A cidade, hoje, amanheceu mais agitada do que de costume, as pessoas não estavam satisfeitas com o governo. Muitos benefícios haviam sido retirados e os protestos atrapalhavam o transito. Quando chegam ao ponto de ônibus, no começo da rua, havia muita fumaça e movimentação de alunos, o mundo não estava acabando, apenas expressando a sua indignação perante a atualidade.
- Oi Jeh! – A abraça.
- Pam! – Sorri, caminhando juntas até a entrada – O que está acontecendo? – Ajeita sua mochila nas costas.
- Manifestação contra a reforma na educação! – Entram pela secretaria às pressas, antes que alguém de fora arranjasse problemas – Desde que foi implantada ano passado, a cidade caiu inúmeras posições!
- Ei mocinhas! Nomes, de qual sala vocês são e número da chamada!
A mulher as aborda pela janela da recepção – Ah tia, desculpa, Jessica Gamma, terceiro ano "B", número dezessete!
- Pamella Mori, terceiro "B", número vinte e nove!
- E essa bagunça no lado de fora, está muito perigoso, algum aluno que não tem nada haver pode acabar se machucando!
- Já chamamos uma viatura, está a caminho!
- Podemos ir agora? – Olha para tudo que acontece do lado de fora.
- Claro! Não se preocupe, eles não podem entrar aqui! – A secretária conforta Pamella.
***
- Filha! Acorde para a vida! Você não vai ficar aí a manhã inteira!
Descobre a cabeça - Porque? Só estudo a tarde! – Se cobre.
- Levante agora! Não me faça subir aí, se chegar a esse ponto é balde de água fria!
- Puta merda! – Murmura – Odeio fazer isso! – Levanta de sua imensa cama e caminha lentamente para fora do quarto, em direção ao banheiro – Oh panaca! Desinfeta logo desse banheiro! Quero usar!
- O problema é exclusivamente seu!
Katharine soca a porta três vezes, a vontade de fazer xixi era quase sobrenatural.
- Pare de bater punheta e deixe-me mijar logo! – Soca a porta mais duas vezes.
- Você tem pau agora? Para falar desse jeito? – Não consegue conter a risada, sua voz estava abafada e com um forte tom de humor.
- Eu vou chamar o papai! – Diz serenamente, cruzando os braços.
A porta, enfim, destravada e a válvula de descarga é acionada.
- Bom dia trouxa! – Passa se esquivando e sorri ironicamente.
- Sai da frente! – Katharine entra no banheiro e bate à porta.
***
O telefone toca, Antônio não quer atender, mas seu cargo o obriga a tal função.
- Alô?
- Aqui é Daniel Balerine, senhor.
- Dono do projeto V.A.A.F.C?
- Isso mesmo, o senhor deve ter sido informado que na segunda-feira retrasada houve um sério vazamento do vírus!
- Sim, oito horas após o ocorrido, na madrugada de terça-feira, fui informado, o vírus acabou por infectar uma funcionária que estava desaparecida!
- De acordo com as primeiras ondas do surto, o lugar onde ela morava condiz exatamente nas primeiras aparições da doença!
- Sim, já fui informado de tal coincidência! O problema agora não é seu vazamento e sim, evitar que se espalhe para o resto do mundo!
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O Projeto
Science FictionLivro I Criado por Daniel Balerine, o vírus provava, a comunidade científica, ser um perigoso avanço na medicina, principalmente em relação ao armamento militar biológico (AMB). "O projeto", inicialmente foi apresentado em seu país de origem, Estado...
