— Esse lugar é realmente muito lindo.
Havia expressão de admiração no rosto de Alana
— É... — digo como uma adolescente sem graça. — Dá pra dormir.
Alana direciona um olhar de da-pra-parar-de-ser-tao-chata e dou de ombros.
— Eu gosto desse lugar... — A voz de Cam me causa agonias — Os quartos de cima tem uma vista privilegiada da cidade, até conseguimos sentir o cheiro do mar.
Comecei a observar o ambiente antes de passar pela porta de vidro, mais conhecida como "entrada".
Era um ambiente amplo, razoavelmente grande, não diria que é uma pousada 5 estrelas, porém, havia muita decoração, ali de onde estava conseguia ver o lado de dentro da recepção, as paredes estavam decoradas com quadros muito do estilo rococó.
No tempo em que nasci a arte era muito apreciada, assim como minha mãe, eu sempre me interessei e fui atraída pelo mundo artístico, já fiz de tudo que se pode imaginar: Dança, teatro, pinturas, artes cênicas, visuais, musical...
Assim como os quadros, as paredes eram de um tom claro, particularmente sempre gostei de rosa pastel, mas, para uma pousada... Talvez não seja a melhor opção.
— Hummm, Ótima sugestão — Disse Alana que me trouxe de volta dos meus pensamentos — Quartos de cima!
Ela diz e entra na recepção, mas fico ali do lado de fora. A observo de onde estou, a porta de vidro impedindo que o som de lá de dentro saia.
— Quantas vezes seu coração já te destruiu? — Mal me lembrava que Cam estava ali, Alana me hipnotiza. —E estou surpreso... — Seus dedos afastam a gola do meu uniforme e sinto-os tocar meu peito, próximo da minha clavícula — ...ele ainda bate.
O toque de Cam faz com que minha pele se arrepie, suas mãos sempre fora quentes, diferente das minhas.
"Quantas vezes seu coração já te destruiu?..."
Ainda sem olha-lo, meus pensamentos voam para longe dali.
Uma vez não foi o suficiente
— Ao menos eu tenho um. —Digo olhando em seus olhos e arranco suas mãos de mim o mais rude que posso ser.
Vou em direção á Alana, deixando Cam para trás.
— Sim, um quarto no andar de cima, por favor — de longe, ainda me aproximando, escuto suas palavras para a recepcionista que logo em seguida se vira para o computador, parece anotar as informações dos papéis que Alana lhe dá.
— Quanto tempo vamos ficar? — Digo sem ao menos esperar que ela repare que estava ali.
— Humm... Eu disse, alguns dias. — Ela diz meio confusa, acho que meu tom de voz era um pouco rude de mais. —Por quê? Não quer mais ficar?
Ao perceber que talvez tenha sido muito direta e um pouco rude na minha pergunta, logo recuo.
— Não... Eu quero. Claro. Só... —Procuro alguma desculpa — Só estou preocupada com as meninas, ah, você sabe... Muito tempo juntas, desperta essas coisas na gente — Digo e dou de ombros.
— Você é bem preocupada com elas, sortudas. — ela diz e sorri para mim.
É, elas são minha família.
A recepcionista se vira, pega uma chave e entrega á Alana.
— Quarto 12, as escadas ficam virando a esquerda. Sejam bem-vindas.
Alana assente e olha para a porta. Era Cam, ele estava segurando nossas bolsas e suas malas. Dois em cada braço.
— Ok madames, que tal se a gente subir?— Cam fazia expressão de dor, como se as malas fossem pesadas, bom mentiroso, Alana não sabe o quão forte ele é.
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Caídos
Short StorySophia, uma jovem apaixonada, crente fervosa no ego das pessoas que ama, ingênua porém forte assim como sua irmã, Valentina, não hesitará em usar suas forças para lutar pelo o que crê, suas escolhas podem leva-la a um final nada feliz. Valentina sa...
