Chapter five

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Acordei apavorada. Percebi que havia sonhado mais uma vez com ele. Os mesmos sonhos que comecei a ter após o acidente em que eu perdi grande parte da memória. Os mesmos sonhos que me perseguem, mostrando-se como única lembrança de um tempo em que eu realmente fui feliz, mas não me lembro. Aquele colar... aquele colar que se faz presente em meu pescoço, em todo sonho... em todo sonho em que estou expelindo felicidade pelos meus poros, mas toda vez que estou próxima a ver a face que me trazia felicidade, acordo. E não consigo mais dormir, de jeito nenhum. Passo o resto da noite acordada, forçando minha mente a se lembrar de algo, forçando ela a trazer qualquer nuance, por menor que seja, nem que seja por um lapso de segundo.

A tela do meu celular iluminou-se, alertando sobre uma nova mensagem. Antes de olhar a mensagem, chequei a hora: 3 da madrugada. Argh! Quem me mandou uma mensagem foi Reece, perguntando se eu concordava em ir a casa dele, depois do cinema, já que os pais dele iriam viajar, os outros já haviam confirmado.

Oi! Vou ver com a minha mãe de manhã e te respondo na escola. Xx: Becky

Claro, sem problemas! Tá tarde, não deveria estar dormindo? Xx: Reece

Eu até estava dormindo, mas tive um sonho e me acordei, não consigo mais dormir )=. Xx: Becky.

Um sonho? Ou um pesadelo? Xx: Reece

Um sonho mesmo, e quem me dera se virasse realidade... e você? Não deveria estar dormindo também? Xx: Becky

Dever eu até deveria, mas fiquei jogando até agora há pouco. Xx: Reece

Meninos...Xx: Becky

Vai ficar acordada até que horas? Xx: Reece

Se eu bem me conheço, não vou mais dormir, isso sempre acontece. Xx: Becky

Então vou ficar te fazendo companhia, dormi a tarde inteira, e mal nos conhecemos direito, gostaria de saber mais sobre ti. Xx: Reece

Nesse caso, eu aceito a companhia. Xx: Becky

Ficamos conversando até as seis e meia, hora que meu despertados tocou, me despedi de Reece, indo me arrumar para a escola. Ao contrário do que pensei, ele é um cara legal.

Fui para a cozinha e encontrei minha mãe sentada à mesa tomando café, e aproveitei para pedir para ela sobre sábado.

- Bom dia, mãe.

- Bom dia, filha. Dormiu bem? – aham, perfeitamente...

- Claro, como sempre. Então, sábado, depois do cinema, o pessoal estava se programando pra ir na casa do Reece. Posso ir?

- Reece é...?

- Um amigo meu, da escola.

- A Emma vai também?

- Vai.

- Você pode ir, mas pede pra ela se você pode dormir na casa dela, pois eu e seu pai combinamos de jantar na casa de amigos e voltaremos tarde.

- Tudo bem. Me leva pra escola?

- Claro, só vou pegar minha bolsa e já vamos.

Sinto alguém me cutucar, e só então percebi que estava dormindo na aula de filosofia.

- Amiga, acorda.

- Já acordei, já acordei.

- Que bom...

Não demorou muito para a gente sair para o recreio e ir encontrar os garotos.

- Nossa, Reece, que olheiras são essas? Não dormiu?- Emma perguntou, assim que viu os meninos.

- Se ele não dormiu? Ele até roncou na aula hoje. – respondeu Blake.

- Nossa, a Becky também! Estava quase babando...- encarei Emma com a cara pasma. Eu? Babando? Na escola? Senhor, eu mereço...

- É, eu não dormi essa noite, tinha esquecido de fazer o trabalho de geografia que era pra hoje.- soltei o ar que, eu nem tinha percebido, estava preso em meus pulmões e agradeci mentalmente por ele não ter mencionado nada sobre o meu sonho...- então, Becky, vai poder ir lá pra casa sábado?

-Ah, claro. Aliás, Emma, minha mãe pediu se eu posso dormir na sua casa, pois ela e meu pai vão jantar na casa de uns amigos...

- Desculpa, Becky, mas eu vou ter que viajar ainda de madrugada. Não vai dar. Vou pra casa da minha vó.

Eu-não-acredito-vai-tomar-no-cu.

- Becky, tem um quarto de hóspedes lá em casa, se você quiser, pode passar a noite lá...- ofereceu Reece. Bom, já que eu não tenho escolha e odeio ficar em casa sozinha, essa é minha única alternativa.

- Pode ser, eu juro que não vou atrapalhar.

- Imagina.

Passamos o resto do recreio falando sobre a tal palestra que teríamos no dia seguinte.

Quando cheguei em casa, minha mãe me perguntou:

- Então, filha, vai poder dormir na casa de Emma?

- Claro, mãe...

Eu não gosto de mentir, ainda mais para minha mãe, mas ela, com certeza, pensaria besteira se eu dissesse que iria dormir na casa de um menino.


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lovesickness¨reece bibbyOnde histórias criam vida. Descubra agora