Gustavo
Eu não sei o que deu em mim para ir levar os remédios na casa dela, poderia deixar com o porteiro e ir para casa.
Mas não, eu decidi subir para implicar com ela e depois apareceu o amiguinho dela.
Eu fiquei lá fora, dentro do meu carro esperando ele sair.
Demorou umas duas horas.
Ele sai e encontra uma garota loira na porta do seu prédio. Achei que ele era afim da Juliana, mas está ficando com outra? Isso parece comigo e a Juliana não merece isso. Merece algo melhor.
Você?
Celeblo, calado.
Okay, okay, mas eu sei que você gostaria de ficar com ela.
Vou ignorar meu celeblo.
Saio do carro e vou até eles.
- O que está acontecendo aqui? – pergunto e a garota loira olha para mim com um sorriso.
- Uma conversa, problema?! – fala ele e me empurra.
- Sai dessa! – digo empurrando ele de volta.
- E a Juliana?! – digo irritado e ele dá risada.
- O que está acontecendo?- a loira pergunta para ele. Ela estava perdida.
- Nada gata - fala ele e eu seguro o riso – Ela é burra, não se toca que eu queria pegar ela - quando ele fala isso eu dou um soco nele.
Não conheço a Juliana, mas sei que ela não é esse tipo de garota, que tu pega e joga fora.
A gente começa a se bater, a garota começa a gritar e um monte de moradores desce e tenta separar a gente, o que não dá muito certo.
- O QUE VOCÊS TÃO FAZENDO?- escuto o grita da Ju e saio de cima dele.
Eu estava sangrando, mas ele muito mais.
As pessoas voltaram para suas casas. Estou dando glória de ninguém chamar a polícia.
- Ele é doido - fala Henry se fazendo de vitima.
Juliana chega perto dele, sabia que ele ficaria como mocinho, mas ela dá uma tapa nele.
Estou surpreso.
- Não sou suas amiguinhas, queria sua amizade seu babaca - ela fala dando um passo para trás.
Ui.
- Você – fala apontando para minha pessoa - Vem comigo.
Sigo-a até seu prédio.
- Ajuda?- ela fala e eu concordo.
Ela passa a mão pela minha cintura para me ajudar a andar.
Entro no elevador e Juliana me solta para clicar no botão. Encosto-me na grade que tinha.
Chegamos ao seu apartamento e me sento no sofá
- Espera aí, vou pegar os curativos - ela fala saindo.
Sério? Achei que ia sentar na janela.
Nossa celeblo, como tu és mal.
Resolvo ligar a TV, estava passando desenho, Bob esponja.
Ju vem correndo e cai no desespero de ver o desenho com a mala de primeiros socorros na mão.
Dou risada e ela me olha feio. Ela se levanta e senta ao meu lado e dá um tapa no meu braço.
- Ai, sua cavala – digo fazendo uma careta de dor – Já estou machucado.
- Bem feito – diz seria.
- Você, hum, escutou a conversa?- pergunto, estava interessado.
- Sim e obrigada por bater nele - ela fala ficando vermelha.
Ela falou obrigada? UAU.
- De nada – digo dando um sorriso.
Ela começa a limpar meus machucados.
- Para de drama! – diz – Não está doendo! – fala e eu fecho os olhos.
Não é nela que está doendo.
Vejo que ela está rindo do meu desespero.
- Pronto - Fala e coloca o último Band-Aid.
Vejo que são umas 09h30min. Eu não sou uma criança, mas meus pais dão tempo para eu chegar em casa.
- Quer ficar aqui? Eu estou vendo você olhar o relógio. - Juliana fala e eu concordo.
- Pode ficar no quarto de visitas se quiser e tem roupas masculinas - ela fala e me leva até o quarto.
- Por que tem roupas masculinas? Namorado?- eu pergunto curioso.
Ela tinha me falado que não.
- Não, eu uso roupas masculinas, acho mais confortáveis que as femininas - ela fala e sorri - Não tenho namorado
Tudo bem, eu não esperava essa. E ela é linda e não tem namorado. Não que ela seja obrigada a namorar, ela faz o que quiser da vida dela.
Fico no quarto e me visto, ela tem bom gosto para roupas.
Vou até a cozinha beber água, mas vejo-a preparando alguma coisa já que está de frente para o forno.
- Está fazendo o que? - pergunto.
- Respirando...?- ela fala e isso pareceu mais uma pergunta.
- Hahaha, de comida – digo e ela se levanta.
- Lasanha - ela fala pegando um pano de prato e vai até o forno para tirar a lasanha.
Ela me manda arrumar a mesa e quando vou abrir os armários para procurar as coisas, potes caem em mim. Alguns de vidros caíram ao meu lado. Pelo menos não foi em mim.
- Eu compro outros okay? – digo arrumando os potes.
- MEU DEUS - ela fala e começa a rir
Ela ri tanto que se afoga com o cabelo.
- Vai comprar mesmo - ela fala com a mão na barriga.
- Amanhã eu compro. Quer ir junto? – pergunto guardando os potes dentro do armário de novo. Não foi engraçado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Tudo Culpa do Starbucks
Lãng mạnJuliana, uma menina que acaba de se mudar de país para estudar... Mas acredite, não é aqueles clichês que eles irão se esbarrar e se apaixonar, com certeza não será uma paixão de primeira, mas que tal um ódio de primeira? Acreditam? Ju, vem de uma f...
