirava os olhos. Que saco estou pegando essa mania dele.

Ele levantou da cama e saímos do quarto, andamos em silencio eu apenas direcionava o caminho.

- Olá Louis! - Rose, que era uma das cozinheiras, falou animada.

- Hey Rose, você pode nos dar dois chocolates quentes? – Falei e Harry estava calado e permanecia de cabeça baixa.

- Claro! – Ela sorriu. – Algum gato comeu sua língua? – A pergunta agora era pra Harry que não respondeu apenas deu um sorriso sínico.

- Liga não. – Falei – Birra.

Rose riu e foi fazer os pedidos.

- Eu não faço birra. – Falou emburrado.

- Está fazendo agorinha!

- Não estou. – Cruzou os braços. – Só não me dou bem com pessoa.

- Oh, então vai começar! – Olhei para ele. – Elogie Rose.

- OQUE? Não.

- Parece que vou tomar dois chocolates hoje. – Ele apenas fechou a cara.

- Aqui está! – Rose entregou uma xícara a cada um.

- A não, os dois são meus. – Eu estava prestes a puxar a xícara de Harry mas ele me impediu.

- Eu gostei do seu colar. – Harry apontou para o pingente do colar de Rose e parecia uma adaga com um rosa do meio.

- Oh, obrigada! – Ela disse e sorriu feliz. – Alguém deixou em cima do balcão onde eu trabalhava antigamente, nunca voltou para buscar, eu não queria jogar fora! Você pode ficar.

Ela tirou o colar de si e colocou no pescoço de Harry que se assustou com a aproximação.

- Obrigada, é adorável. – Harry sorriu e pegou o pingente entre os dedos o analisando. – E lindo.

- Temos que ir agora! – Olhei pelas janelas no refeitório e o sol já estava se pondo então os pacientes deveriam ir para os quartos. – Obrigada Rose, depois eu trago as xícaras, vamos Harry.

- Sem problemas! – Sorrimos e saímos do lugar.

Seguimos para o quarto em silencio, mas agora era um silencio confortável e bom de certo modo.

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O próximo capitulo será dedicado a nossa rainha e eterna mãe Jay. Eu não tenho nada a declarar sobre isso, não acredito.

Borderline - Larry StylinsonOnde histórias criam vida. Descubra agora