Capítulo 4 - Gosto dela? (REVISADO)

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Gustavo

Eu não sei o que deu em mim para ir levar os remédios na casa dela, poderia deixar com o porteiro e ir para casa.

Mas não, eu decidi subir para implicar com ela e depois apareceu o amiguinho dela.

Eu fiquei lá fora, dentro do meu carro esperando ele sair.
Demorou umas duas horas.
Ele sai e encontra uma garota loira na porta do seu prédio. Achei que ele era afim da Juliana, mas está ficando com outra? Isso parece comigo e a Juliana não merece isso. Merece algo melhor.

Você?

Celeblo, calado.

Okay, okay, mas eu sei que você gostaria de ficar com ela.

Vou ignorar meu celeblo.

Saio do carro e vou até eles.

- O que está acontecendo aqui? – pergunto e a garota loira olha para mim com um sorriso.

- Uma conversa, problema?! – fala ele e me empurra.

- Sai dessa! – digo empurrando ele de volta.

- E a Juliana?! – digo irritado e ele dá risada.

- O que está acontecendo?- a loira pergunta para ele. Ela estava perdida.

- Nada gata - fala ele e eu seguro o riso – Ela é burra, não se toca que eu queria pegar ela - quando ele fala isso eu dou um soco nele.

Não conheço a Juliana, mas sei que ela não é esse tipo de garota, que tu pega e joga fora.

A gente começa a se bater, a garota começa a gritar e um monte de moradores desce e tenta separar a gente, o que não dá muito certo.

- O QUE VOCÊS TÃO FAZENDO?- escuto o grita da Ju e saio de cima dele.

Eu estava sangrando, mas ele muito mais.
As pessoas voltaram para suas casas. Estou dando glória de ninguém chamar a polícia.

- Ele é doido - fala Henry se fazendo de vitima.

Juliana chega perto dele, sabia que ele ficaria como mocinho, mas ela dá uma tapa nele.

Estou surpreso.

- Não sou suas amiguinhas, queria sua amizade seu babaca - ela fala dando um passo para trás.

Ui.

- Você – fala apontando para minha pessoa - Vem comigo.

Sigo-a até seu prédio.

- Ajuda?- ela fala e eu concordo.

Ela passa a mão pela minha cintura para me ajudar a andar.

Entro no elevador e Juliana me solta para clicar no botão. Encosto-me na grade que tinha.

Chegamos ao seu apartamento e me sento no sofá

- Espera aí, vou pegar os curativos - ela fala saindo.

Sério? Achei que ia sentar na janela.

Nossa celeblo, como tu és mal.

Resolvo ligar a TV, estava passando desenho, Bob esponja.
Ju vem correndo e cai no desespero de ver o desenho com a mala de primeiros socorros na mão.

Dou risada e ela me olha feio. Ela se levanta e senta ao meu lado e dá um tapa no meu braço.

- Ai, sua cavala – digo fazendo uma careta de dor – Já estou machucado.

- Bem feito – diz seria.

- Você, hum, escutou a conversa?- pergunto, estava interessado.

- Sim e obrigada por bater nele - ela fala ficando vermelha.
Ela falou obrigada? UAU.

- De nada – digo dando um sorriso.

Ela começa a limpar meus machucados.

- Para de drama! – diz – Não está doendo! – fala e eu fecho os olhos.

Não é nela que está doendo.

Vejo que ela está rindo do meu desespero.

- Pronto - Fala e coloca o último Band-Aid.

Vejo que são umas 09h30min. Eu não sou uma criança, mas meus pais dão tempo para eu chegar em casa.

- Quer ficar aqui? Eu estou vendo você olhar o relógio. - Juliana fala e eu concordo.

- Pode ficar no quarto de visitas se quiser e tem roupas masculinas - ela fala e me leva até o quarto.

- Por que tem roupas masculinas? Namorado?- eu pergunto curioso.

Ela tinha me falado que não.

- Não, eu uso roupas masculinas, acho mais confortáveis que as femininas - ela fala e sorri - Não tenho namorado

Tudo bem, eu não esperava essa. E ela é linda e não tem namorado. Não que ela seja obrigada a namorar, ela faz o que quiser da vida dela.

Fico no quarto e me visto, ela tem bom gosto para roupas.

Vou até a cozinha beber água, mas vejo-a preparando alguma coisa já que está de frente para o forno.

- Está fazendo o que? - pergunto.

- Respirando...?- ela fala e isso pareceu mais uma pergunta.

- Hahaha, de comida – digo e ela se levanta.

- Lasanha - ela fala pegando um pano de prato e vai até o forno para tirar a lasanha.

Ela me manda arrumar a mesa e quando vou abrir os armários para procurar as coisas, potes caem em mim. Alguns de vidros caíram ao meu lado. Pelo menos não foi em mim.

- Eu compro outros okay? – digo arrumando os potes.

- MEU DEUS - ela fala e começa a rir

Ela ri tanto que se afoga com o cabelo.

- Vai comprar mesmo - ela fala com a mão na barriga.

- Amanhã eu compro. Quer ir junto? – pergunto guardando os potes dentro do armário de novo. Não foi engraçado.

Tudo Culpa do StarbucksHistórias para pegar e não largar. Descubra agora