Capítulo 16

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Ao final da tarde Nicholas passou em uma floricultura antes de ir para casa e comprou o buquê mais lindo que viu em sua frente. Sem dúvida nenhuma Chloe adoraria recebê-las. Ele tomou banho e tirou a barba, deixando a face impecável. Vestiu uma bela roupa e usou seu perfume preferido. Pouco antes do horário combinado, ele pegou o carro e foi à casa de Chloe.

Para Nicholas aquela noite era decisiva, afinal tudo tinha que acontecer conforme ele havia planejado. A indecisão de Chloe o deixava aflito, mas na verdade ele sabia que ela também o amava.

Nicholas desceu do carro e caminhou até a casa, segurando o buquê nas mãos. Entrou na varanda e bateu na porta.

— É o Nicholas. — disse ele.

Mary abriu a porta e disse:

— Boa noite! Chloe, Nicholas chegou! — chamou ela.

Chloe já estava arrumada para sair, linda como nunca. Ela veio caminhando em sua direção e, quando se aproximou, Nicholas mostrou o buquê que segurava escondido atrás dele.

— Isso é para você, Chloe. São lindas como você, na verdade, você é ainda mais bela que essas flores.

— Nicholas, essas flores são as mais lindas que você já me deu!

— Você merece Chloe.

— Bom, já que você está aqui, entre e conheça minha casa.

Chloe tinha razão; a casa era simples, mas bem organizada. Os móveis eram bastante antigos, e na parede tinha um quadro que Nicholas deduziu ser o suposto pai de Chloe. Ele estava ao lado de um carro, porém, Nicholas não quis perguntar a ela a respeito.

— Nicholas, eu quero que você veja uma coisa.

Chloe segurou a mão dele e caminhou pela casa até chegar à porta dos fundos. Lá também existia uma varanda e muitas flores. Na verdade, quase todas aquelas flores eram presentes de Nicholas.

— Você guardou tudo? Pensei que ficaria brava por minha insistência e as jogaria fora.

— Nunca faria isso, Nicholas. Você foi o único homem a me dar flores até hoje. Guardei todas que eu pude.

— Te amo, Chloe.

— Também te amo, Nicholas. — disse ela, dando um leve beijo nos lábios dele.

Pela primeira vez Nicholas ouviu dos lábios dela que ela o amava. A felicidade estava estampada em seu rosto, mas antes que pudesse comemorar muito, Chloe falou:

— Você vai conversar com ela?

— Sim, Chloe. Vamos ver se eu consigo arrancar alguma coisa de Mary.

Os dois caminharam até a sala e sentaram-se no sofá, de frente para Mary.

— A senhora já sabe que nós dois estamos namorando e, sendo assim, Nicholas sabe quase tudo sobre mim, e inclusive sobre aquela conversa que nós duas tivemos outro dia. Ele quer conversar com a senhora sobre aquilo. — disse Chloe, passando a palavra a Nicholas.

— Dona Mary, nós já sabemos que Chloe não é sua filha. Temos um exame de DNA que prova isso. Também sabemos que ela tem uma irmã gêmea e que na verdade nasceu em São Francisco, e não em Los Angeles como o registro dela diz. O que a senhora tem a nos dizer sobre isso?

— Não sei do que você está falando. Chloe é minha filha sim.

— Não adianta mentir, dona Mary. Se a senhora se abrir conosco vai facilitar as coisas. Não queremos levar o caso à polícia.

Quando eu te conheci (degustação)Onde histórias criam vida. Descubra agora