VI

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                        MEREDITE

— Quarenta e seis, quarenta e sete, quarenta e oito … — eu estava contando tudo de novo. Eu havia tentado enrola pulando do trinta para o cinquenta, só que eu não esperava que o mais velho dos garotos fosse inteligente e percebesse que eu havia pulado . — Quarenta e nove, Cinquenta! Lá vou eu.

Viro e olho pela sala procurando, vou em direção ao sofá, olho atrás, nada. Vejo nas cortinas, debaixo da mesa, atrás da porta, nada. Crianças espertas. Estou indo para outro cômodo da casa quando o telefone começar a tocar.

— Alô? — atendo. No entanto fico olhando para os lados para ver se os garotos irão aparecer.

— Alô? Meredite?

— Eu mesma, quem falar?

— Irmã Lucinda.

— Irmã Lucinda? — mas que irmã… espera! — A freira do convento?

— Sim.

— Nossa, eu nunca que esperaria que a senhora … — fosse lembra de mim ou até mesmo me ligar. A mulher era um pé no saco, e durante minha estadia no convento ela me olhava torto e deixava bem claro que não gostava de mim. — Algum problema?

— Liguei para dizer que … — já não gostei disso, o modo como êxito antes de falar, isso significava que coisa boa não vinha por ai. — Irmã Berlinda faleceu.

— O quê? — grito. Não sussurrei ou falei mais ou menos alto, eu realmente gritei. Pensei que tivesse acontecido algo com Eva e eu não estava sabendo e já estava me preparando para o pior, mas não isso. Era como trocar uma desgraça por outra. Madre Superiora morreu? A mulher apesar de velha era conservada. — Como?

— Uns homens vieram ao convento e pediram para falar com a Madre, as Irmãs escutaram o tiro logo depois.

Prendo a respiração.

— Mataram a Madre?! — pergunto perplexa, que tipo de monstro mataria uma freira. — Porque?

— A polícia ainda não sabe. — Irmã Lucinda respirar fundo e soltar o ar cansada. — Escute Meredite, você tem tido noticias de Eva?

— Ahm, não. Porque?

— Antes de… fazerem o que fizeram a Madre, Eva estava aqui na companhia daquele aprendiz do padre, que agora é seu marido, Al, Alec… alguma coisa.

— Alex. — respondo no automático, ainda não havia caído a ficha.

— Isso! Poderia saber se eles estão bem? Algumas irmãs viram os dois correndo e estamos preocupadas que algo tenha acontecido.

— Qualquer notícia, eu avisarei. — Ai Merda! Mil vezes merda!

— Meredite?

— Sim?

— Quando falar com Eva, diga para ela vim ao convento, a Irmã deixou algo para ela.

— Ok.

— Tenho um bom dia.

— Pra você também. — antes de encerramos, digo: — Sinto muito.

— Eu também.

Ela desligar, e eu continuo com o telefone na orelha, e só saio do transe quando as duas crianças param ao meu lado.

— Era minha mãe e meu pai?

Pisco algumas vezes olhando para os dois, tão novos e já tendo que passar por isso, e se algo acontecer com os pais deles? Quem cuidaria das crianças? Não gostando do rumo de meus pensamentos, abro um sorriso.

De volta ao Convento Onde histórias criam vida. Descubra agora