Pov. Beatrice Prior
-Oh meu amor! Você não imagina o quanto esperei para ver esse rostinho lindo. –digo para o meu príncipe em meu colo, que boceja e volta a se aconchegar no meu peito.
-Como vocês estão? –pergunta Al entrando no quarto e se sentando ao meu lado na cama, coloca a mão na cabeça de Thomas fazendo carinho, que é recebido de bom grado do meu pequeno, que já se mostra muito manhoso.
-Bem, obrigado por tudo Al, eu nem sei como agradecer. –digo sorrindo mais que agradecida.
-Não precisa agradecer Tris, eu fico mais que feliz em poder saber que vocês agora estão bem e seguros, mas eu vou querer saber o porquê de ter me escondido tudo. –diz ele sério se sentando de frente para mim. Suspiro e me preparo para contar novamente minha historia para ele, que merece muito saber depois que do que fez por mim e pelo meu filho.
Tinha acabado de sair da sorveteria, que tinha perto do meu prédio, terminando de comer minha terceira casquinha tamanho família de chocolate com creme, quando eu estava a poucos metros da portaria um cara me abordou, com toda violência possível, me empurrou com força contra a parede e o meu corpo bateu de lado. O pânico logo dominou o meu corpo, quando comecei a sentir uma dor crescer na minha barriga do lado em que ela pegou na parede, coloquei minhas mãos sobre ela, mas o bandido me empresou contra a parede, com a minha barriga virada para o concreto, e me apertou com força fazendo minha dor aumentar.
-Larga ela, agora. - escuto uma voz que faz mais de anos que não escuto.
-Al...-murmuro perdendo um pouco dos sentidos.
-Ou o que cara? –pergunta o homem virando a cara para olhar para Al, mas aperta a minha mandíbula me impedindo de mover a cabeça para qualquer lugar.
Al não diz nada, mas logo depois sinto o corpo do bandido sendo afastado de mim brutalmente, e logo a dor na minha barriga diminui um pouco, mas ainda sinto, coloco os braços ao redor dela e olho para Al que está em cima do cara, que está vestido todo de preto, ele bate tanto nele, que logo grito para ele parar se não vai matá-lo.-Você está bem? –pergunta ele se aproximando de mim, confirmo com a cabeça e ele me abraça tirando o celular do bolso interno do terno preto, que usa e fala algo, mas eu não entendo muita coisa, pois a dor na minha barriga volta com força.
-Al...m...meu...ai...-ofego sentindo várias pontadas de dores, vindo com muita força e logo sinto um líquido escorrendo entre minhas pernas.
-Meu Deus Tris! Vem eu vou te levar para o hospital. –diz ele assim que olha para as minhas pernas.
Fico aliviada assim que ele me pega no colo, pois eu desabaria no chão se ficasse em pé mais um segundo se quer. A força ia escorrendo do meu corpo, conforme o tempo foi passando e apesar das palavras de Al que estava desesperado e falando para mim aguentar firme, que já estávamos chegando no hospital, eu não aguentava mais, eu só me lembro de pedir para ele cuidar do meu filho e que não deixasse nada acontecer com ele.
-E foi isso, por mais que eu tenha sofrido e sofro até hoje com a morte da minha família, esse pequenino mesmo antes de existir já era a minha ancora, para não perder o juízo e fazer alguma besteira. Foi pensando nele que eu me mantive forte estando quebrada, espero que me perdoe por ter me afastado de você e da Chris, que sempre foram os melhores amigos que eu poderia querer! –digo para ele, que olha para Thomas que está alheio a tudo ao seu redor, todo aconchegado no meu peito sentido o meu calor. Al passa a mão em sua cabecinha e suspira, para depois olhar para mim, que estava apreensiva com medo de ele ficar com raiva e nunca mais olhar na minha cara.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Tracings Destinations
RomanceBeatrice... Perder tudo o que você ama não é fácil, imagina perder tudo de uma vez só ? Parece que quando começa um problema vem uma avalanche deles... É... a minha vida se tornou de um mundo perfeito cheio de arco íris, para o inferno em terra c...