Capítulo 2- A chegada

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Estava andando pelo aeroporto a procura da minha mãe feito barata tonta até que escuto alguém chamar meu nome.

-Katrina!- quando me viro na direção da voz vejo a pessoa que procurava acenando para que eu pudesse encontrar com mais facilidade.

-Mãe!- digo andando na sua direção e a abraçando com força.

-Minha garotinha está tão crescida!-diz apertando ainda mais.

-M_Mãe, n_não es_to_tou con-con-seguindo res_res_pirar!-digo perdendo o ar.

-Desculpa!- diz me soltando rapidamente- Então como vão as notas?- olhei para ela com cara de boba-E os garotos?-pergunta olhando para mim maliciosamente e eu fiz cara de quem diz "sério isso!?"- Pensou mesmo que escapava dessa?-pergunta rindo de mim.

-Primeiro, elas são excelentes como sempre! Segundo, não gosto de nenhum! Terceiro, sinceramente pensei que sim!-digo olhando com uma cara brava enquanto me dirigia para o carro.

-Temos de falar de a coisa séria!- diz mudando a sua expressão de divertida para séria, minha mãe consegue ser muito divertida e de um segundo para o outro ficar séria e fria, coisa que eu não gosto.

- Chiiiiii, já estou com medo!- digo tentando amenizar o clima mas ela me olha séria e meu sorriso murchou.

- Não estou brincando!- diz séria e de repente sorri abertamente- quero meus netos correndo pela minha casa e me chamando de vovó!- eu não disse?

- Faz outro filho então!- digo chateada enquanto ela ri.

- Agora sem brincadeira!- volta a ser séria- Você vai prometer que não vai ficar uma fera...

-*suspiro* tá bom, eu prometo!- digo abrindo a porta do carro e entrando nele.

-Eu estou noiva!- diz sorrindo e mostrando o anel de noivado.

-OQUE!?- grito.

-Você prometeu!- diz me repreendendo.

- Pois prometi e eu não estou fera e sim surpresa!- digo me justificando.

- Acho bom!- diz voltando a sorrir- Vai conhece-lo esta noite, ele vai jantar lá à casa, tudo bem?- diz dirigindo o carro.

- Não!- digo rápido.

-Por que?- pergunta preocupada.

-Porque eu não quero que você se case com aquele homem mau e também não quero ter aquele maldito filho dele como irmão emprestado!- digo cruzando os braços.

- Não me fale desses malditos! Sabia que eles queriam roubar a minha fortuna?-diz brava.

- Não mas não me surpreende, nunca gostei deles!- digo sincera-*suspiro* Ainda bem, nesse caso tudo bem para mim!-digo aliviada e com uma pontada de receio que o novo padrasto seja mau também.

-Ele tem uma "filha" de 8 anos!- alerta-me.

- Pede netos à ela e me deixa com a minha paz!- digo no gozo.

-Também quero de você- diz apontando para mim.

-Mas isso não basta só você querer, também tenho que querer e o pai da criança também!-digo brava.

-Você vai ver só!- me olha maliciosa e eu fico me amaldiçoando internamente por ter tocado no assunto.

O resto do caminho passamos a falar de coisas aleatórias. Tivemos de passar pela loja de mobília porque a mobília que estava no meu quarto foi tirada porque era de criancinha, e enquanto levavam os móveis e montavam eu e a minha mãe fomos comprar algumas roupas (coisa de mulher mesmo)e comer qualquer coisa.

A musa de Bloody Painter Histórias para pegar e não largar. Descubra agora