Amor de Amigos

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Quando você planeja coisas, você sempre espera que elas aconteçam como você planejou, não é?

Se você é uma dessas pessoas, que planeja tudo, aos mínimos detalhes, sugiro que se for amar, tire seu cavalinho da chuva, porque planejamento nenhum vai rolar.

O amor não é planejado.

Conhecer um amor não é planejado, viver esse amor não é planejado, e se é realmente amor, terminar também não é planejado.

Sendo completamente sincera, o amor é uma grande merda.

Uma besteira sem fim.

Armadilhas preparadas pela natureza que alguns de nós humanos, estamos fadados a cair.

Ruby costumava dizer que o amor era como a lenda do João e Maria, no começo é tudo muito doce e perfeito, quase como uma luz no fim do túnel, mas que, quando menos você espera, uma bruxa aparece e te tranca numa gaiola para no final te comer. Eu achava que era meia verdade, mas, por favor, não interprete literalmente.

Não importa se você ama um homem, uma mulher, ou qualquer coisa entre esses gêneros binários, o fim é sempre ruim. Não existem finais felizes, lembrem se, então dê a quem você ama um começo feliz, e um ótimo meio. Pois, como eu já disse, os fins são sempre a pior parte de amar.

Parece bobagem, de quem foi traído, o que eu fui, mas com o tempo você percebe que é verdade.

P.O.V Diana Belt
06/06/2016
Domingo
Às 9:00 P.M
New York, Manhattan...


- Seis meses!
Ian exclamava para mim.

- Saia da frente da T.V.
Eu dizia calmamente em resposta.

- Faz seis meses que você não sai de casa para nada.
Ian continuava a berrar.

Ele estava errado, aliás, eu saia de casa para ir ao mercado comprar sorvete, quando ele se recusava a ir para mim.

- Ian, fica quieto. Estou tentando assistir.
Diga, ainda tentando mudar de assunto.

- Quando é que você vai ser um pouquinho madura e aceitar sair dessa toca que é a nossa casa?

- Quando você sair da frente da televisão!

Ian pega o controle e desliga a T.V.

- Faz seis meses que você está assistindo as mesmas temporadas de Gilmore Girls.
Ian diz.

- Ian, que saco. Para de me encher está bem? Eu sei há quanto tempo estou em casa, eu sei o que está acontecendo.

Fazia seis meses que eu tinha pegado Cody beijando Emily, no ano novo.

Fazia seis meses que eu não falava com ele. Com o cara que me traiu.

Eu resolvia todos os negócios e trabalhos com Cody em casa, se ele precisava de mim pessoalmente, eu mandava uma representante em meu nome. E sim, eu sei que tudo isso é ridículo, mudar toda a minha rotina por um cara, é completamente antifeminista.

Nos primeiras semanas eu decidi que não queria ser a garota que chorava pelos cantos, a que sofria intensamente por um amor qualquer. Eu não queria ser essa garotinha, eu já tinha 24 anos, não precisava disso mais, mas foi no dia que completou um mês que eu descobri que eu era essa garotinha, e que eu tinha que afogar as mágoas de algum jeito.

Nas semanas que vieram depois da traição Cody me procurara intensamente, me ligava pelo menos umas sete vezes por dia e meu celular bombava de mensagens até eu bloquear ele. Ele vinha em casa todos os dias, mas Ian o barrava todas às vezes, pelo que eu sei Ian também tinha parado de falar com ele, disse que achava o ele fez imperdoável e uma canalhice sem senso.

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