Capítulo 14

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Jin POV.
Assim que me viu Tae se retirou do cômodo, com desculpa de ir se deitar, mas claramente apenas queria nos deixar a sós o que eu achei ótimo por que assim poderia questionar Namjoon sobre todos as perguntas que rondavam minha mente, porem quando o mais novo saiu do ambiente, o clima ficou extremamente pesado e a coragem que eu havia adquirido no banho se esvaia, tentava de todas as formas verbalizar meus pensamentos, mas algo em mim me impediam, talvez pelo fato de anos a finco não poder nem sequer expressar meus pensamentos e sentimentos devido a Sehun que sempre que o fazia me recompensava de maneira hostil e agressiva, talvez por medo de que Namjoon seja assim também.
Tentava tirar coragem do meu amago, mas nada vinha, ate que o maior a minha frente tomou a dianteira.
_Está com fome?
A pergunta do moreno despertou a fome adormecida em mim, nem sequer notei que não havia comido nada o dia todo, e sem muito pensar apenas assenti com a cabeça, afinal de barriga cheia pensaria melhor e quem sabe minha coragem voltaria, vi sua expressão mostrar certa tristeza com a minha resposta e um suspiro ser expelido pelo mesmo, mas logo ele tratou de por um sorriso nos lábios, não foi um daqueles irritantes com suas covinhas amostras, mas um simples sorriso, de certo tentando ocultar sua frustação.
Segui o moreno ate a cozinha e o observei atentamente enquanto buscava algo na geladeira, não via Namjoon como uma pessoa que sabia cozinhar podia estar enganado, porém minha duvida logo foi sanada assim que vejo o objeto de minha duvida retirar do fundo do congelador um refratário metodicamente lacrado. Continuo o observando sem pronunciar uma única palavra ou som, ele passa por mim e segue em direção ao micro-ondas, logo ligando o eletro doméstico, ficamos ali sem nos pronunciarmos ate o momento em que ouvimos o bip do eletro doméstico.
Vi Namjoon retirar o refratário de dentro da maquina com tanto cuidado como se estivesse carregando um recém nascido chegava a ser engraçado, mas ainda me mantinha apenas observando, logo ele depositou o refratário na bancada a minha frente se virando em seguida para buscar por refratários creio eu. E o foi o que ele fez logo eu estava com uma cuba fumegante de sopa de frutos do mar a minha frente, e sem muita cerimonia comecei a comer e em seguida ele fez o mesmo.
Já fazia algum tempo que comíamos calados um silencio terrível, só não mais terrível que o barulho em minha mente, os questionamentos se repetindo e minha consciência dizendo para que eu me calasse e ficasse na minha, mas o problema e a outra parte que dizia para ligar o botão do foda-se e perguntar tudo aquilo que eu queria, já estava na ultima colherada da minha sopa, alias tenho que dizer que estava maravilhosa, percebi que Namjoon também estava já na ultima colherada, respirei fundo e finalmente me pronunciei.
_ Posso fazer uma pergunta?
Disse com a voz fria e ríspida, logo vi a colher que estava em sua mão cair com a surpresa de minha fala, ri internamente com a visão. A resposta demorou um certo tempo para vir e veio em forma de aceno, fiz o mesmo e logo prossegui com o interrogatório fui direto afinal não estou afim de rodeio. Mas por algum motivo Namjoon continuava se esquivando de minhas perguntas, mas algo que ele disse me deixou intrigado, como assim foi Sehun quem propôs essa após? Isso não se encaixava e ainda por cima ele disse que teve interesse em mim, mas acho que agora e um bom momento para perguntar sobre Taehyung, e assim o fiz.
Sua resposta me deixou surpreso, meus olhos se estatelaram em surpresa, em minha mente em nenhum momento surgiu a hipótese de Tae ser irmão de Namjoon, levei um certo tempo para assimilar tudo, mas assim que recuperei meu raciocínio percebi que ele novamente se esquivou de minha outra pergunta, então insisti novamente, não daria escapatória para o moreno.
E novamente sua resposta me surpreendeu e pelo que vi essa não era uma desculpa esfarrapada se mostrou sincera em todas as silabas, e como se não bastasse a resposta ficou ecoando por minha mente, “Pelo nosso passado”, “Pelo nosso passado”, “Pelo nosso passado”, como assim que passado, como ele me conhece, da onde me conhece, ate onde sei e me lembro eu sempre estive ao lado de Sehun, as perguntas invadiam minha mente, ele percebeu meu desconforto e meu dilema interno e antes que eu pudesse o questionar sobre o assunto tratou de dissipá-lo, tentei questiona-lo mas foi em vão então dei-me por vencido, por enquanto pelo menos, e lá estava ele com aquele maldito sorriso de covinhas.
Logo outra duvida veio a minha mente e assim como ela veio eu a verbalizei para Namjoon, que não tardou em responde-la pôs um sorriso nos lábios e respondeu, e como se as surpresas não parassem a cada resposta que o moreno me dava apenas atiçava ainda mais minha curiosidade e me deixava confuso, mas estava decidido a confronta-lo e assim o fiz.
_Como assim por ser eu, e se tivesse perdido?
Sua resposta não tardou novamente, o moreno alargou o sorriso e logo se pronunciou.
_Se esse fosse o caso eu continuaria tentando, nunca desistiria, mas como pode ver eu não perdi e você esta aqui agora.
Ouvi atentamente a resposta do outro e só me confundiu ainda mais, repassava cada palavra cada sentença, tentando entender o que ele quis dizer, o que havia de oculto em sua fala, mas nada vinha em minha mente, um monte de Porquês invadiram minha mente, e não poder sana-los me deixava frustrado, fiquei algum tempo ainda pensando e analisando e somente voltei a terra quando vi Namjoon se despedindo, nem sequer tive tempo para dizer qualquer coisa quando percebi o mesmo já estava indo em direção as escadas, e era tarde de mais, hoje não conseguiria mais nada de si, mas com certeza tentaria novamente, preciso saber tudo o que envolve esse tal passado, e o porque dessa determinação toda que ele demonstrou na sua ultima fala.
E com o sentimentos ainda mais bagunçados, decido por ir para meu quarto, era engraçado pronunciar tal sentença “meu quarto”, aqui realmente parecia ser apenas um quarto diferente da casa de Sehun, la apenas tinha minha prisão, e com esses pensamentos conflitantes segui em direção ao cômodo denominado como sendo meu, adentrei o mesmo tentando fazer o mínimo de ruídos.
Já em minha cama deito minha cabeça no macinho travesseiro e como se fosse automático levo minhas mão ate o criado mudo ao meu lado, alcançando assim o pequeno embrulho que continha ali, pego o mesmo e o levo ate a altura de meu coração o apertando ali, aquilo era reconfortante mesmo não sabendo o por que, mas a sensação que tal objeto trazia era boa e abraçado a meu amuleto já sentia o sono chegar, mas antes de adormecer por completo algo veio a minha mente, “boa noite Jinnie” “Jinnie”, e foi com jeito com que Namjoon se dirigiu a mim que acabei em um sono profundo.

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