Capítulo 67

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  "Eu não vou ir Lysa. Eu sou a pessoa anônima. Nos vemos amanhã." 

Rapidamente corri para o quarto com as meninas e tranquei a porta. Tudo estava rodando e eu só precisava da minha cama naquele momento.

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Café da manhã

Alice : Hoje preparar comidas caseiras!-bati palminhas alegremente.

Mary : Tô ansiosa! -bati palminhas junto á Alice.

Thiago : Comida caseira -imitei elas e bati palminhas- Ai dai me paciência. -elas riram.

João : Oi gente, quem pegou esse pão de queijo maravilhoso ? -mordi um me sentando com eles.

Mary : Bom né ? 

João : Sim, muito. -observei Lysa que evitava me olhar nos olhos- Ei, Lysa ?

Lysa : Oi. -olhei para ele.

João : Só pra conferir se está me ignorando. -sorri desconfiado de seu jeito.

[...]

Quando estávamos preparando doce de leite caseiro avistei uma das minhas pulseiras jogadas na grama, só que essa estava na mala ainda, não tinha como eu ter deixado cair. Fui até ela e a peguei do chão, logo sinto algo, ou melhor, alguém cair encima de mim me jogando pro lado e antes de eu protestar vejo um balde pendurado exatamente onde eu estava caindo tinta.

João : Ufa, essa foi por pouco. -me levantei de cima dela e estendi a mão para ajuda-la, a mesma me ignorou e levantou sozinha.

Lysa : O que foi isso ? -olhei pra tinta no chão- Armou tudo isso ? 

João : Oi ? -perguntei sem compreender.

Lysa : Já não fez o bastante ? Agora quer pagar de bom moço ? -tentei manter a calma mas não dava.

João : Lysa eu te ajudei, acha que eu armei isso ? -perguntei ainda sem entender.

Lysa : Eu ainda não acredito...-respirei fundo observando ele.

João : Em que ? E aliás, por que desmarcou o encontro de ontem ?

Lysa : Eu ? Eu não desmarquei nada!

João : Claro que desmarcou. -me aproximei dela com meu celular- olha aqui sua mensagem desmarcando e falando que seria hoje.

Lysa : Mas o que...-agora tudo fazia sentido- João, isso é mais perigoso do que eu pensava. -peguei ele pelo braço e entrei na cozinha antes que alguém visse a tinta e nos culpasse.

João : Oi ? Do que está falando exatamente ? -fomos para o outro lado da cozinha e fingimos fazer algo.

Lysa : A mensagem -disse olhando pra ele- não foi eu quem mandou. A pessoa deve ter mandado antes pelo meu celular ou até hackeando e depois apagado das minhas mensagens. Quando você já estava dormindo provavelmente mandou essa mensagem pra mim -mostrei para João- e apagou do seu celular também, para ficarmos só com a conversa verdadeira.

João : Que pessoa ? O que está acontecendo ? 

Lysa : Se prepara! -comecei a contar tudo para ele, desde o início até agora.

João : Ai meu Deus...-fiz um perfeito O em minha boca e a puxei para um abraço, apertando a mesma em meu peito, sentindo sua respiração fora do controle- Vai ficar tudo bem -acariciei seu cabelo- Vai ficar.

[...]

Tempo depois daquele longo abraço, voltamos para a mão na massa. João estava do meu lado o tempo todo, me olhando e sorrindo para me deixar tranquila. E como aquele sorriso me fazia ficar melhor. Ele simplesmente estava ali, sabendo de tudo e tentando me proteger. E eu também vou protege-lo.

[...]

Quando todas as comidas caseiras estavam prontas, experimentamos e aplaudimos com o gosto delicioso de todas. Todos experimentaram e ficaram satisfeitos. Finalmente fomos Jantar - Todos passaram o dia lá e almoçaram lá- e prontamente, depois de me servir, me sentei junto a João.

Lysa : Foi rápido em pegar o prato em ? -ri e me sentei na sua frente.

João : Depois do que aconteceu, preciso me alimentar. -te olhei e ri.

Lysa : Concordo. -observei Thiago sentar do meu lado com seu prato- Oi.

Thiago : Oi -observei a mesma- já me desculpou por ontem ? 

Lysa : Eu ? -ri- Ainda pergunta ? -sorri e ele me deu um selinho.

Thiago : Te amo -sorri- eu só fiquei...-ela me interrompeu.

Lysa : Ei, não precisa explicar -peguei na sua mão- Eu te amo.

Dizer eu te amo para Thiago era mágico, estranho, bom. Eu simplesmente recebia eu te amo e dizia eu te amo pra pessoa que eu mais discutia um tempo atrás. E as vezes nem dá pra acreditar. Ele me faz bem, um bem demais. Eu queria conta-lo sobre tudo, mas não sei se dá pra arriscar mais, já arrisquei demais com João e quase que entramos em uma confusão. E essa pessoa pode ser qualquer um, pode ser... Espera. Pode ser um de nós, um dos meus amigos. Eu sei que não poderia pensar algo desse tipo, mas como poderiam saber que eu iria contar para o João. Só se estivessem na mesa, quando João falava comigo. Observando tudo disfarçadamente e vendo o que estava acontecendo. Podia até não estar na nossa mesa, mas estava por perto. 

Imperfeitos ComplicadosOnde histórias criam vida. Descubra agora