Eu quero começar isso com uma pergunta. Que remédio tomamos quando a dor é na alma?
Na qual Harry tem Transtorno de Personalidade Bordeline e Louis trabalha em uma clínica de reabilitação.
- Louis, vou te dizer, ele não esta em um dia bom. - Liam disse quando eu pus a mão sobre a maçaneta.
- E qual foi o ultimo dia bom para ele, Liam? - O homem suspirou de forma tristonha.
- Ele pode ser um porre, mas eu gostaria de achar um jeito de deixa-lo um pouco melhor. - Assenti e abri a porta fazendo com que Liam se afastasse.
- Eu não vou demorar.
Adentrei o quarto e logo vi a silhueta alta e forte perto da janela borrada pelos pingo de chuva lá fora. Olhei ao redor e era nítido que o quarto não chegava perto do de Harry, era pequeno e frio, havia uma cama de solteiro ao lado da porta e do outro uma mesinha branca ocupando espaço, alguns cobertores e travesseiros estavam jogados ao chão perto da janela onde o garoto estava, o pequeno cantinho parecia aconchegante e tinha como vista a janela ampla.
- Clifford? - Era como ter falado com o nada, sem resposta ou qualquer movimento, de qualquer modo, continuei. - Acho que precisamos conversar, não é?
- Sobre o que quer que seja, eu não me importo. Façam o que quiserem.
- Bom, acho que se eu fizer o que eu quero, você não vai gostar. - Arqueei as sobrancelhas.
- E desde quando eu tenho o direito de gostar de algo nesse lugar? - O garoto se virou e eu pude ver seu rosto juvenil. Se eu dissesse que meu coração estava com batimentos normais eu estaria mentindo, o garoto estranhamente me trazia medo e dó.
- Então Michael, pode me falar sobre o que aconteceu ontem? Junto com o Sr. Styles? - Troquei de assunto não dando ênfase ao pequeno show do garoto.
- "Sr. Styles" - Michael fez uma voz fina e eu revirei os olhos, maldita mania. - Eu vou te contar Louis, eu estava andando pelo corredor tentando me distrair daquele concerto horrível, então vi Harry correndo e ele parecia estar passando mal, fui até ele então ele começou a me bater, meu sangue começou a esquentar e se eu fosse a pessoa mais normal do mundo eu não estaria aqui, então falei aquilo. Eu deveria sentir culpa?
- Michael, creio que você não saiba o impacto que palavras fazem, um pequeno "sim" pode começar uma guerra mundial onde pessoas inocentes nas quais não tem noção do que está acontecendo morrerão talvez antes do dia começar, essa não é uma coisa que pessoas pensam em seu dia a dia, mas eu me forço a lembrar por motivos particulares. - Dei uma pausa. - Então se um pequeno "sim" pode fazer isso, imagina um pedido de morte à outro.
O garoto não respondeu, apenas se virou novamente para janela embaçada então percebi que eu já tinha feito o que deveria.
- Te vejo por aí, Michael. - Sorri forçado para mim mesmo. - Tenha um bom dia!
Quando sai do quarto meu estômago embrulhou, mas não pelo café da manhã e sim por lembrar que teria que falar com Harry agora. Não que eu não quisesse ve-lo, eu realmente queria, mas não sei se deveria. Eu não sabia o que encontraria, se seria um Harry bravo com raiva nos olhos ou se seria um Harry manhoso com saudade, eu tristemente apostava na primeira opção.
Continuei caminhando, decidi ir de escadas e não pegar o elevador, distribui "bom dia" a todos os funcionários e pacientes e não neguei falar com aqueles que puxavam conversa.
O quarto 201 parecia me esperar, quando cheguei na porta conhecida meus dedos tremiam antes de chegarem até a maçaneta, parecia a primeira vez que eu entrará lá, quando o vi inconsciente e cuidei de seus machucados, quando o cobri e inevitavelmente desejei boa noite ao garoto dormindo.
Ao abrir a porta não encontrei aquilo que esperava, encontrei um Harry sem expressão, parecia vazio. Ele estava sentado na cadeira perto da mesa, em seus dedos estava enrolado o cordão de adaga que perfurava uma rosa, ele batia o pingente sem muito ânimo na mesa, parecia cansado e sem vida.
- Harry? - Seus olhos verdes não me alçaram como eu gostaria, na verdade, como Michael, ele não se mexeu e nem parecia ao menos respirar. - Harry, e-eu preciso que você me fale sobre ontem, infelizmente.
- Você já falou com Michael? - Soltei um "uhum" enquanto fechava a porta e me encostava na mesma. - Qual foi sua resposta?
- Ele disse que foi você quem o agrediu primeiro, que o sangue subia pela cabeça e ele apenas se defendeu... Harry eu não sei se devo acreditar, se você me disser o contrário poderemos tomar atitudes, você sairá ileso, por favor me diga que é mentira! - Soltei de uma vez, não queria acreditar que Harry poderia ser agressivo, era quase impossível, poderiam manda-lo para um hospital psiquiátrico.
- O que você acha, enfermeiro? - Harry olhou para mim por alguns instantes inacabáveis e eu me sentia perdido. - É verdade, foi eu quem bati nele, vou assumir as consequências.
- Harry... por que?
- Porque meu corpo respira, meu coração bate Louis... mas eu não estou vivo, não me sinto vivo. - Eu via suas bochechas e olhos tomarem com avermelhadas, algumas lágrimas aparecia e ele mordia doidamente seu lábio inferior. - Quando você bate em alguém a adrenalina te domina, você sente suas veias pulsando e seu coração batendo cada vez mais rápido...
- Harry, o que devo fazer?
- Me faça sentir vivo... me faça sentir alguma coisa... - Harry levantou da cadeira e no mesmo momento meus coração acelerou.
Larguei a prancheta que estava em minha mão e fui até Harry, sem permissão coloquei minhas mãos sobre seu pescoço e puxei para perto fazendo nossos lábios se tocarem, era necessitado e carente. As mãos do garoto pousaram sobre meu peito e logo nossas línguas entraram em contato, não era somente tato, era sentimental e eu odiava aquilo.
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que sdd de vocês viadas (os) anônimos, perdoem meu desaparecimento e não desistam de mim, escrevi esse cap correndinho pq sim, perdoem qualquer erro ou bobagem.
Falem comigo, sou uma pessoa alone.
LOUIS VAI LANÇAR UMA RESPOSTA A SWEET CREATURE, EU SOU A PESSOA MAIS FELIZ DO MUNDO!
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(queria expor essa foto pq é mais linda que qualquer um nesse site, amém pais)
(Qualquer esclarecimento sobre meu sumiço é total perda de tempo)