Reece me mostrou sua casa e, tenho que admitir, é linda. Paredes claras e móveis claros. Clean. Ele me mostrou o quarto de hóspedes, onde eu dormiria, e disse que eu poderia colocar minhas coisas lá.
- Quer assistir um filme?
-Claro – eu disse
- Vou lá escolher um então.
- Sim, eu já vou, só vou trocar de roupa – respondi
- Okay.
Coloquei meu pijama, que não passava de uma dessas calças de pijama e uma blusa justa. Desci e fui para a sala, onde Reece estava, com o filme pronto para começar. Sentei-me ao seu lado e o filme começou. Percebi logo que se tratava de " Os Instrumentos Mortais- Cidade dos Ossos". Eu li todos os livros e, tipo, amo essa coleção. O filme terminou e eu disse:
- Estou sem sono.
- Eu também. Vamos jogar um jogo de perguntas e respostas?
- Meu Deus, eu sempre me ferro nisso, mas vamos.
- Okay, eu começo. hum... é virgem?
- Sou. – disse envergonhada – já amou alguém?
- Sim. Um sonho?
- Fazer um intercâmbio no Canadá. O que você tem vontade de fazer, tipo, agora?
- Isso – e ele me beijou. Eu estava completamente desprevenida, mas depois do "choque" inicial, acabei me rendendo. Ele colocou suas mãos na minha cintura e aproximou meu corpo do seu, ao mesmo tempo em que minhas mãos foram automaticamente para seu cabelo. Era um beijo cheio de... desejo?! Nos separamos por falta de ar e encostamos nossas testas, eu ainda não havia aberto meus olhos.
- Desculpa, eu não devia – Reece disse num sussurro.
- Tudo bem, eu gostei.
Abri meus olhos e percebi que ele estava sorrindo. Nos abraçamos e deitamos no sofá. Adormecemos por lá mesmo.
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Acordei com o celular de Reece tocando. Ele estava falando com alguém do outro lado da sala. Percebo seus músculos enrijecerem, logo depois seus olhos se encherem de água. Ele desligou o celular e enterrou o rosto nas mãos. Mas... o que?
- Reece? Reece? – me levantei e fui correndo me sentar ao seu lado – Reece, tá tudo bem? O que aconteceu?
- A minha vó... ela, ela morreu. – disse chorando ainda mais. Eu nunca sabia como agir quando alguém chorava perto de mim, e nem imaginaria Reece chorando. O abracei e comecei a fazer carinho em suas costas. Ela devia ser mesmo muito especial para ele. Depois de algum tempo, ele disse:
- O velório vai ser amanhã. Você ... você iria...comigo...?
- Eu vou. Vou estar lá por você. Não se preocupa.
-Talvez There For You seja o nosso "pra sempre" – ele disse, sorrindo de canto.
- Não sabia que era romântico, Senhor Bibby. E não viaja.
- Tem muita coisa que você não sabe, Dona Rebecca. – disse rindo um pouco e me olhando com o canto do olho – muita coisa. Obrigado por me ajudar, ela era muito importante pra mim. Você iria adorar conhecer ela.
- Tenho certeza que sim.
Preparamos um café e a expressão de tristeza não saia do rosto dele de modo algum. As 10h, Reece me levou para casa. Ele estacionou o carro na frente do portão do prédio.
- Obrigada.
- Sempre que precisar, milady.
- Idiota – eu disse rindo. Ele fez uma cara de ofendido mas logo depois começou a rir também. – bom, tchau. Eu até te convidaria pra entrar, mas não sei se minha mãe tá em casa.
- Tudo bem, até amanhã. E obrigado – ia dar um beijo em sua bochecha, mas ele virou o rosto, fazendo com que meus lábios fossem para os seus. Não passou de um selinho, dessa vez. Somos amigos, não namorados.
- Idiota. Again. E obrigada também.– disse rindo e saindo do carro, já entrando no prédio. Fiquei imaginando por alguns instantes como seria namorar Reece. Estou ficando louca, acho melhor marcar uma consulta com a psicóloga da minha mãe. Ou me internar. Ou talvez eu esteja tomando Toddynho demais. Será que tem algum efeito colateral?
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Segunda-feira. Acordei atrasada, mas dessa vez consegui tomar café da manhã. Depois da aula, iria com Reece ao velório de sua vó. Todas essas coisas de cemitério e tal... não sou nem um pouco fã, mas sentia como se devesse dar meu apoio ao Reece, nem que seja só para o abraçar.
Cheguei na escola e meu primeiro período seria de ciências, depois matemática. Após encher minha cabeça com lisossomos, mitocôndrias, inequações e todas essas coisas chatas, saí para o recreio. Emma não havia ido para a escola hoje, o que era de se estranhar. Mas quando fui encontrar os meninos, entendi o porquê. George também não estava lá. Ela vai ter que me explicar essa história direitinho, ah se vai.
- Ih, já sei porque Emma não veio hoje – eu disse. Nos olhamos e soltamos um risinho preocupado. Sentei-me ao lado de Reece, que ainda estava visivelmente abalado. Sorri para ele, que apoiou sua cabeça em meu ombro.
- E vocês dois, hein? – perguntou Blake.
- Eu é que te pergunto, e você e a Kate?
- O que tem a gente? – se vez de desentendido.
- O que tá rolando entre vocês? – perguntei.
- O mesmo que está rolando entre você e o Reece.
- Não consigo acreditar que vocês são só amigos – disse Reece. Blake riu. Não entendi, eu e Reece somos realmente SÓ amigos.
- Eu também não acredito que vocês são só amigos – retrucou Blake. Resolvi mudar de assunto e passamos o resto do tempo falando sobre as provas, que viriam acompanhando o final do último trimestre.
No final da aula, como prometido, acompanhei Reece. Foi bem triste, devo admitir, como toda despedida é. Reece tentou permanecer forte, mas não conseguiu manter sua pose por muito tempo. O abracei e ele começou a chorar. Eu entendo e não julgo, apesar de nunca ter sofrido uma grande perda. Bom, não que eu me lembre.
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lovesickness¨reece bibby
Fiksyen PeminatOnde Becky, que teve seu coração estraçalhado e sua auto estima reduzida a nada, jura a ela mesma nunca mais se apaixonar, mas será que mesmo com a chegada de um loiro misterioso e seus amigos ela irá conseguir manter sua promessa? Isso é o que irem...
