EVA
Ou quase.
Meu desmaio durou apenas alguns segundos. Quando retornei a consciência já estava sendo carregada nos braços de alguém, não faço nenhum gesto mostrando que estava acordada, permaneço quieta. Uma súbita dor vem em meu coração. Alex, ai meu Deus, Alex! Ele precisava se soltar, ele tinha que se soltar, ele … não podia está morto. Não de verdade.
Mas é impossível sobreviver quando se está amarrado a uma âncora.
— Abra a porta. — a pessoa que estava me carregando diz enquanto para.
Era Luke, Luke que estava me carregando! Reprimo a vontade de me desvencilha de seu braços. Eu não faria isso, não até conseguir o que Alex me pediu para fazer. E eu faria isso, por ele.
A porta do quarto é aberta e entramos. Luke havia me segurado de mal jeito, e eu estava grata por isso pois meu braço esquerdo estava para atrás de seu corpo, e se eu me mexesse mais um pouco eu conseguiria pegar a arma atrás de sua calça.
— Pode nos deixar. — a porta é fechada e estou sendo levada para cama, tenho que ser rápida.
O que veio acontecer em seguida aconteceu com tamanha rapidez.
Em um momento eu estava nos braços de Luke e no outro sendo jogada no chão e felizmente com a arma em minhas mãos. Levanto de uma vez e aponto para Luke, que estava me encarando com surpresa e divertimento.
— Ora, ora. — ele ajeita sua camisa tranquilo, ignorando o fato que estou segurando uma arma em sua direção. — Devo confessar minha querida rosa, você me surpreendeu.
— Eu não sou sua querida! — digo entre dentes, minhas mãos estavam tremendo.
— A parte de hoje sim. — ele se aproxima e eu me afasto topando em uma cadeira. Estávamos novamente em seu quarto.
— Alex morto ou não, eu nunca ficaria com você!
— Deixe eu te conta uma história, Eva. — ele para.
— Não tô afim de escutar história nenhuma. — aproveite que ele está despreocupado, atire nele, atire! Mas eu não consigo, minhas mãos estão suadas e querendo desesperadamente soltar essa arma.
— Era uma vez um garoto, esse garoto foi criado as sombras de seu primo, e esse primo o tomo tudo, até a garota que ele gostava. — franzo a testa — Mirela, querida Eva, eu conheci ela primeiro, é claro que eu não tentei nada pois ela era mais velha que eu, mas o amo não tem idade. Continuando, Mirela conheceu Alex e logo se envolveram, e mais uma vez o primo criado nas sombras perdeu para o primo prodígio.
— Então é isso, sua grande história? Eu sinto muito se você viveu a sombra de Alex, mas você matou o meu marido, o homem que eu amor, por ciúmes?! Você é mais doente do que eu imaginava. Saiba perder!
— Mas o jogo virou querida rosa. — ele volta a andar, e como estou perto da cama, subo nela. — E agora eu vou ter a coisa mais importante que meu primo amava.
— Você nunca vai encontrar meus filhos. Nunca!
— Não estou falando das crianças, estou falando de você. — eu estava em pé na cama e me mexendo todo tempo por causa das molas ali, no entanto suas palavras me faz parar. — Você vai ser minha Eva, minha preciosa rosa vermelha.
— Eu prefiro morrer do que ficar com você, eu prefiro a morte do que ficar perto de um monstro. Um psicopata fodida da cabeça que mata as pessoas sem motivos, eu teria que ser muita estúpida pra ficar com alguém como você.
O divertimento que estava estampada em seu rosto a pouco segundos atrás foi substituído pela raiva.
— Se você preferir a morte, que assim seja.
Pulo da cama e seguro a arma firme em minhas mãos.
— Só acho uma pena você ter o mesmo destino de Mirela.
— Eu não sou Mirela, eu sou a mulher do homem que você matou, e eu não vou errar.
