Capítulo 1 - Viagem (REVISADO)

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 Despedidas são ruins, mas pior ainda são seus pais chorando por você estar indo embora. Eles deveriam entender que crescemos e amadurecemos.

- Irei sentir tanto sua falta! – fala minha mãe, me abraçando.

- Eu também! – digo tentando sair do seu abraço, mas fracasso.

- Querida, já pode soltar ela! – exclama meu pai, colocando a mão no ombro de minha mãe.

- Se eu soltar ela vai embora! – fala minha mãe e o guarda-costas ri.

- Se não me soltar, eu vou morrer! – falo e minha mão suspira e acaba me soltando.

- Até mais! –digo sorrindo e dou um abraço no meu pai.

- Tchau querida. – fala ele, pego minha mochila e saio.

Vou para a fila e entro no avião e vou até meu assento, com lágrimas no rosto também, prendo meus cabelos ruivos em um coque e coloco o cinto.
Vejo dois garotos procurando os seus lugares, um deles senta em meu lado e o outro vai para um dos lugares perto do fim do corredor. Logo, vem uma moça um pouco mais velha e senta no último banco que sobrou.

- Meus queridos, algum de vocês tem um livro?- a senhora nos pergunta.

- Eu tenho um sim. - digo tirando O Diário de Anne Frank da minha bolsa e entregando a ela.

- Muito obrigada querida, eu devolvo no final da viajem! É que eu esqueci meu livro. - ela fala e eu dou um sorriso e o garoto revira os olhos.

Sinto seu olhar sobre mim.

- Seu cabelo é natural?- ele pergunta e eu pego um fio do cabelo olhando-o.

- É sim. – digo, largando o fio e ele sorri. Dou de ombros e viro para a janela.

- E suas sardas, é maquiagem? - ele pergunta e eu acabo me virando novamente para ele.

- Não, é natural também. – digo e então ficamos em silêncio e a senhora continuava focada no livro sem nem dar bola para nós. 

Acabei adormecendo, mas assim que acordo percebo que estou deitada no ombro do garoto que também estava dormindo, tento tirar minha cabeça sem acordar ele e acabo falhando.

- Desculpa! - digo nervosa, ele me olha meio perdido mais acaba concordando.

Percebo que a senhora estava nos olhando com um pequeno sorriso.

- Estão namorando quanto tempo?- ela acaba perguntando e fazendo com que eu fique vermelha de vergonha.

- A gente não namora! - exclama o menino que acaba soando um pouco nervoso.

- Oh me perdoem, mas é que parecia. Sinto muito! - diz dando um sorriso sem graça.

Antes que um de nós dois possemos responder somos interrompidos pela aeromoça.

''Senhores passageiros, daqui alguns minutos iremos aterrissar.""

 - Seu livro querida! - diz me entregando o livro que tinha emprestado. - Obrigada! - ela agradece e dou um sorriso.

O avião estava descendo fazendo com que eu fechasse os olhos. Sinto uma mão sobre a minha.

- Medo? -  pergunta o garoto e eu concordo, sem abrir os olhos. – Sabia que em um avião que eu estava caiu? – pergunta me fazendo abrir os olhos assustada. - Estou brincando! 

- Você poderia ter me matado! - exclamo brava, mas acabo dando um sorriso pois percebo que o avião já tinha aterrissado. Algumas pessoas já estavam descendo do avião e eu continuava sentada.

- Então... Me chamo Jason e a senhorita? - o garoto diz me estendendo a mão.

- Juliana. - digo com um sorriso, apertando a mão dele.

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 Entro no apartamento e percebo que minha mãe já tinha decorado o apartamento inteiro. O apartamento tinha seis cômodos. Eu estava morrendo de fome e a geladeira estava vazia, mas acabo me lembrando que vi um Starbucks aqui perto. 

Chego lá e acabo me deparando com a placa ''Estamos contratando'' e acabo me animando. Eu precisava de um emprego e essa parecia uma boa oportunidade.

- Oi senhor, me desculpar estar atrapalhando, mas estou interessada na vaga de emprego. - digo para um rapaz que estava limpando uma mesa.

- Senhor? Assim você me faz sentir velho! - ele diz me deixando vermelha, mas antes que eu possa me desculpar ele diz: - Tudo bem, era brincadeira! Eu posso te levar até ele, pode ser? - ele pergunta e eu concordo.

 Acompanho ele para uma pequena sala, onde ele abre a porta e diz:

- Senhor, tem uma garota interessada na vaga.

- Ah sim, mande ela entrar e pode voltar para o serviço. 

Entro na sala e fecho a porta, me sento na cadeira de frente para o senhor.

- Então, me diga por que você quer este emprego. - ele diz me encarando.

- Eu não quero ficar dependendo dos meus pais. - explico e ele concorda.

- Trouxe um currículo? - pergunta e eu nego com muita vergonha.

- Sem problemas, podemos fazer um agora mesmo. - ele me diz. - Preciso do seu nome completo e sua idade.

- Juliana Medeiros Collins, 19 anos - digo e ele concorda.

- Parece que eu conheço esse sobrenome - ele fala e eu dou um sorriso amarelo.

Ele termina de escrever as coisas num papel e então pergunta:

- Você pode vir amanhã? É necessário que traga seus documentos e mais algumas coisas para podemos ver se você é qualificada para a vaga! - ele diz e eu concordo. 

- Vou precisar comprar o uniforme? – pergunto e ele nega.

- Se você conseguir o emprego irá ganhar ele. - ele abre a gaveta, pega um papel e me entrega – Preciso que você preencha isso e traga amanhã com você. – ele explica e eu concordo me levantando.

Me despeço do homem e saio da sala. 

- Conseguiu? - pergunta o garoto que estava me esperando do lado de fora da sala.

- Preciso trazer alguns documentos e preencher isso. mas espero que eu consiga. - digo dando um sorriso sem graça.

-Você vai conseguir! - ele exclama animado.

- Hum... Até mais! – falo para ele e antes que eu possa sair um garoto chega.

- Cara vai trabalhar, não acabou seu turno ainda. - o garoto diz para Henry, pelo menos é esse o nome escrito em seu crachá.

- Eu sei, só estou ajudando ela aqui. – explica Henry e então o garoto repara em mim e dá um sorriso.

- Já falei para não trazer suas namoradas aqui! - ele fala e Henry ri.

- Na verdade não temos nada, ele só me ajudou. - digo saindo dali e deixando os dois sozinhos.

Sinceramente, eu não gosto desse tipo de atitude.

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Olá pessoal, espero que tenham gostado! 

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