Alguns dias haviam se passado. E não importava quantos remédios ele tomava, quanto ele ignorava, a sua “alucinação” persistia.
-Mas é ela? – perguntou a psicóloga pela quarta vez naquela semana.
-Eu não sei. – Jimin responde derrotado.
-Essa é apenas uma personificação da sua culpa – disse ela. – Você tem tomado seus remédios?
-Sim – ele disse irritado – E não tem ajudado em nada.
-As pílulas só vão funcionar se você quiser que elas funcionem.
Ele bufou.
-Você deveria sair mais Jimin – disse a psicóloga – Arrumar uma namorada talvez.
...
Ele volta para casa e encontra S/n sentada no sofá, pensativa, olhando para o vazio. Jimin senta ao lado dela, ainda decidido a ignora-la, ele pega o controle e liga a TV.
-Acho que estou começando a lembrar de algumas coisas. – Você diz e ele te ignora – Jimin?
-Como voc... – ele se interrompe e volta a atenção para a TV.
-Voce disse uma vez “Acorda Jimin, acorda” eu presumi que seu nome fosse esse – Você diz meio sem graça
Ele ainda te ignora.
-Olha para mim já chega! – Você surta se levantando e parando na frente dele – Eu não sou uma maldita alucinação. Querendo ou não, eu estou aqui e ao que parece não vou embora tão cedo. Eu não lembro de nada além do meu nome e eu estou assustada e possivelmente morta e essa sua atitude não esta ajudando em nada.
A sala fica em silêncio. A TV foi desligada. Jimin se levanta e olha fundo em seus olhos.
-Mesmo eu ainda não acreditando que você esteja aqui, talvez - ele faz uma pausa – Talvez se eu descobrir quem você é, de onde essa alucinação esta vindo, talvez você vá embora.
Você rolou olhos.
-Eu estou aqui seu idiota. Eu não sou uma alucinação – você o cutucava e no final da frase ele caiu no sofá.
Ele olhou assustado para você.
Sem dizer nada você senta ao lado dele. Ele continua a te olhar por alguns segundos, antes de ainda assustado ligar a TV.
...
Um mês havia se passado e nada havia sido encontro que levasse a pelo menos uma pista sobre quem você era. Acontece que havia muitas S/n’s no mundo e ainda um número assustador de S/n’s mortas ou desaparecidas.
Jimin já havia desistido de achar quem você era, e estava começando a não te achar mais uma alucinação. Claro que ainda o assustava o fato de você sumir e reaparecer em lugares diferentes, mas ele estava começando acreditar que você de fato estava lá.
-Campainha esta tocando – você cantarola um dia.
-Eu ouvi – ele diz correndo até a porta.
-Oh desculpa ter insistido tanto – Marilu disse se encolhendo envergonhada.
-O que? -Jimin pergunta confuso – O grito não f... esquece. Você precisa de alguma coisa?
-E-eu – ela gagueja um pouco – Desculpa é que eu nunca fiz isso antes.
-Fez oque? – Jimin pergunta confuso.
-Ela vai te chamar para sair – você diz parando ao lado de Jimin.
-O que? – exclamou Jimin
-O que? – disse Marilu confusa.
-Nada – ele diz balançando a cabeça – Continua por favor.
-Você quer vir em casa essa noite? – ela pergunta tímida olhando para os próprios pés.
-Eu disse – Você fala rindo.
-O que você diz? – perguntou ela olhando para Jimin antes de abaixar o olhar.
-Claro, claro que eu aceito – Jimin disse sem pensar muito.
-Ótimo! – ela disse sorrindo – Te espero as oito.
-Você sabe que ela vai cozinhar não sabe? – você disse quando ele fechou a porta.
-Cala a boca.
-Você não devia ter mentindo dizendo que havia gostado da comida.
-Cala a boca ta bom – Jimin disse olhando para você – Ela é bonita, tem um belo corpo e isso é oque importa.
-Então é assim que vocês homens agem? – você diz sorrindo irônica.
-Que se dane. – ele diz indo pro quarto – Eu tenho um encontro para ir.
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Além da vida (Jimin Long Story)
EspiritualEle é um médico renomado e ela esta morta e enterrada, oque pode dar errado? FINALIZADA