— Eu fui criado por Santiago, você acha mesmo que pode me mata? — ele rir.
— Mas eu não vou mata você.
— Que pena, pensei que fosse se vingar pela morte de seu maridinho.
— Eu não sou você.
— Não, não é. — ele estende a mão para mim — Muito bem querida, me der a arma.
— Não!
— Qual é, Alex já está morto no fundo do lago, e você agora é uma mulher viúva e com filhos órfãs de pai, e eu? Eu tenho tudo, então eu acho melhor você me dar essa arma antes que algo muito de ruim possa acontecer com você.
Quando aperto o gatilho minhas mãos já não estão mais tremendo. Luke me encarava com os olhos arregalados, surpreso por eu ter apertado aquela merda, mas logo sua expressão de surpreso é substituído pela dor. Ele cambaleia com a mão no ombro, exatamente onde eu havia atirado.
— Filha da puta!
Não perco tempo vendo ele agonizar de dor, corro para porta e a tranco. Logo alguém virar para descobrir de quem havia sido o tiro, e será o meu fim. Espero que Meredite cuide de meus filhos. Filhos.
— Desculpe. — seguro a arma com uma das mãos e com a outra coloco sobre meu ventre. Lamentando por não poder trazer essa vida ao mundo.
A maçaneta da porta começar a vibrar.
— Chefe? — o homem grita do outro lado — Temos problemas …
Um tiro vem do corredor, e isso me pegar de surpresa me fazendo da um grito, a maçaneta logo começar a vibra novamente. Depois de várias tentativas a pessoa do outro lado desisti, pelo menos foi o que pensei antes da porta ser arrombada. Solto outro grito e seguro a arma com as duas mãos, mas quando vejo quem havia arrebentado a porta, largo a arma e corro para a abraçar a pessoa que eu jurei que nunca mais veria.
— Jonas!
— Graças a Deus você está bem. — ele me abraçar apertado, pelo menos o tanto que seu colete a prova de balas permitia. — Desculpe a demora Eva, nós … Você fez isso?
Olho para onde ele estava olhando, Luke ainda estava no chão segurando o ombro, e se eu não estivesse tremendo tanto eu me gabaria. Alex teria ficado orgulhoso de mim.
— Alex! Jonas o Alex, eles jogaram ele no lago, vocês tem que buscá-lo, vocês …
Lágrimas, as malditas lágrimas voltaram.
— Tenho que tirar você daqui. — Jonas tirar o casaco da polícia que estava usando e colocar sobre meu ombro, isso não ajudou de nada pois eu continuava tremendo.
Ele me tirou do quarto passando os braços sobre o meu ombro, e enquanto andávamos pude ver os policiais tomando conta do local, os bandidos sendo preso e várias viaturas pelo local.
— Poderia levar ela ao hospital? — Jonas falar com alguém.
— Claro. — o homem, polícia provavelmente, responde — E o chefe da quadrilha?
— Foi baleado mas está vivo. — Jonas vira para mim. — Eles vão te levar ao hospital e chegando lá eles vão pede um depoimento, Thalia irá te encontrar lá, e se você quiser, poderá ligar para seus pais.
— Alex. — é a única coisa que digo. — Onde está Alex.
— Eva …
— Onde está Alex.
— Eva, entre no carro e vá para hospital, prometo que vamos encontrar Alex.
Vivo ou morto, quis perguntar. Jonas pedi para eu entrar na viatura e não diz nada, fecha a porta e tentar sorrir me encorajando, apenas forço um sorriso e fecho os olhos. O pesadelo havia acabado, no entanto outro tinha começado.
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De volta ao Convento
RomanceQuatro anos se passaram desde que Eva saiu do Convento para não mais voltar. No entanto, esse fato muda subitamente quando sua casa é invadida. Com sua família em perigo, Alex tenta tomar uma decisão: deixar sua mulher e filhos para trás, seguros, p...
