Capítulo Seis

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Amores,sei que estou devendo uma explicação para vocês a respeito das minhas demoras,bom...daqui a poucas semanas meu filhinho nasce,então por agora tudo está sendo corrido demais pra mim...espero que entendam e peço desculpas... vamos de mais um capítulo ❤

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Sim,estou com uma ressaca horrorosa,minha cabeça dói com a claridade do quarto,me sentei na cama e Dei um longo suspiro com aquele sonho maluco que tive a noite passada depois de voltar pra casa...como pode?eu sonhando coisas eróticas com meu chefe,como vou olhar pra cara daquele homem sem pensar naquele sonho,naquelas cenas em minha mente,pelo menos admiro a mim mesma que não seria tão ruim assim...seria ótimo,me levanto e ando por meu apartamento olhando em volta,está tudo tão calmo, tão ...onde foi parar a Júlia?só me lembro de ter bebido na noite passada e ter vindo pra casa depois de pegar um táxi,preciso tomar banho e me trocar e foi exatamente o que fiz naquele momento.

- "Júlia,onde você está?"-questionei ao telefone enquanto preparava um café forte pra mim.

-"vim pra casa do meu amorzinho Sarah,você chegou bem antes do que imaginei,acho que não se lembra de quando nos despedimos e eu falei que iria vir né?"-ela riu,com toda certeza eu não estava mesmo em boas condições -"por favor,limpe o chão da sala,você vomitou lá ontem,eu não tive coragem de mexer naquilo,é nojento"-soltou outra risada ao telefone.

-"tudo bem engraçadinha,eu não me lembro de muita coisa mesmo então se vocês estavam nus quando cheguei dou graças por ter perdido a memória...só queria saber se você estava bem,nos falamos depois"-desliguei e bebi meu café se nenhum grão de açúcar o que me fez fazer uma careta que com certeza estava horrível mas precisava daquilo,essa dor de cabeça estava me matando,me sentei no sofá conferindo meu celular,nada de mensagens ou ligações não atendidas,olhei para o relógio e já passava das 10:30 não estava nem um pouco animada a me levantar,deixei o celular de lado e voltei a pensar naquele sonho,senti leves arrepios como se o próprio Evan estivesse me tocando ali,como se a cada cena do sonho eu pudesse sentir tudo,fechei os olhos e me perdi em um êxtase levando meus dedos até meu clitóris movimentando-os vagarosamente,minha sorte era que a porta estava trancada,e ali no sofá continuei me tocando lembrando de cada estocada dada naquele sonho que tive com meu chefe,cada aperto de suas mãos contra minha pele me deixando louca enfiei dois dedos em mim gemendo em sons resmungando,jogando a cabeça pra tras,me senti uma grande pervertida naquela hora rebolei em meus dedos fazendo movimentos de vai e vem soltando gemidos mais altos ate chegar ao clímax e ficar ali perdida por alguns segundos,respirando ofegante olhando pro teto mordendo meu lábio exausta.

-caramba,o que eu fiz.–disse solta do uma leve risada suspirando.-Sara você é louca mesmo –disse pra mim mesma,me levantei ajeitando minha roupa indo até o banheiro,me limpei e ouvi meu celular tocar,quando olhei na tela e vi de quem se tratava meu coração deu um pulo mas logo atendi.

-Sr.Evan? –atendi com a voz um pouco trêmula e me sentei no sofá.

-desculpe te incomodar no fim de semana,mas preciso que me diga onde posso encontrar os arquivos da CDG comunicações,não encontrei em sua mesa,estou precisando urgente,não me diga que está na gaveta com chaves?–questinou porém sua voz não estava alterada nem nada.

-Sr Evan me perdoe,está na gaveta trancada e a chave está comigo,vou levar para o senhor logo.

-faça isso menina,estarei esperando,só não demore.

-tudo bem

Desliguei o telefone e nem fiz muita questão de trocar o vestido que estava usando,só troquei meus sapatos,peguei minha bolsa e sai de casa correndo,dei sinal para o táxi que em poucos minutos me deixou na porta da empresa,entrei e rapidamente estava atravessando a porta de vidro que dá para minha mesa,passei pela mesma e fui em direção a gaveta pegando os documentos,fui até a porta do escritório do meu chefe e bati ali.

-"Tra è aperto" –disse em um sotaque italiano,entendi um pouco e entrei na sala.

-com licença Senhor,está aqui os documentos.–deixei sobre a mesa e o mesmo me fitou.

-Ragazza,sente-se.–sua voz aguda me fez estremecer e fez com que eu me lembrasse do tal sonho,me sentei tentando controlar o calor que sentia na presença dele.

-Sara,o que pretende fazer da vida?

'que tipo de pergunta é essa?'

-ah,é...ainda não sei...talvez entrar no ramo em que me formei,trabalhar na área em que estudei.–respondi sem pensar e percebi que tagarelei quando vi seu olhar de 'o que você disse?'.

-bom,estou feliz que não está pensando em ser minha secretária pra sempre e triste também,porque são poucas as que se dispõe a sair de casa no fim de semana so por uma chave da qual tenho a cópia e poderia ter verificado se tais papéis estavam em uma certa gaveta.–ele arqueou uma sobrancelha me olhando e sorrio com certa malícia.

-o senhor estava me testando,é isso?–meu sangue ferveu nas veias.

-e você passou com louvor...quase perdi as esperanças pensando que contratei alguém que não queria trabalhar de verdade,mas você me provou o contrário...não se irrite com isso.–ele se levantou e caminhou em direção a porta a fechando,suspirei percebendo que havia me esquecido de fecha-la quando entrei.mordi meu lábio inferior e continuei ali sentada enquanto ouvia passos do senhor Evan caminhando pela sala voltando a sua cadeira.

-o senhor precisa de algo mais?

-hum...talvez.–disse analisando os papéis e logo ficou seu olhar em mim com outro daquele sorriso molha calcinha.

-tem namorado Sara?–foi direto.

-nao Senhor,eu não tenho.–baixei meus olhos enquanto estalava meus dedos por baixo da mesa dele.

-hum desperdício sabia?você é jovem e linda,como pode...

-ah,bom..obrigado pelo elogio,mas é que...bom...eu estava focada em estudar e me formar.

Ele ergue uma sobrancelha e me olha com o que eu poderia dizer,uma certa surpresa.

-nossa,bom...são poucas meninas que conheço que são assim...você é peça rara.–isso me fez sorri e corar ao mesmo tempo.
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#tra è aperto#-entre está aberto

#ragazza#-menina

Meu Chefe DevassoOnde histórias criam vida. Descubra agora